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UFSCar lança o Guardiões da Saúde e implementa a estratégia de vigilância participativa em saúde na Universidade

Imagem de uma mão segurando o celular com o aplicativo do Guardiões da Saúde na tela

Aplicativo é uma estratégia de cuidado que conta com a contribuição voluntária da comunidade (Divulgação)

Guardiões da Saúde (GdS) é o nome do aplicativo que a UFSCar acaba de lançar para a implementação da sua estratégia de vigilância ativa e participativa em saúde. O objetivo dessa estratégia é proteger a comunidade universitária da Covid-19 e garantir o avanço seguro das fases do Plano de Retomada das Atividades Presenciais.

“O lançamento do Guardiões da Saúde é um passo essencial para o enfrentamento da pandemia. Juntamente com as ações do Grupo de Trabalho Retorno, que está atuando para preparar os espaços físicos da Universidade com base nos protocolos sanitários, para receber a nossa comunidade, o Guardiões da Saúde vai permitir à comunidade o retorno seguro e efetivo”, disse a Vice-Reitora e Presidente do Comitê Gestor da Pandemia (CGP), Maria de Jesus Dutra dos Reis.

Lançado nesta terça-feira (19/10), na edição #33 do programa Na Pauta, que pode ser conferida na íntegra nos canais UFSCar Oficial no YouTube e Facebook, o Guardiões da Saúde é uma estratégia de cuidado que conta com a contribuição voluntária da comunidade universitária para o monitoramento da Covid-19 nos campi da UFSCar, a partir do informe diário, pelo aplicativo, do estado de saúde da pessoa. Por meio do GdS, as pessoas reportam seu estado de saúde, com total sigilo dos dados, permitindo o acompanhamento pela equipe de profissionais de saúde da Vigilância Epidemiológica da UFSCar e o controle interno da pandemia.

Idealizado pela Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo (ProEpi) e desenvolvido pelo Ministério da Saúde em 2007, o GdS já foi utilizado para monitorar grandes eventos no território brasileiro, como, por exemplo, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos no Rio de Janeiro, em 2016. Em 2020, ele foi reformulado para auxiliar na elaboração de soluções frente à Covid-19 e, desde então, tem sido utilizado com sucesso por diferentes instituições, como a Universidade de Brasília (UnB).

Como o GdS funciona? – O aplicativo funciona como um calendário, em que diariamente as pessoas reportam o seu estado de saúde, atuando de forma participativa em prol da vigilância. O usuário responde à pergunta “Como você está se sentindo?” e, quando o usuário reporta estar “bem”, se sua localização estiver ativa, gera um status “verde” para sua área. Além da informação estatística, nenhuma outra ação é realizada. Se a resposta for “mal”, o GdS oferece alternativas de sinais e sintomas que se relacionam à síndrome gripal, abarcando sinais de gravidade.
A partir da informação dos sintomas, o aplicativo gera um status “vermelho” na localização e oferece orientações básicas sobre a busca de serviços de saúde em sua localidade, também envia uma notificação automática sobre a ocorrência de “pessoa com sintomas” para o e-mail institucional da equipe do Grupo Técnico de Vigilância Epidemiológica da UFSCar, gerando então um “caso suspeito”. A privacidade dos dados dos usuários é totalmente garantida.

Por que participar? – Participar do GdS é uma forma de proteção individual e coletiva que será fundamental para bloquear a transmissão interna da Covid-19 e avançar nas fases do Plano de Retomada das Atividades Presenciais na UFSCar. Ao participar do GdS, a equipe de vigilância em saúde da Universidade terá uma comunicação mais direta com a comunidade, podendo auxiliar nas orientações e cuidados com a saúde e atuar de forma mais ágil e precisa no controle interno da pandemia, evitando as subnotificações e auxiliando na otimização e eficácia da testagem.

Segurança e sigilo – O GdS é um aplicativo gratuito para dispositivos móveis (Android e IOS) que atende a todos os requisitos de segurança da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e foi aprovado pelo Comitê de Governança Digital da UFSCar. Ele conta com a adoção estratégica dos softwares livres (open source), sempre visando à segurança da informação, governança de dados e sustentabilidade.

Ao aderir ao projeto, a UFSCar tornou-se gestora dos dados gerados pelo aplicativo, relativos especificamente aos usuários que declararem o seu vínculo com a Universidade, através da formalização de Termo de Cessão de Direito de Uso de Aplicativo Guardiões da Saúde, assinado entre a UFSCar e a ProEpi, após extensa análise técnica e jurídica. Desse modo, fica garantido que é a UFSCar que atua na guarda e proteção de dados gerados pelo GdS, quando utilizado por membros da Universidade, e ainda que pode influenciar no desenvolvimento do aplicativo.

Como a estratégia do GdS trabalha com o conceito de Vigilância Participativa, os dados do usuário serão compartilhados apenas com os profissionais de saúde que atuam no Grupo Técnico de Vigilância Epidemiológica da UFSCar e serão usados, exclusivamente, para orientar as ações de vigilância, cuidado individual e coletivo da comunidade.

Na página do Vencendo a Covid-19, na aba Vigilância, seção Estratégia Guardiões da Saúde, é possível encontrar todas as informações sobre o aplicativo, bem como os tutoriais para a sua utilização. Para aderir ao projeto, basta acessar a loja de aplicativos no seu celular, buscar por Guardiões da Saúde e fazer o download gratuito. Confira e ajude a cuidar da sua saúde e de toda a Universidade!

 

 

 

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Filed under COVID-19, Gestão

Publicação de edital marca início do processo eleitoral para a escolha de representantes para integrar o Conselho de Gestão de Pessoas

Jeanne e Wilson falaram sobre o processo eleitoral do CoGePe em Na Pauta #25 (Reprodução)

Com a aprovação da minuta do edital de eleição para a escolha de representantes para compor o Conselho de Gestão de Pessoas (CoGePe), pelo Conselho Universitário (ConsUni) em sua 251ª Reunião Ordinária, a Comissão Eleitoral, designada pelo Ato Administrativo do ConsUni nº 145/2021, dá início ao processo eleitoral que irá escolher representantes de discentes e de servidores docentes e técnico-administrativos junto ao CoGePe.

A criação do Conselho de Gestão de Pessoas foi uma proposta da atual gestão da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (ProGPe), já aprovada pelo ConsUni em abril, e tem como objetivo definir as políticas e os projetos referentes à área. Na edição #25 de Na Pauta, a Pró-Reitora de Gestão de Pessoas, Jeanne Liliane Marlene Michel, e o Presidente da Comissão Eleitoral do CoGePe, Wilson Alves Bezerra, explicaram em detalhes como se dará o processo. A minuta do edital está disponível na página Eleições – UFSCar.

O edital contempla vagas para representantes efetivos e suplentes dos discentes de graduação e de pós-graduação e vagas para representantes efetivos e suplentes dos servidores técnico-administrativos e docentes da UFSCar. São dez vagas para representantes docentes; cinco para técnicos-administrativos; uma para discente de graduação e uma para discente de pós-graduação.

A eleição será direta e secreta por meio de voto online, via sistema Helios Voting em link a ser divulgado oportunamente na página Eleições – UFSCar. Nas categorias em que há apenas uma vaga, o eleitor poderá votar em um candidato. Quando houver mais de uma vaga na categoria, o eleitor terá direito a votar no número de candidatos equivalente ao máximo de vagas disponíveis, conforme descrito no edital.

Podem se candidatar ao CoGePe servidores docentes e técnico-administrativos, que compõem o quadro permanente da UFSCar, respeitadas as restrições legais e institucionais (Cf. Artigo 9º do Regimento do Conselho Universitário). Para a categoria de discentes (graduação e pós-graduação), são elegíveis os que estão regularmente matriculados nos cursos de graduação e pós-graduação stricto sensu. O eleitor deve votar no representante da sua respectiva categoria.

Confira as principais datas do processo eleitoral do CoGePe:

9/8/2021 – Divulgação das listas de votantes
12/8/2021 – Prazo para impugnação do edital e prazo máximo para recursos relativos à lista de votantes
18/8/2021 – Divulgação da análise de processos de impugnação do edital e das listas definitivas de votantes
19/8/2021 – Início do período de inscrição de candidatos
24/8/2021 – Término do período de inscrições de candidatos
27/8/2021 – Divulgação dos candidatos deferidos e indeferidos
1/9/2021 – Prazo para recursos dos candidatos indeferidos
3/9/2021 – Divulgação dos resultados de análise dos recursos a respeito dos candidatos indeferidos e final da lista de candidatos
8/9/2021 às 14h – Constituição das urnas e cédulas no sistema
8/9/2021 às 18h – Início da consulta eleitoral
13/9/2021 às 12h59 – Fim da consulta eleitoral
13/9/2021 às 14h – Apuração
13/9/2021 – Divulgação dos resultados da consulta eleitoral
14/9/2021 às 18h – Prazo para recursos a respeito dos resultados
17/9/2021 – Divulgação dos resultados de análise dos recursos interpostos aos resultados
17/9/2021 – Divulgação dos candidatos eleitos

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Conselho Universitário aprova Plano de Retomada das Atividades Presenciais na UFSCar

Logo Vencendo a Covid-19

Plano de Retomada das Atividades Presenciais conta com cinco fases (Arte: CCS/UFSCar)

Construído coletivamente pelo Comitê Gestor da Pandemia (CGP) e pelo Núcleo Executivo de Vigilância em Saúde (NEVS) e debatido amplamente nas unidades e centros da Universidade, o Plano de Retomada das Atividades Presenciais na UFSCar foi aprovado na última sexta-feira (16/7), em reunião extraordinária do Conselho Universitário.

O Plano tem uma proposta de volta às atividades presenciais baseada na queda sustentada da curva epidêmica da Covid-19, com base nos critérios estabelecidos na Resolução ConsUni nº39 e na implementação de fases graduais que vão de zero a cinco, com diferentes tipos de atividades, prevendo um retorno paulatino e responsável da circulação de pessoas nos campi. O fluxograma do retorno foi delineado considerando premências acadêmicas, sem negligenciar critérios de saúde para uso dos espaços físicos e mobilidade nos campi, o alcance da vacinação, o distanciamento social e o uso de máscaras de proteção. Confira o documento na íntegra.

A Vice-Reitora e Presidente do Comitê Gestor da Pandemia (CGP), Maria de Jesus Dutra dos Reis, fez uma apresentação sobre o histórico da construção do documento, que planeja o retorno de forma estratégica, considerando a contingência epidemiológica da Covid-19 e a responsabilidade social da UFSCar, e sobre os principais pontos de cada fase. Na edição de hoje (20/7) do Na Pauta (do momento 3:48 ao 36:30), a Vice-Reitora explicou os principais pontos do plano.

“A comunidade universitária foi bastante ativa na construção do documento e, através dos conselhos de centros, trouxe contribuições importantes que foram incorporadas ao plano. Esse movimento mostra o comprometimento de toda a comunidade com o enfrentamento e controle da pandemia nos campi, que será essencial para o retorno gradativo e seguro. Peço a todos que mantenham esse envolvimento para evoluirmos sempre nas nossas ações”, comenta a Presidente do Comitê.

A dirigente destacou ainda que a pandemia da Covid-19 produz condições sociais, sanitárias e econômicas bastante instáveis e mutantes. Portanto, tanto o CGP quanto o Núcleo Executivo de Vigilância em Saúde (NEVS) estarão atentos e sensíveis a isso para realizar os ajustes e procedimentos necessários, além disso, o ConsUni está em convocação permanente para tratar do tema.

A Fase Zero do Plano é a que está em vigor no momento na Universidade e consiste na avaliação e aprovação prévia dos planos de contingência específicos das atividades consideradas essenciais, conforme a Resolução ConsUni nº 39, ou as previstas na GR 4862/2021 e GR 4874/2021.

Nessa fase, o NEVS recomenda o número mínimo de pessoas e pelo menor tempo possível no ambiente presencial, e o cumprimento de todas as recomendações dos planos de contingência, que devem contemplar todas as medidas contra a transmissão da Covid-19. O acesso aos campi está limitado às pessoas autorizadas a realizarem atividades presenciais emergenciais e aos estudantes residentes na moradia estudantil, e será controlado a partir de ferramenta a ser proposta pela Gestão Superior da UFSCar. Assim que essa ferramenta estiver delineada, deverá ter seu uso amplamente divulgado até uma semana antes de sua plena implementação.

A Fase 1 contempla a realização de atividades práticas presenciais e de pesquisa em laboratórios — exclusivamente dentro dos campi — que não exijam participação ou presença de outras pessoas que não sejam estudantes, docentes e técnicos de laboratórios envolvidos na atividade. A Fase 2 abrange o atendimento externo presencial das bibliotecas e outras atividades práticas de pesquisa dentro dos campi. Na Fase 3, serão permitidas as demais atividades de ensino, pesquisa e extensão, atividades administrativas, estágios e similares que envolvam práticas em serviço, dentro ou fora dos campi.

Na Fase 4, será permitido o atendimento presencial dos restaurantes universitários, cantinas e lanchonetes, mediante habilitação do plano de contingência pelo NEVS. Eventos em auditórios, anfiteatros e espaços similares serão permitidos na Fase 5. Em todas as fases, deverá ser respeitada a densidade de uma pessoa para cada 6,25 m2, com submissão de plano de contingência ao NEVS, em formulário que deverá ser adaptado e adequado conforme as demandas das diferentes fases.

Critérios para as mudanças de fases – A retomada das atividades e o avanço de fase ocorrerá a partir do 21º dia de queda sustentada da curva epidêmica nacional, estadual e local, que será acompanhada pelo NEVS a partir dos dados oficiais do Ministério da Saúde, da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo e das Secretariais Municipais de Saúde dos locais onde estão localizados os campi da UFSCar (São Carlos, Araras, Sorocaba, Buri, Campina do Monte Alegre e Angatuba).

Mensalmente, os dados serão compartilhados com a comunidade universitária para que fique sempre atualizada e possa seguir as diretrizes estabelecidas. Como os dados da curva epidêmica podem variar entre as cidades, há a possibilidade de que os campi retornem em fases diferentes entre si.

Os indicadores de queda sustentada da curva epidêmica, baseados na Resolução ConsUni nº 39, são:

  • Declínio sustentado de pelo menos 50% na incidência ao longo de três semanas contínuas;
    Percentual de testes positivos menor que 5% nas últimas duas semanas em caso de realização de um ou mais testes por 1 mil habitantes por semana;
  • Menos de 5% das amostras positivas para Covid-19 nas últimas duas semanas em casos de síndrome gripal;
  • Declínio no número de mortes nas últimas três semanas;
  • Incidência diária menor que um caso por 100 mil habitantes;
  • Taxa de transmissibilidade menor que 1,00 (1,2,3,4);
  • Número de novos casos por 100 mil pessoas nos últimos 14 dias menor que 5 (5);
  • Alteração percentual em novos casos por 100 mil habitantes durante os últimos sete dias, em comparação com os sete dias anteriores, menor que -10%.

O Plano de Retomada das Atividades Presenciais na UFSCar prevê ainda que, em caso de interrupção na queda da curva epidêmica entre uma fase e outra, a fase anterior terá que ser revogada e a próxima não poderá ser iniciada até que a curva retorne para a queda sustentada durante, ao menos, 21 dias.

O docente do Departamento de Medicina (DMed) e integrante do Vencendo a Covid-19, Bernardino Geraldo Alves Souto, destacou que o controle da pandemia é o critério para a flexibilização e que, para que o Vencendo a Covid-19 seja eficaz no enfrentamento e controle da pandemia nos campi, além do retorno escalonado, é fundamental, em todas as fases, o cumprimento das medidas sanitárias que incluem a higienização pessoal e do ambiente de forma regular, o uso correto de máscaras, a vacinação em massa de todas as pessoas e o distanciamento mínimo de dois metros entre uma pessoa e outra.

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Em live sobre a Covid-19, comunidade universitária compartilha o impacto sofrido com a pandemia e destaca a importância da Educação e da Ciência para enfrentar essa realidade

Imagem de captura de tela do Na Pauta

Uma das convidadas foi a Vice-Reitora, Maria de Jesus Dutra dos Reis, que falou sobre as ações Vencendo a Covid-19 (Reprodução)

Mais de 500.000 mil vidas perdidas no Brasil para a Covid-19 desde o início da pandemia em março de 2020. Esse triste marco ao qual o país chegou no último sábado (19/6) foi o tema central do Na Pauta #18. A live semanal da equipe de Comunicação da UFSCar trouxe representantes de toda a comunidade universitária para compartilhar a diversidade de experiências vividas e o que têm feito neste mais de um ano para enfrentar a pandemia.

Os convidados também expressaram o sentimento de lamento e tristeza pelas vidas perdidas, e destacaram que grande parte dessas perdas teria sido evitada se medidas fortes, adotadas por parte dos governos, no que diz respeito à vacinação e às medidas sanitárias, tivessem sido priorizadas.

Esse lamento veio acompanhado também da constatação de como a Ciência e a Educação têm sido fundamentais nesse cenário, do debate do que ainda pode ser feito para evitar que o número de mortes no país avance ainda mais e no convite para que a comunidade se mobilize para transformar a sociedade no futuro. A live pode ser conferida na íntegra nos canais UFSCaroficial no YouTube e Facebook.

O programa contou com a presença da Vice-Reitora e Presidente do Comitê Gestor da Pandemia (CGP), Maria de Jesus Dutra dos Reis, que resgatou a criação do plano da UFSCar de enfrentamento da pandemia, Vencendo a Covid-19, a fim de articular, integrar e fomentar ações para superar os desafios impostos por essa nova realidade.

“O retorno presencial, a partir de indicadores favoráveis referentes ao controle da pandemia, de forma segura e controlada, é a nossa meta, uma vez que, quando isso ocorrer, teremos estudantes de diversas regiões do Brasil circulando nos nossos campi. Diante disso, o Núcleo Executivo de Vigilância em Saúde (NEVS) e o CGP identificaram as atividades consideradas essenciais neste momento de não controle da pandemia e implementaram normativas para que elas possam ocorrer através de planos de contingência de forma segura”, disse a Vice-Reitora.

A dirigente comentou ainda que outras ações importantes são o monitoramento responsável, através da Vigilância Epidemiológica interna, dessas atividades em todos os campi e a construção do Plano de Retomada das Atividades Presenciais, para um momento futuro de controle da pandemia, que será apresentado na próxima reunião do Conselho Universitário (ConsUni), no dia 25/6, e debatido com a comunidade para posteriormente ser deliberado.

As respostas da Universidade à pandemia no âmbito da Saúde, no que diz respeito ao acolhimento à comunidade interna, à articulação com o município e à transmissão de conhecimento e informação precisa à sociedade, foram apresentadas pelos convidados Carla Polido, docente do Departamento de Medicina (DMed) e Assessora de Articulação em Saúde da UFSCar; Carla Vieira, enfermeira do Departamento de Atenção à Saúde (DeAS); Fábio Neves, Superintendente do Hospital Universitário (HU-UFSCar/Ebserh); Thiago Russo, Gerente de Ensino e Pesquisa do HU-UFSCar/Ebserh, e Gustavo Nunes de Oliveira, docendo do DMed e Coordenador do InformaSUS.

De forma muito didática e clara, ao longo de toda a live, o docente do DMed e integrante do Vencendo a Covid-19, Bernardino Geraldo Alves Souto, trouxe importantes informações sobre como, somente com o cumprimento das medidas sanitárias como respeito ao isolamento social, uso correto e constante de máscaras de proteção e higienização das mãos, aliadas à vacinação em massa para todos os públicos, será possível superar esse momento desafiador de descontrole da pandemia no Brasil para que possamos retomar, de forma gradual e segura, as atividades em todas as esferas da sociedade.

Entre os convidados, os discentes, através da participação de Raisa Cortez Rosado, do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Maíra Neme, da Associação de Pós-Graduandos (APG), e dos estudantes indígenas Geovane Diógenes da Silva (Gege), da etnia Pankararu, e Jocimara Braz de Araújo (Uara), da etnia Pataxó, compartilharam suas experiências, dificuldades e impactos sofridos pela pandemia.

Os representantes dos Sindicato dos Trabalhadores Técnicos-Administrativos (SinTUFSCar), Antonio Donizetti da Silva (Doni), e dos Docentes em Instituições Federais (ADUFSCar), Ricardo Ciferri, também falaram sobre os desafios vividos pelos servidores e servidoras e como têm feito para superá-los.

A forma como a pandemia afetou a educação em todos os seus níveis também foi debatida na live com a participação da docente do Departamento de Teorias e Práticas Pedagógicas (DTPP), Luana Costa Almeida, que também destacou como os professores e professoras tiveram que se reinventar para a realidade do ensino remoto e as dificuldades enfrentadas nos diversos níveis educacionais.

O Pró-Reitor de Assuntos Comunitários e Estudantis, Djalma Ribeiro Junior, falou sobre como a Universidade tem se organizado neste momento, agravado ainda mais pelos cortes no orçamento que afetam diretamente os programas de assistência estudantil, com ações para auxiliar e garantir a permanência dos estudantes na Universidade.

Ainda em relação à pergunta sobre como a Universidade tem atuado, o Pró-Reitor de Pesquisa (ProPq), Ernesto Chaves Pereira, e a Coordenadora de Informação em Pesquisa da ProPq, Andrea Rodrigues Ferro, trouxeram para o debate a resposta dos pesquisadores da UFSCar, que nestes 15 meses de pandemia desenvolveram mais de 240 projetos de pesquisas das mais diversas naturezas.

A Reitora, Ana Beatriz de Oliveira, encerrou a live especial com uma mensagem de lamento pelas vidas perdidas e de agradecimento aos profissionais de saúde, pela atuação incansável nos últimos meses, e também à comunidade universitária, que se adaptou a essa nova realidade e segue desempenhando suas atividades de forma primorosa.

Oliveira evidenciou que a pandemia mostrou o quão essencial é o papel e atuação das universidades públicas que tão rapidamente responderam a ela. Para isso, apresentou dados da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) que indicam que as instituições federais foram responsáveis pela produção de mais de 691 mil litros de álcool em gel, 651 mil máscaras de proteção e 515 mil face shields. “A Universidade, através da dedicação de seus profissionais, reagiu e se adaptou a esse contexto muito rapidamente, tanto para o ensino como para as pesquisas e programas de extensão, o que nos aproximou da sociedade”, disse a Reitora.

Com relação às perspectivas para a UFSCar, Oliveira comentou sobre o movimento junto aos Reitores das instituições federais de ensino no estado de São Paulo em defesa da vacinação em massa e irrestrita para todos os adultos, o que vai permitir, a partir do controle da pandemia e do cumprimento das demais medidas sanitárias, o retorno presencial e escalonado das atividades.

“Entendemos as aflições dos estudantes e de seus familiares para que as atividades presenciais retornem, porém, isso precisa ser feito de forma segura, preservando as vidas, e, para isso, defendemos que a vacinação deve abranger todos e todas. No contexto do Ensino Superior não podemos pensar na vacinação de forma segmentada. Além disso, ela por si só não permite o retorno seguro. Para que ele ocorra o quanto antes for possível, deve estar acompanhado de um planejamento, o qual começa a ser debatido com a comunidade”, destacou.

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100 dias de gestão: Diretores do Campus Lagoa do Sino e do Campus Sorocaba destacam os projetos colocados em prática no início da gestão

Captura de tela

Gestores dos campi Lagoa do Sino e Sorocaba falam sobre ações de proximidade com a comunidade interna nos primeiros meses de gestão (Reprodução)

Os 100 primeiros dias de gestão da nova equipe da Administração Superior da UFSCar foram marcados por desafios, conquistas e, principalmente, pela transparência e pelo comprometimento com o programa de gestão e diálogo constante com a comunidade universitária.

O balanço desses 100 dias foi apresentado pela equipe no “Na Pauta #11”, programa semanal realizado pela equipe de Comunicação da UFSCar. Para que toda a comunidade fique por dentro do que foi apresentado, estamos divulgando uma série de matérias sobre as atividades das Pró-Reitorias, direção de Campus e do Hospital Universitário nestes 100 dias. Nesta última matéria da série, evidenciamos as ações das diretorias do Campus Lagoa do Sino e do Campus Sorocaba.

Diretoria de Campus Lagoa do Sino
O Diretor do Campus Lagoa do Sino, Alberto Luciano Carmassi, falou no “Na Pauta #11” (do momento 1:49:31 ao 1:56:15) sobre o movimento inicial da gestão de integração com os servidores, de articulação institucional com políticos, empresas e produtores da região e dos trabalhos para diagnóstico e planejamento dos espaços físicos.

Um dos destaques da gestão foi o início das atividade do projeto de extensão “Fazenda Escola Lagoa do Sino da UFSCar: promovendo o desenvolvimento regional do sudoeste paulista por meio do ensino, pesquisa, extensão e inovação”, que vai fortalecer a integração das atividades produtivas da fazenda com as de ensino, pesquisa e extensão do Centro de Ciências da Natureza (CCN), contribuindo para a consolidação do Campus Lagoa do Sino como um importante ator de fomento do desenvolvimento regional.

“A Fazenda Escola terá como norte a atuação com foco na produção e comercialização de produtos e na disseminação do conhecimento a partir da formação das pessoas e do fortalecimento do CCN”, destacou Carmassi.

No que diz respeito aos trabalhos para diagnóstico e planejamento dos espaços físicos, foi implementado um software para o monitoramento e gestão da área e foi realizada a compra de equipamentos, como uma plantadeira, para melhorar a qualidade da produção agrícola da fazenda.

A gestão está trabalhando com a diversidade de cultivos, como a produção de feijão, em pequena escala, para atender o mercado regional e a de soja não transgênica, em grande escala, já direcionada para uma grande empresa.

Diretoria de Campus Sorocaba
Aproximar a Diretoria de Campus da comunidade interna e melhorar o relacionamento com o município de Sorocaba são alguns dos desafios da gestão que, nestes primeiros meses, têm sido o foco da atenção da Diretora do Campus Sorocaba, Karina Martins, que realizou reuniões com os centros, departamentos, órgãos colegiados, empresas e políticos da região para entender as demandas internas e atuar em possíveis parcerias externas.

No “Na Pauta #11”, Martins (do momento 1:56:16 ao 2:0256) destacou o protagonismo do Campus Sorocaba e o compromisso da gestão para viabilizar o desenvolvimento contínuo e a excelência do Campus.

“A partir das reuniões internas foi possível conhecer a situação atual do Campus no que diz respeito à infraestrutura, demandas reprimidas e aos aspectos acadêmicos, administrativos e de pessoal. Com esse conhecimento, já elaboramos um plano de ação para ser implementado nos próximos anos, que inclui projetos de reforma, construção e adequação de espaços para o pleno funcionamento do Campus. Esse plano será fundamental para a próxima etapa que é a de captação de recursos”, destacou.

Para reaproximar o Campus da Região Metropolitana de Sorocaba, também foi elaborado um plano de comunicação voltado para o fortalecimento da importância do Campus no desenvolvimento regional e para o aumento da visibilidade de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão.

No Diário da Reitora, é possível conhecer o balanço apresentado pelo Gabinete da Reitoria e pelas Pró-Reitorias de Graduação e de Pós-Graduação, Pesquisa e de Extensão, Gestão de Pessoas e Assuntos Comunitários e Estudantis, Administração e do Hospital Universitário. O “Na Pauta #11”, edição especial, pode ser conferido na íntegra nos canais UFSCar Oficial no Facebook e YouTube.

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