UFSCar reúne docentes de diferentes áreas em projeto de pesquisa sobre o vírus Zika

Docentes de diferentes departamentos da UFSCar reuniram-se para a elaboração de uma proposta de projeto de pesquisa encaminhada à chamada pública da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) que irá disponibilizar 30 milhões de Reais para projetos institucionais de pesquisa e desenvolvimento tecnológico voltados ao combate ao vírus Zika. Na UFSCar, a proposta é liderada pelo Pró-Reitor Adjunto de Pesquisa, Ronaldo Censi Faria, docente do Departamento de Química, que desenvolve pesquisa com imunossensores de baixo custo para diagnóstico sorológico.

Com o lançamento da chamada, a Pró-Reitoria de Pesquisa (ProPq) da UFSCar entrou em contato com docentes de áreas afins ao estudo do vírus e suas consequências. A proposta elaborada a partir desse movimento e encaminhada à Finep contempla três principais frentes de investigação. Uma delas explora os mecanismos clínicos, sistêmicos e moleculares da infecção pelo vírus, a fim de promover melhor qualidade de vida de crianças no primeiro ano de vida com consequências neurológicas causadas pelo vírus. A segunda frente busca desenvolver ferramentas para um diagnóstico específico, sensível e de baixo custo da infecção pelo Zika, e a terceira fornecer subsídios para o desenho de drogas que modulem a interação vírus-célula visando a inibição da replicação viral.

Colaboram com essas frentes docentes dos departamentos de Fisioterapia (DFisio), Química (DQ) e Genética e Evolução (DGE). O desenvolvimento de terapias para afecções neurológicas causadas pelo vírus Zika será coordenado pela docente do DFisio Eloísa Tudella, a investigação da biologia do vírus na infecção humana por Faria e as abordagens científicas utilizadas para investigar a interação vírus-célula pelo docente Marcos Roberto Chiaratti, do DGE. No total, estão envolvidas cerca de 30 pessoas, entre docentes, estudantes, pesquisadoras e pesquisadores, incluindo integrantes de outras instituições.

O coordenador da proposta explica que a iniciativa agregou grupos de pesquisa que investigam tanto temáticas afins, quanto temáticas específicas do vírus Zika. “Fizemos essa aposta de reunir pessoas que desenvolvem pesquisas que podem ser relacionadas ao vírus Zika. A pesquisa sobre o desenvolvimento motor de crianças com afecções neurológicas, por exemplo, é bastante consolidada no grupo da professora Eloísa Tudella, e agora passa a ter essa relevância com os casos de microcefalia causados pelo Zika. Já as duas outras frentes se relacionam mais especificamente com a temática, pois investigam o próprio vírus, a partir de conhecimentos sobre sua estrutura e o diagnóstico. A ProPq fez esse esforço de reunir diferentes grupos de pesquisa com a intenção de abrir portas na Universidade para que cada vez mais pessoas possam trabalhar em torno desse tema que é tão urgente para o País”, registra Faria.

A Finep divulgará os primeiros resultados da chamada no dia 30 deste mês.

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