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CoAd aprova destinação de recursos a medidas de enfrentamento à pandemia na UFSCar

Imagem de captura de tela do Google Meet

ConsUni apreciou também a distribuição de vagas docentes (Reprodução)

O Conselho de Administração (CoAd) da UFSCar, em sua 59ª Reunião Ordinária, realizada em 10 de setembro, aprovou a criação de um Projeto de Desenvolvimento Institucional (ProDIn) destinado ao financiamento de ações no enfrentamento à pandemia na UFSCar. Os recursos, na ordem de R$ 2 milhões, vêm de valores pertencentes a departamentos e centros acadêmicos sob gestão da Fundação de Apoio Institucional (FAI-UFSCar), oriundos de ressarcimento pela participação em atividades de extensão.O Conselho de Administração (CoAd) da UFSCar, em sua 59ª Reunião Ordinária, realizada em 10 de setembro, aprovou a criação de um Projeto de Desenvolvimento Institucional (ProDIn) destinado ao financiamento de ações no enfrentamento à pandemia na UFSCar. Os recursos, na ordem de R$ 2 milhões, vêm de valores pertencentes a departamentos e centros acadêmicos sob gestão da Fundação de Apoio Institucional (FAI-UFSCar), oriundos de ressarcimento pela participação em atividades de extensão.

Esses recursos, comumente, são repassados à UFSCar para utilização, pelas unidades geradoras, na alínea de Recursos Próprios (RP). No entanto, o represamento de valores durante o processo de transição na Administração Superior da Universidade, associado à diminuição nos limites orçamentários para RP, impossibilitou esse repasse e inspirou a criação do ProDIn para enfrentamento de uma condição absolutamente excepcional.

Os recursos serão destinados à aquisição de insumos e ao pagamento de bolsas para as atividades de vigilância epidemiológica previstas no âmbito do Vencendo a Covid-19; a ações de inclusão digital de estudantes de graduação e pós-graduação em situação de vulnerabilidade; e, também, de apoio ao Ensino Não Presencial Emergencial (ENPE), dentre outras medidas registradas no ProDIn. Foi destacado na reunião do CoAd que a execução dos recursos ficará a cargo do Comitê Gestor da Pandemia (CGP), com acompanhamento e fiscalização de um comitê independente formado por representantes indicados pelos conselhos de centros.

A proposta foi aprovada por unanimidade, com encaminhamentos importantes a partir do debate realizado no Conselho. A Reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira, agradeceu enfaticamente aos departamentos e centros que se dispuseram a destinar esses recursos ao ProDIn, o que foi incorporado pelos conselheiros e registrado como agradecimento do CoAd. “É com imensa satisfação que registramos essa aprovação. Foi um trabalho que demandou muito diálogo e negociação, não só da Administração Superior, mas também de todos os diretores dos centros, inclusive para esclarecimento de dúvidas dos departamentos. Agradeço muito aos departamentos e centros e, também, ao Conselho, por essa discussão tão positiva e propositiva”, compartilhou Oliveira.

Vagas docentes

Outra pauta abordada foi a proposta elaborada pela Comissão de Modelo de Esforço Docente para distribuição de parte das 26 vagas docentes pactuadas com o Ministério da Educação (MEC) a partir de decisão anterior do Conselho Universitário (ConsUni) de adesão a proposta do MEC de reorganização do Banco de Professor Equivalente. O ConsUni também aprovou recentemente a solicitação de permuta de duas vagas de Professor Titular Livre por quatro vagas de Professor Adjunto, totalizando 30 novas vagas a serem alocadas na Instituição.
A Pró-Reitora de Gestão de Pessoas da UFSCar, Jeanne Liliane Marlene Michel, que preside a Comissão, explicou como ela vem funcionando desde o reinício dos trabalhos na nova gestão, em abril deste ano, destacando o entendimento de que a missão principal é buscar soluções para corrigir desigualdades entre áreas de conhecimento surgidas ao longo do processo histórico de construção e ampliação da UFSCar. A partir disso, uma primeira indicação da Comissão foi a destinação de 20 vagas ao Campus Lagoa do Sino, previstas no projeto inicial para o Campus e na pactuação feita com o MEC, nunca concluída.

Como ainda não está finalizado o algoritmo que deverá, no futuro, dimensionar o esforço docente e, assim, governar processos de distribuição de vagas, para as vagas a serem disponibilizadas neste momento o caminho percorrido começou com uma consulta aos diretores dos centros acadêmicos, para identificação das situações mais críticas. Com isso, foi constituído conjunto de seis departamentos, ao qual foi aplicada fórmula provisória de cálculo do esforço docente, neste momento considerando apenas a demanda do ensino de graduação. O resultado levou à proposta de destinação de duas vagas ao Departamento de Administração do Campus Sorocaba (DAdm-So), uma vaga ao Departamento de Ciências Naturais, Matemática e Educação do Campus Araras (DCNME-Ar) e uma vaga ao Departamento de Psicologia (DPsi), para atendimento específico à demanda de ensino de Libras (Língua Brasileira de Sinais).

As vagas restantes deverão ser distribuídas em 2022, a partir da conclusão do modelo definitivo de distribuição de vagas. Para tanto, subcomissões estão trabalhando no dimensionamento específico do esforço docente direcionado à pesquisa, à extensão e às atividades de estágio na graduação, e a expectativa de conclusão do trabalho é para o fim de 2021, com previsão de apreciação e aprovação pelos órgãos colegiados até o meio do ano que vem.

As propostas, aprovadas pelo CoAd, ainda seguem para apreciação do Conselho Universitário. Após a aprovação, a Diretora do Centro de Ciências da Natureza, Giulianna Rondineli Carmassi, e outros conselheiros, ressaltaram o compromisso da atual gestão da UFSCar com o projeto inovador e transformador pensado para o Campus Lagoa do Sino, ao que a Reitora respondeu dizendo que se trata, sobretudo, de garantir espaços de debate, nos quais é a comunidade universitária que reconhece a relevância do projeto.

Informes

Nos informes iniciais da reunião, a Reitora voltou a compartilhar as novidades sobre o orçamento de 2021 e previsão para 2022 já informadas ao ConsUni em sua última reunião e registradas no Diário da Reitoria. Oliveira compartilhou que estaria em Brasília no início desta semana para participar de uma série de reuniões voltadas justamente à busca da recomposição orçamentária, junto com os dirigentes das demais instituições federais paulistas de Educação (UFABC, Unifesp e IFSP) e a Associação Nacional de Dirigentes das IFES (Andifes). Além disso, informou a liberação dos recursos de emenda orçamentária destinada pela bancada do estado de São Paulo às instituições paulistas, dos quais R$ 9.304.509,00 são destinados à UFSCar. A partir dessa liberação, a Pró-Reitoria de Administração está trabalhando no planejamento de uso desses recursos a partir de definições anteriores do CoAd sobre prioridades e critérios para gestão orçamentária.

A Reitora também atualizou os conselheiros sobre as medidas adotadas a partir do incêndio que atingiu áreas de vegetação no Campus São Carlos nos primeiros dias de setembro, com destaque à criação de Comitê Emergencial. A dirigente aproveitou a ocasião para, mais uma vez, agradecer a mobilização muito rápida e eficiente e o trabalho incansável de equipes internas e parceiros da Instituição no combate ao fogo, que impediu danos maiores às áreas de preservação ambiental.

Na pauta, também estiveram medidas voltadas à internacionalização de todos os programas de pós-graduação da UFSCar; a estrutura administrativa para o Instituto da Cultura Científica, cuja criação foi aprovada recentemente pelo ConsUni; e algumas reestruturações organizacionais.

A íntegra da reunião pode ser conferida no canal UFSCar Oficial no YouTube, e as deliberações na página da Secretaria de Órgãos Colegiados, conforme os documentos forem sendo concluídos e disponibilizados.

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CoACE aprova medidas emergenciais para assegurar ações de permanência e assistência estudantil no contexto do ENPE, da pandemia e de cortes no orçamento

Imagem da reunião virtual do CoACE

Pró-Reitor da ProACE, Djalma Ribeiro Junior, salientou que a pauta focou na denúncia dos ataques à permanência e assistência estudantil (Reprodução)

O Conselho de Assuntos Comunitários e Estudantis (CoACE) da UFSCar realizou no dia 20/4, sua 52ª Reunião Ordinária que deliberou e aprovou as propostas do Grupo de Trabalho (GT) para reestruturação e monitoramento das ações de permanência e assistência estudantil implementadas enquanto durar o Ensino não Presencial Emergencial (ENPE) e a montagem da estrutura de governança do Programa de Fomento à Permanência Estudantil.

Ao dar início à reunião, o Pró-Reitor de Assuntos Comunitários e Estudantis, Djalma Ribeiro Junior, salientou que a pauta estava focada na denúncia dos ataques à permanência e à assistência estudantil, por meio dos consecutivos cortes no orçamento, e no anúncio das estratégias de sobrevivência e de resistência nesse cenário.

Ele apresentou como funciona o Programa de Assistência Estudantil (PAE) da UFSCar, seus critérios e modalidades. Explicou que o custeio é feito com recursos do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), alertando que não são suficientes para suprir os investimentos em assistência estudantil, o que faz necessário o uso de verbas adicionais destinadas ao funcionamento das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES).

A Universidade investe, por mês, aproximadamente R$ 900 mil em bolsas, auxílios e no pagamento de aluguéis e gás de cozinha para as moradias estudantis. Contudo, desde janeiro de 2021, tem recebido cerca de R$ 700 mil em recursos do PNAES. No total, em 2021, a UFSCar deve receber do PNAES pouco mais de R$ 8,3 milhões. O valor é R$ 2,2 milhões menor quando comparado a 2019.

Diante do cenário orçamentário e financeiro crítico, Ribeiro Júnior destacou o esforço do Grupo de Trabalho para propor, avaliar e monitorar as ações de permanência e assistência estudantil, que, ao longo de suas reuniões, gerou um relatório com a proposta de reduzir o valor mensal do investimento em bolsas e auxílios, sob o risco de não haver recurso suficiente para completar os pagamentos até o final do ano de 2021.

Neste sentido, foi indicada ao GT a necessidade de fixar um teto de R$ 750 mil mensais a serem investidos em bolsas e auxílios, o que demandou a reestruturação da distribuição das bolsas e auxílios, e que resultou na redução, a partir de maio, do valor da bolsa alimentação em espécie e da bolsa alimentação em espécie 2. Com o intuito de mitigar o impacto desta diminuição dos valores das bolsas alimentação, foram reduzidos os valores das refeições retiradas nos Restaurantes Universitários – quem pagava R$ 2,50 vai retirar a refeição de forma gratuita; e estudantes bolsistas do PAE que pagavam R$ 4,20 pagarão R$ 2,50, a partir de junho.

A reestruturação, que será constantemente reavaliada conforme o orçamento e recursos financeiros disponíveis, mantém o valor da bolsa moradia em espécie e da bolsa moradia mãe-pai de quem já faz parte do PAE; das bolsas destinadas ao Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape) e da compensação do Programa de Bolsa Permanência (PBP) e da bolsa alimentação em espécie para mãe-pai. O documento pode ser conferido na página da ProACE.

O segundo ponto de pauta foi a discussão sobre a montagem da estrutura de governança do Programa de Fomento à Permanência Estudantil que, conforme Resolução ConsUni nº 44, de 1º de abril de 2021, ficou sob responsabilidade do CoACe. Nesse sentido, foi aprovada a criação de um comitê para elaborar propostas de ações e estratégias a serem executadas com os recursos do programa e encaminhadas para o CoACE deliberar.

O comitê, sob coordenação do Pró-Reitor e da Pró-Reitora Adjunta de Assuntos Comunitários e Estudantis, será formado por dois estudantes de graduação, dois de pós-graduação, dois técnicos-administrativos e dois docentes a serem definidos na próxima reunião do CoACE.

Presença da Reitora e Vice-Reitora
A reunião contou com a participação da Reitora Ana Beatriz de Oliveira e da Vice-Reitora Maria de Jesus Dutra dos Reis que, desde o início da gestão, têm participado das reuniões dos órgãos colegiados para conversar com seus membros e apresentar algumas das principais propostas e ações da gestão.

Em sua fala, a Reitora registrou seu repúdio em relação a não nomeação do Reitor Eleito Adilson Jesus Aparecido de Oliveira, para que a autonomia universitária não saia da pauta, e que a UFSCar segue acompanhando esse movimento em âmbito nacional, para evitar que situações como essa ocorram novamente. Ela falou também sobre a retomada dos processos democráticos de debate e construção coletiva de gestão, a partir do fortalecimento dos órgãos colegiados e dos grupos de trabalho. “Nossa gestão é representada pelo diálogo e a Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis tem feito esse diálogo de forma transparente e participativa e é assim que acreditamos ser possível conduzir a Universidade”, destacou.

A Vice-Reitora, que é Presidente do Comitê Gestor da Pandemia (CGP) que atua no âmbito do programa Vencendo a Covid-19, falou sobre o andamento das atividades e a importância do comprometimento de toda a comunidade universitária com o projeto para que siga sendo implementado, no sentido de garantir o controle interno da pandemia e o retorno seguro das atividades essenciais.

Com relação ao momento crítico orçamentário e financeiro enfrentado pelas IFES, já debatido nas duas últimas reuniões do Conselho Administrativo (CoAD), elas reforçaram a importância de toda a comunidade universitária se articular e trabalhar para encontrar caminhos possíveis, para resistir a esse momento, e lutar para manter o Ensino Superior público, gratuito, de qualidade e como um meio de transformação social.

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Seminário de Ensino de Graduação, que inicia hoje sua 11ª edição, traz novas possibilidades de práticas pedagógicas na graduação e a integração dos docentes

Folder da 11ª edição do SeGrad

Pandemia foi o tema escolhido pelas mudanças que trouxe no ambiente do trabalho e que refletem na vida como um todo (Divulgação)

Lançar novos olhares ao desenvolvimento profissional dos docentes com realidades diversas. Essa é a proposta do Seminário de Ensino de Graduação (SEGrad) que nesta segunda e terça-feira chega a sua 11ª edição com o tema “Pandemia, docência e condições de trabalho do Ensino Superior”.

Em atividade desde 2007, o SEGrad é um evento fundamental para acolher e entender as demandas dos docentes e proporciona momentos de discussão e reflexão junto a eles, conforme explica o Pró-Reitor de Graduação da UFSCar, Daniel Leiva. “Diante da diversidade do corpo docente, o SEGrad intensifica a integração entre eles e permite refletir sobre novas possibilidades de práticas pedagógicas no ensino de graduação”, destaca.

A técnica em assuntos educacionais na Divisão de Desenvolvimento Pedagógico (DiDPed) da Pró-Reitoria de Graduação (ProGrad), Ester Almeida Helmer, conta que a pandemia foi o tema escolhido pelas mudanças que trouxe no ambiente do trabalho e que refletem na vida como um todo.

“Nesses dois dias, vamos debater sobre as condições de trabalho levando em consideração a pandemia e os desafios que ela traz aos docentes. E esses desafios são vários, pois envolvem como ensinar no formato não presencial; o uso de novas tecnologias; a realização, ao mesmo tempo, das atividades de pesquisa, de extensão, de gestão, no ambiente familiar que também tem suas próprias demandas”, explica.

A 11ª edição do SEGrad tem um diferencial que é a sua construção de forma colaborativa, com a participação dos Centros dos quatro campi que construíram atividades buscando atender as suas próprias realidades.

Programação
O evento será realizado de forma online nesta segunda e terça-feira. A abertura será hoje às 9h30 com a mesa de debate “Pandemia, docência e condições de trabalho do Ensino Superior” que contará com a presença da Pró-Reitora de Gestão de Pessoas, Jeanne Liliane Marlene Michel; da Coordenadora do curso de Psicologia, Rachel de Faria Brino, e do Coordenador do curso de Administração,Fábio Grigoletto.
A programação inclui palestras, rodas de conversa, como por exemplo sobre o Ensino Não Presencial Emergencial (ENPE), e a oficina de edição, finalização e publicação de videoaulas. A programação completa e link de transmissão do evento estão disponíveis no site www.segrad.ufscar.br.

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Conselho Pleno da Andifes mobiliza reitores para ações com foco na pandemia da Covid-19 e apresenta projetos de internacionalização

Logo da Andifes

Reitora marcou presença na 140ª Reunião Extraordinária do Conselho Pleno da da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Divulgação)

A Reitora Ana Beatriz de Oliveira participou, no dia 8 de abril, da 140ª Reunião Extraordinária do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que teve como temas principais a análise do momento atual da pandemia da Covid-19, a apresentação de projetos com foco em internacionalização e a discussão do orçamento das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) para 2021 com a participação de membros da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC).

A Reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Lúcia Campos Pellanda, e a Reitora Eleita da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Ethel Leonor Noia Maciel, apresentaram os números da pandemia no Brasil e no mundo, pontuando que o Brasil não adotou de forma rápida e efetiva as medidas sanitárias adequadas para enfrentar a pandemia (distanciamento social, testagem em massa, incentivo ao uso de máscaras de proteção, entre outros), o que resultou no cenário crítico atual.

Salientaram ainda que, nos países onde as estratégias sanitárias seguiram as orientações dos órgãos mundiais de saúde, a doença já está mais controlada. Diante disso e da previsão de continuidade do cenário crítico da pandemia no Brasil nos próximos meses, ficou definido que os reitores vão criar um grupo de trabalho para atuar na comunicação unificada entre todas as IFES em prol da propagação da informação de forma eficaz, clara e baseada na ciência, para informar e conscientizar a sociedade.

“Esse movimento se faz extremamente necessário neste momento tão grave da pandemia. Na UFSCar, já estamos trabalhando nesse sentido desde o início da nossa gestão, com o plano Vencendo a Covid-19, que já está implementando medidas eficazes para controlar a pandemia dentro da Universidade”, comentou a Reitora.

No que diz respeito à internacionalização, a professora da Secretaria Geral de Educação a Distância (SEaD) e coordenadora do Rede Andifes Nacional de Especialistas em Língua Estrangeira (IsF), Denise Martins de Abreu e Lima, apresentou a proposta do Curso de Especialização em Línguas Estrangeiras para Internacionalização em Rede, voltado para a formação de professores através de projetos de extensão e cursos de especialização para oferecer a proficiência linguística em sete idiomas.

Também foi apresentado o programa de Mobilidade Internacional Virtual, Destino: Brasil, que vai oferecer cursos de diferentes temas a estudantes de graduação, a fim de gerar o fortalecimento da internacionalização, novas parcerias e implementar um modelo de trabalho em rede. Ainda nessa temática, de mobilidade e trabalho em rede, foi anunciada a ampliação do número de universidades participantes do Programa Promover Andifes. A região Sudeste poderá incluir três universidades, o que será tema de debate entre as IFES da região.

O orçamento das IFES também foi tratado na reunião. A Secretaria de Educação Superior (SESu) destacou a expectativa para a sanção da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2021, que deve ocorrer nesta semana, e para o prazo de trinta dias para a publicação do Decreto de Programação Orçamentária e Financeira (DPOF), que viabiliza a execução do orçamento – inclusive as emendas parlamentares destinadas em anos anteriores e os recursos descentralizados. Até que isso ocorra, as IFES seguem trabalhando com medidas de contingenciamento financeiro.

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Vencendo a Covid-19: Conselho Universitário aprova definição de atividades essenciais para a UFSCar

IMagem do logo Vencendo a Covid-19

Plano avança com a definição das atividades essenciais (Arte: Edgar Fabrício/ CCS UFSCar)

Em reunião extraordinária realizada na última terça-feira (10/3), o Conselho Universitário (ConsUni) aprovou o documento que define quais são as atividades essenciais para a UFSCar, que podem ser realizadas presencialmente no contexto de ausência de controle da pandemia da Covid-19.

A proposta foi construída pelo Núcleo Executivo de Vigilância Sanitária (NEVS) e aprovada pelo Comitê Gestor da Pandemia (CGP), a partir de critérios técnicos e com base no papel social da Universidade de contribuir com o enfrentamento da pandemia e no institucional de preservar suas atividades e estruturas essenciais. O documento aprovado pelo ConsUni levou em consideração as várias sugestões enviadas pelos Centros Acadêmicos, cursos e departamentos.

Na reunião, foi destacada pelos responsáveis pelo plano Vencendo a Covid-19 a temporalidade da definição atual de atividades essenciais, já que os critérios para autorização de atividades serão periodicamente revistos diante de indicadores de acompanhamento da pandemia. Além disso, foi reiterado que haverá período de transição às novas normas para atividades já sendo realizadas e, também, que as especificidades serão tratadas em normas complementares e no diálogo com o NEVS sobre as diferentes situações.

Em suas manifestações, muitos conselheiros destacaram a gravidade da pandemia no Brasil e o registro, no dia anterior à reunião, de 1.954 mortes pela Covid-19. Defenderam, junto a isso e diante deste cenário, a necessidade de concretização das medidas de adequação e contingenciamento das atividades na Universidade, em prol da vida e em respeito à responsabilidade social da Instituição. Também ressaltaram que é necessário e urgente a UFSCar buscar caminhos para minimizar o impacto da pandemia sobre a comunidade universitária, apesar da inevitabilidade das perdas.

O detalhamento das atividades definidas como essenciais pode ser conferida no documento disponível na página da Secretaria de Órgãos Colegiados. Os setores da UFSCar deverão apresentar ao CGP quais atividades da sua área atendem aos requisitos e, recebendo a confirmação de atendimento, terão de apresentar seu plano de contingência específico contra a Covid-19, contemplando a Portaria GR 4469/2020/UFSCar, para que seja aprovado pelo NEVS.

O documento aprovado também indica ao Conselho de Graduação (CoG) a suspensão por tempo indeterminado da Resolução CoG 341, de 8 de dezembro de 2020, e que os estágios em funcionamento com base na Resolução se adequem às novas recomendações e apresentem ao NEVS as propostas e plano de contingências submetidos em até 15 dias. O NEVS receberá as documentações pertinentes e trabalhará junto das Coordenações de Curso para que os planos de contingência atendam os requisitos satisfatórios de proteção dos estudantes.

Na reunião, a Reitora Ana Beatriz de Oliveira reafirmou que o novo documento garante condições para que os estágios presenciais obrigatórios aconteçam de forma segura para os estudantes e que aqueles em consonância com as medidas de contingenciamento continuarão sendo realizados. Quanto aos que não atendem, a dirigente assegurou que poderão contar com o NEVS para sua adequação.

A Vice-Reitora e Presidente do CGP, Maria Jesus Dutra dos Reis, destacou que o “Vencendo a Covid-19”, implementado há pouco mais de um mês, já coloca a UFSCar como protagonista no enfrentamento à pandemia, com ações e estratégias de trabalho desenvolvidas em conjunto com representantes de todos os campi e das mais variadas áreas, e que agora a Universidade tem definida uma diretriz que valerá para toda a comunidade e irá permitir não somente manter as atividades essenciais de forma responsável e segura, mas também contribuir com a atuação das áreas de saúde.

REDUÇÃO DE DANOS – O documento aprovado também recomenda à Administração Superior da UFSCar que adote medidas para dar suporte assistencial, social e econômico aos diretamente afetados pelas medidas adotadas para o enfrentamento da pandemia, no cenário atual de seu agravamento.

Neste sentido, os pró-reitores de Graduação, Daniel Rodrigo Leiva, Pós-Graduação, Rodrigo Constante Martins, e Assuntos Comunitários e Estudantis, Djalma Ribeiro Junior, e a Pró-Reitora Adjunta de Pesquisa, Diana Junkes Bueno Martha, falaram ao Conselho sobre as ações que já estão em andamento para diminuir impactos.

Uma delas é a proposta da retomada do Grupo de Trabalho de Planejamento, pela Pró-Reitoria de Graduação, que será votada em reunião do CoG nesta sexta-feira (12/3). A ideia é que se possa recompor um espaço de diálogo e proposição de iniciativas voltadas para a formação docente, apoio aos discentes no ensino remoto, dentre outras.

Na área de pesquisa, a Pró-Reitoria trabalha junto às agências de fomento medidas para a prorrogação de bolsas. O tema já está em debate com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por meio de fórum com a Diretoria Científica da Fapesp. O tema está sendo tratado também junto ao Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa.

Na mesma linha, a Pró-Reitoria de Pós-Graduação também realiza movimento junto às agências de fomento para a prorrogação de prazos e salientou que, com a regulamentação das atividades essenciais, será possível argumentar melhor e buscar estes novos prazos.

Já o dirigente da ProACE explicou que, mesmo diante dos cortes desde 2019 para os programas de assistência estudantil e da indefinição do orçamento para 2021, a área tem buscado formas de conseguir recursos através de parcerias externas e a partir da criação de um Fundo Institucional de Apoio à Permanência Estudantil, como política permanente de suporte aos programas.

PRÓXIMOS PASSOS – Ferramentas digitais serão disponibilizadas para a comunidade para que as diferentes unidades, setores, laboratórios e outros conjuntos da comunidade universitária possam encaminhar suas solicitações e o plano de contingência.

O Coordenador Técnico do CGP e docente do Departamento de Medicina (DMed), Bernardino Geraldo Alves Souto, explicou como será o trabalho do NEVS, que vai trabalhar para atender a alta demanda represada na Universidade a partir da análise e aprovação dos documentos enviados. Esse movimento será feito em constante diálogo com as áreas que, a partir da validação de suas propostas, poderão, além de exercer suas atividade,  desenvolver projetos voltados ao enfrentamento da pandemia.

 

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