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UFSCar apresenta trabalho sobre políticas de ingresso de estudantes indígenas e em situação de refúgio em fórum da Unesco

No início de agosto, a UFSCar esteve representada no “IV Foro Regional Responsabilidad Social Territorial – Tendencias en America Latina y el Caribe”. Organizado pelo Observatório de Responsabilidade Social para América Latina e Caribe (Orsalc) da Unesco, o evento foi realizado na cidade de Cartagena, na Colômbia, e contou com a participação de quatro universidades brasileiras.

O Coordenador de Ingresso na Graduação da Pró-Reitoria de Graduação (ProGrad) da UFSCar, Wagner Souza dos Santos, apresentou trabalho sobre o ingresso de estudantes indígenas e e em situação de refúgio na UFSCar, abordando os princípios da diversidade e equidade e destacando o acompanhamento pedagógico oferecido pela Universidade. O trabalho foi desenvolvido em coautoria com a Pró-Reitora de Graduação, Claudia Raimundo Reyes, e com a Coordenadora de Acompanhamento Acadêmico e Pedagógico para Estudantes da ProGrad, Thaís Juliana Palomino. O convite para a apresentação da experiência da UFSCar surgiu da participação da Universidade no II Encontro de Responsabilidade Social das Universidades Brasileiras, realizado em junho.

No Fórum, foram apresentados 103 trabalhos relacionados à temática da responsabilidade social territorial, com a presença de mais de 450 instituições de 17 países. Os trabalhos foram enquadrados em cinco temas: Patrimônio, Educação, Equidade, Governança e Meio Ambiente. Ao final do encontro, foi assinado o Manifesto de Cartagena, com diretrizes para a oferta de Educação Superior ancorada em princípios que tratam da construção de relações territoriais reumanizadoras e da valorização de lógicas de convivência.

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UFSCar participa de evento para discutir ações de universidades brasileiras em relação a pessoas refugiadas

UFSCar discute ações para pessoas refugiadas em Encontro do Observatório de Responsabilidade Social das Universidades Brasileiras (Foto: Ascom/UFCSPA)

UFSCar discute ações para pessoas refugiadas em Encontro do Observatório de Responsabilidade Social das Universidades Brasileiras (Foto: Ascom/UFCSPA)

Nos dias 2 e 3 de junho, o Coordenador de Ingresso na Graduação da Pró-Reitoria de Graduação (ProGrad), Wagner de Souza Santos, representou a UFSCar no II Encontro do Observatório de Responsabilidade Social das Universidades Brasileiras (Orsub). O evento, vinculado ao Instituto Internacional de Educação Superior para a América Latina e Caribe (Iesalc) da Unesco, reuniu especialistas do Brasil e da América Latina para debater ações de responsabilidade social nas instituições brasileiras de Ensino Superior.

Santos integrou a mesa com o tema “Refugiados: ações de universidades brasileiras” ao lado de representantes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). O Coordenador apresentou o ingresso para pessoas refugiadas oferecido pela UFSCar, que cria uma vaga adicional em cada curso de graduação presencial e utiliza a nota do ENEM como critério de seleção. Ele relata que a mesa discutiu os desafios envolvidas na garantia de condições para que pessoas refugiadas ingressem no Ensino Superior e possam concluir seus cursos. “O Programa de Ações Afirmativas da UFSCar é sempre muito elogiado nesses encontros, pois ainda somos uma das poucas universidades a garantir reserva de vagas para o acesso de pessoas refugiadas. Durante as discussões, foi pontuada a importância simbólica da oferta de vagas para esse grupo, ainda que o desafio não se encerre na oferta”, conta Santos.

Desde 2009, quando teve início o ingresso específico para pessoas refugiadas, a UFSCar já recebeu 14 estudantes, e constantemente discute formas de otimizar e ampliar esse acesso. Em meados de maio, o Conselho de Graduação (CoG) da Universidade aprovou a possibilidade da candidata ou do candidato com status de pessoa em situação de refúgio (concedido pelo Comitê Nacional para os Refugiados do Ministério da Justiça) ter sua inscrição validada por três anos consecutivos, o que permite que se use a nota obtida na seleção para se candidatar, nos anos seguintes à realização da prova, a qualquer outro curso de graduação, presencial ou a distância, da Universidade.

Durante o evento, realizado na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), foi possível também estabelecer contatos com a coordenação do Observatório de Responsabilidade Social para América Latina e Caribe (Orsalc). A UFSCar foi convidada a relatar mais detalhadamente suas formas diferenciadas de acesso para indígenas e refugiados, e também as iniciativas de acompanhamento pedagógico específicas que promove.

 

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Andifes: Reitores discutem orçamento das universidades e novo marco legal da Ciência e Tecnologia

Aconteceu em Brasília no final de fevereiro a 147ª Reunião Ordinária do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Na ocasião, os reitores receberam o Secretário Executivo do Ministério da Educação (MEC), Luiz Cláudio Costa, para discussão sobre o financiamento das universidades em 2016, frente ao bloqueio de R$ 1,3 bilhão no orçamento previsto para o MEC. “Segundo o Secretário, as negociações têm sido para preservar os recursos de manutenção das universidades, ou seja, o custeio, tal qual aprovado inicialmente. No entanto, deve haver novos cortes nos recursos de investimento, o que sem dúvida é motivo de preocupação. Diante de um quadro que ainda é incerto, estamos trabalhando na revisão do cronograma de obras, para que possamos apresentá-lo à comunidade da UFSCar assim que tivermos as informações mais precisas”, relata o Reitor da UFSCar, Targino de Araújo Filho, presente à reunião.

Outra pauta debatida pelos reitores foi a Lei nº 13.243/16, conhecida como “Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação”, aprovada pelo Senado no final de 2015 e sancionada com vetos parciais pela Presidência da República em janeiro deste ano. “O novo marco legal cria perspectivas interessantes em termos do fomento ao desenvolvimento científico e tecnológico do País e, particularmente, do incentivo ao processo de inovação. Algumas questões pendentes são os vetos presidenciais e, também, a atenção aos decretos que regulamentarão pontos importantes previstos na Lei. Nesse sentido, temos o compromisso do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação de que teremos a oportunidade de apreciação e posicionamento em relação aos decretos”, afirma o Reitor da UFSCar.

O Conselho Pleno da Andifes também recebeu o Secretário Nacional de Justiça, Beto Vasconcelos, que falou sobre a situação acadêmica dos refugiados e pediu o apoio das universidades no sentido da garantia da migração humanitária. “Há um interesse manifesto dos reitores de, aproveitando a experiência de universidades que já têm procedimentos estabelecidos para ingresso dos refugiados nos cursos de graduação, como é o caso da UFSCar, expandir essa possibilidade para mais instituições”, informa o Reitor.

Os reitores também receberam representantes do Ministério da Cultura, da Advocacia Geral da União (AGU) e da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do MEC para encaminhamento de assuntos de interesse das universidades, além de darem continuidade ao seminário “Brasil: Conjuntura e Perspectivas”, cuja primeira edição foi realizada em julho do ano passado. Relato da reunião também pode ser conferido no site da Andifes.

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UFSCar receberá 59 novos estudantes indígenas nos cursos de graduação

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Novos e antigos estudantes indígenas da UFSCar reúnem-se no Centro de Culturas Indígenas da Universidade para atividades de integração antes do início das aulas (Foto: Beatriz Maia – AECR/UFSCar)

Neste ano, a UFSCar receberá 59 novos estudantes indígenas nos cursos de graduação de seus quatro campi. Os ingressantes pertencem a 29 povos indígenas do País e vêm, em sua maioria, dos Estados de Amazonas e Pernambuco. Serão 37 novos estudantes indígenas no Campus São Carlos, 12 no Campus Sorocaba, cinco no Campus Araras e outros cinco no Campus Lagoa do Sino, que receberá estudantes indígenas pela primeira vez. Com isso, a UFSCar totaliza 143 estudantes indígenas na graduação, de 39 etnias. Como há uma vaga adicional em cada um dos 64 cursos de graduação da UFSCar para candidatos do processo seletivo para indígenas, praticamente todos os cursos da Universidade receberão ingressantes indígenas em 2016. Dos processos seletivos específicos para a graduação, ingressarão também quatro estudantes refugiados e sete do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G).

No processo seletivo de estudantes indígenas para este ano foram homologadas 479 inscrições dos 551 pedidos de candidatos indígenas de 16 Estados de todas as regiões do País, mais que o dobro do ano passado, quando foram recebidas 260 inscrições. O aumento se deve, em grande parte, à mudança no processo seletivo, que, em sua nona oferta, realizou pela primeira vez provas em quatro capitais: Cuiabá, Manaus, Recife e São Paulo. Até a edição passada, as provas eram realizadas exclusivamente no Campus São Carlos da UFSCar. A mudança foi aprovada pelo Conselho de Graduação (CoG) em maio de 2015, a partir de proposta dos próprios estudantes indígenas da Universidade. O objetivo é facilitar o deslocamento de candidatos de regiões do País que têm grande concentração de aldeias indígenas. A decisão foi subsidiada pelos números do processo seletivo para 2015, quando a UFSCar homologou a inscrição de 237 candidatos indígenas e pouco menos da metade compareceu às provas.

Acolhimento e integração

A recepção dos novos estudantes indígenas teve início nesta semana em todos os campi da Universidade, com exceção do Campus Lagoa do Sino, onde começará na próxima semana. A programação segue até o início das aulas também com os estudantes ingressantes pelo PEC-G e pelo processo seletivo para refugiados, em iniciativa conjunta da Coordenadoria de Ações Afirmativas e outras Políticas de Equidade (Caape) da Pró-Reitoria de Graduação (ProGrad) com os próprios estudantes da Universidade. Desde 2010, os estudantes indígenas organizam temas que consideram importantes para os calouros e contribuem com a realização das atividades de recepção, que têm como objetivo apresentar a Universidade, informar procedimentos relevantes para a vida acadêmica e integrar os estudantes.

“Os nossos estudantes indígenas constroem conosco as atividades de integração, nos trazendo demandas de atividades que eles julgam importantes e também participando da realização. Com base nas próprias experiências, eles são as melhores pessoas para identificar o que é importante para os calouros, e essa participação efetiva também contribui para a formação de amizades e redes de apoio que se consolidam no tempo em que passam na Universidade. Desde 2014 fazemos o acolhimento também com os estudantes PEC-G e, neste ano, convidamos os estudantes refugiados para participar da integração, com a certeza de que poderão se beneficiar bastante deste momento”, afirma a Coordenadora da Caape, Thaís Juliana Palomino.

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Conselho de Graduação aprova mudanças nos processos de seleção de candidatos indígenas e refugiados para os cursos de graduação da UFSCar

A 50ª Reunião Ordinária do Conselho de Graduação (CoG) da UFSCar, realizada na última segunda-feira (11/5), aprovou mudanças importantes nos processos específicos de seleção de candidatos indígenas e candidatos refugiados para os cursos de graduação da Universidade.

A alteração no processo seletivo para candidatos indígenas partiu de uma demanda do Centro de Culturas Indígenas (CCI) da Universidade que, junto com as coordenadorias de Ações Afirmativas e outras Políticas de Equidade (Caape) e de Ingresso na Graduação (CIG) da Pró-Reitoria de Graduação (ProGrad), avaliou os dados de inscrição e ingresso dos anos anteriores, bem como as demandas dos povos indígenas do País. Com a aprovação do Conselho, o processo seletivo para o ano de 2016 será realizado em quatro capitais – Cuiabá, Manaus, Recife e São Paulo –, e não mais no Campus São Carlos, como nos anos anteriores. O objetivo da mudança é facilitar o deslocamento de candidatos de regiões do País que têm grande concentração de aldeias indígenas.

Para que a mudança possa ser viabilizada, o formato do processo seletivo será alterado, não compreendendo mais a avaliação oral realizada originalmente. Avaliou-se que a prova, concebida para valorizar a tradição oral dos povos indígenas, já não contribuía de forma significativa no resultado da seleção, e por isso optou-se por excluí-la em benefício da aplicação em diferentes capitais. A decisão foi subsidiada pelos números do processo seletivo para 2015, quando a UFSCar homologou a inscrição de 237 candidatos indígenas e pouco menos da metade compareceu às provas. Continue reading

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