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SAADE realiza mais de 1 mil bancas de heteroidentificação de ingressantes pelo SISU 2021

A Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (SAADE), em cumprimento à Lei de Cotas, 12.711 e à Portaria Normativa Nº 4, de 6 de abril de 2018, realizou as bancas de heteroidentificação étnico-racial de estudantes ingressantes 2021 pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU), medida complementar à autodeclaração e que tem como proposta garantir que as pessoas que se candidatam ao ingresso pela reserva de vagas realmente atendam aos requisitos.

Entre a primeira e a quinta chamadas de ingressos pelo SiSU na UFSCar, passaram pelas bancas mais de 1.300 pessoas, totalizando mais 380 horas de gravação, uma vez que devido à pandemia da Covid-19, as bancas foram realizadas de forma online.

Natália Sevilha Stofel, Secretária Geral da SAADE, explica que as bancas reforçam o ingresso na Universidade pelas Ações Afirmativas, assegurando o acesso universal e equânime ao Ensino Superior e a diversidade, evitando eventuais fraudes.

O ingresso pela Lei de Cotas é destinado para pessoas que se autodeclaram pretas, pardas ou indígenas e pessoas com deficiência que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas e que tenham renda familiar bruta per capita igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo.

“As bancas consistem em entrevistas com as pessoas que no momento da inscrição preencheram a autodeclaração. Elas têm se mostrado eficientes, pois desde que começaram a ser realizadas o número de indeferimentos tem caído significativamente. Além disso, as bancas são uma importante ferramenta de autorreconhecimento e pertencimento por parte dessas pessoas”, explica Stofel.

As bancas são formadas por um coordenador ou coordenadora e três pessoas votantes. A composição da banca deve ser heterogênea. A partir de conversa com os candidatos que confirmam a autodeclaração entregue no momento do requerimento de matrícula, a banca defere ou indefere o ingresso pela reserva de vagas.

Stofel explica que para compor as bancas, as pessoas membros participaram de uma formação temática realizada pela Coordenadora de Relações Étnico-Raciais da SAADE, Tatiane Cosentino Rodrigues. Ao todo, aproximadamente setenta pessoas participaram das bancas. Com o processo das bancas finalizado, a SAADE realiza agora sua avaliação para que possa ser aprimorado para o próximo ano.

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Relatório de 10 anos do Programa de Ações Afirmativas destaca promoção da equidade

Imagem da fachada da Área norte da UFSCar

Aprovação do documento reitera compromisso com a transformação da Universidade (Divulgacão)

A UFSCar foi pioneira na aprovação e implementação de seu Programa de Ações Afirmativas, em 2007, cinco anos da Lei Federal 12.711, conhecida como “Lei de Cotas”, que instituiu a reserva de vagas como política pública nacional aplicada a todas as Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). Assim, a Instituição começou, a partir de 2007, a dar passos muito importantes rumo a uma universidade realmente diversa, justa e democrática.

Esse legado, construído a base de muito estudo e de debates plurais, está retratado no Relatório de Avaliação dos 10 anos do Programa de Ações Afirmativas e do Ingresso por Reserva de Vagas (2007-2017), apreciado e aprovado pelo Conselho Universitário em sua 248ª Reunião Ordinária, realizada na última sexta-feira (30/4).

Ao apresentar a pauta, a Reitora Ana Beatriz de Oliveira salientou sua alegria e emoção em presidir a reunião. “Estou na UFSCar desde 2000 e pude vivenciar toda essa transformação que faz a Universidade se tornar cada vez mais diversa, constituindo-se em um espaço representativo que se aproxima da realidade brasileira. O que vimos ser apresentado nesta reunião nos dá mais força para defender as políticas de ações afirmativas para que sigam sendo uma política pública, permitindo às universidades se consolidarem como o lugar da convivência das diversidades e fortalecendo uma formação cidadã e plural”, disse.

Construído a partir da análise das concepções estruturantes do Programa de Ações Afirmativas da UFSCar, do impacto do Programa para a vida acadêmica na UFSCar e da proposta permanente de sua avaliação, o estudo foi desenvolvido por uma comissão composta por discentes, docentes e técnico-administrativos e coordenada pela Secretaria Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (SAADE).

A partir da apresentação do Relatório, foi aprovada a criação de uma Comissão Permanente de Avaliação do Programa de Ações Afirmativas e do Ingresso por Reserva de Vagas, a ser instituída no âmbito da SAADE. Também foi deliberado que deverá haver aprimoramento das ferramentas de coleta e análise de dados sobre ingresso e sobre indicadores acadêmicos e de permanência estudantil; a operacionalização de diretrizes que já constam na Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da UFSCar; e a criação de portal de egressos para acompanhamento de suas trajetórias após a conclusão da sua formação.

“Tão importante quanto garantir o acesso de todos e todas à Universidade é assegurar a sua permanência e, para isso, faz-se fundamental o compromisso com o acolhimento integral do estudante”, explicou Natalia Rejane Salim, docente do Departamento de Enfermagem (DEnf) e Secretária da SAADE.

A avaliação permanente do Programa foi vista como fundamental pelos conselheiros, assim como o trabalho formativo com a comunidade interna para uma mudança cultural voltada a que todos compreendam o processo de inclusão e sua importância para a transformação da sociedade.

Na reunião, Maria Sílvia de Assis Moura, docente do Departamento de Estatística (DEs) e integrante da comissão que coordenou os trabalhos, apresentou a avaliação quantitativa dos 10 anos do Programa de Ações Afirmativas, com destaque para dados referentes aos critérios de classificação dos ingressantes e ao desempenho dos discentes das diferentes modalidades de ingresso na UFSCar de 2008 a 2016.

“Diante dos dados, fica claro que não há diferenças relevantes entre as trajetórias dos estudantes em relação a modalidade de ingresso, desempenho e evasão. Porém, reitero que precisamos intensificar os cuidados com o Programa e com esses estudantes, para seguirmos alcançando seu propósito, que é o de fazer da UFSCar um espaço cada vez mais acolhedor e diverso”, defendeu Moura.

Na sequência, a docente do Departamento de Psicologia (DPsi) Maria Stella Coutinho de Alcântara Gil, que foi Vice-Reitora e, depois, Reitora da UFSCar no momento da elaboração e instalação do Programa, coordenando a comissão de elaboração, fez um detalhado relato sobre o início do processo e todo seu histórico, evidenciando o pioneirismo da UFSCar em adotar essas políticas.

“Foi um período de amplo e intenso debate e manifestações na Universidade e os órgãos colegiados tiveram um importante papel tanto na construção quanto na aprovação do Programa. O relatório nos deixa claro que precisamos preservar as conquistas e ampliar o alcance da democratização, acesso e permanência dos estudantes em todos os níveis de formação, com o planejamento de permanência, avançando na institucionalização das ações afirmativas”, destacou.

Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, Professora Emérita da UFSCar, referência nacional na área de educação das relações étnico-raciais e também integrante da comissão de elaboração do Programa de Ações Afirmativas, esteve presente à reunião do ConsUni, durante a qual foi cumprimentada reiteradas vezes pelo recente recebimento do título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal do ABC (UFABC).

“O trabalho para constituir a política foi de muita paciência e de um avanço de cada vez para conseguir construir os argumentos para que a comunidade universitária pudesse compreender a relevância desse movimento para corrigir distorções históricas de desigualdade social e abrir as portas da Universidade para que se tornasse um espaço democrático, composto pelas pessoas de baixa renda, negras, indígenas e com deficiência, que sempre estiveram sub-representadas no ambiente universitário”, destacou.

“Vida longa para as ações afirmativas. Que continuemos avaliando e aprimorando o Programa para que a UFSCar seja um ambiente cada vez mais diverso e acolhedor para todos e todas”, concluiu.

O Pró-Reitor de Assuntos Comunitários e Estudantis (ProACE) Djalma Ribeiro Junior destacou a mobilização da ProACE juntos às entidades externas através de manifestos em defesa da continuidade da Lei 12.711 que será alvo de debates por conta da sua revisão 2022.

“Diante do cenário que temos, de ataque às universidades e cortes no orçamento, sabemos que será desafiador esse debate, mas é nosso dever manter o tema das Ações Afirmativas sempre em pauta para que elas sejam não somente mantidas, mas também fortalecidas”, destacou o Pró-Reitor.

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Reitoria sedia roda de conversa sobre Educação das Relações de Gênero

A Reitora Wanda Hoffmann abriu a atividade conduzida pela SAADE. Fotos – Stela Martins (AECR/UFSCar)

Servidores técnico-administrativos, docentes e trabalhadores terceirizados que atuam no prédio da Reitoria da UFSCar reuniram-se nesta terça-feira, dia 3 de abril, para participar, por orientação da Reitora Wanda Hoffmann, de uma roda de conversa sobre Educação das Relações de Gênero, conduzida pela Secretaria Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (SAADE).

Inicialmente, foram apresentadas pelo Secretário Geral da SAADE, Djalma Ribeiro Junior, e pela Coordenadora da Coordenadoria de Diversidade e Gênero da SAADE, Natália Rejane Salim, os dispositivos conceituais sobre diferença de orientação sexual e identidade de gênero, legislações que garantem os direitos da população Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT) e a caracterização de posturas que se configuram como discriminatórias e preconceituosas. Em 2017, a SAADE coordenou mais de 60 rodas de conversas como essa que tentam colocar os participantes no lugar daqueles que vivem essas questões:

“A dinâmica que fazemos tenta sensibilizar as pessoas sobre a dura vida que a população LBGT leva, mostrando como essas pessoas são tratadas nas redes sociais, por exemplo. Enfim, vamos além das questões meramente técnicas e teóricas para que seja possível também sentir um pouco da realidade que tem ódio e preconceito.”, explicou Djalma Ribeiro Júnior.

A Reitora Wanda Hoffmann abriu a atividade falando sobre a importância do respeito recíproco em todos os ambientes, principalmente na Universidade: “Essas questões de gênero precisam ser compreendidas no ambiente universitário que reúne pessoas de gerações diferentes, com entendimentos diferentes sobre os vários assuntos. A compreensão dos conceitos e dessas questões dos grupos que aqui existem e são tão diversos é fundamental para garantir a convivência harmoniosa na Universidade”, finaliza.

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UFSCar aprova sua Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade

A UFSCar aprovou recentemente – em reunião do Conselho Universitário (ConsUni) realizada em 21 de outubro – sua Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade, construída ao longo de 2016 em um processo dialógico e participativo que envolveu a comunidade dos quatro campi da Instituição. Foram cerca de mil participantes nas diferentes etapas desse processo de construção, que incluiu seminários temáticos, fóruns e consulta pública online, dentre outras atividades, sob a coordenação da Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (Saade). Ao final, a Política foi aprovada no ConsUni por aclamação, em sessão histórica que teve a participação de integrantes de diferentes grupos organizados que estiveram presentes no seu processo de construção.

O documento da Política – disponível no Blog da Saade – apresenta um conjunto grande de diretrizes gerais e de diretrizes específicas de cada uma das três áreas a partir das quais está organizada a atuação da Saade: Relações Étnico-Raciais; Inclusão e Acessibilidade; e Diversidade e Gênero. O texto traz também contribuições relativas ao registro e à reflexão sobre a trajetória da UFSCar no que diz respeito à área das ações afirmativas, diversidade e equidade, bem como ao cenário atual, perspectivas e desafios para a Educação Superior brasileira como um todo. Também está detalhada a metodologia adotada ao longo de todo o processo de construção da Política.

Como destacado pela Saade na mensagem de encaminhamento da Política à comunidade universitária (que pode ser conferida aqui), ela define princípios e diretrizes voltadas ao ensino, à pesquisa, à extensão e à administração, envolvendo todas as pessoas com vínculo com a Universidade, bem como apontando ações na relação com setores externos e a sociedade em geral. Além disso, o texto ressalta que a aprovação da Política é apenas um primeiro passo, já que “a caminhada continua. A UFSCar possui uma Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade e precisamos vivê-la no nosso cotidiano… Tirá-la do papel e colocá-la no cotidiano”. Para tanto, conclui a mensagem, é fundamental que toda a comunidade universitária conheça o documento, tendo-o sempre em mãos e contribuindo para a sua divulgação.

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Fórum de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da UFSCar acontece de 12 a 15 de setembro

De 12 a 15 de setembro, a UFSCar realiza em seus quatro campi o Fórum de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade, em mais uma etapa do processo de construção da Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da Universidade.

O evento é aberto a todas as pessoas interessadas. Para contribuir com os debates sobre educação das relações de gênero e diversidade sexual, inclusão e acessibilidade e educação das relações étnico-raciais, o Fórum terá a presença de Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva (docente aposentada e Professora Emérita da UFSCar, premiada em 2011 pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República pela valiosa contribuição para a educação brasileira no combate ao racismo), Toni Reis (Secretário de Educação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e Leonardo Santos Amâncio Cabral (professor da Universidade Federal da Grande Dourados e Chefe do Núcleo Multidisciplinar para a Inclusão e Acessibilidade da UFGD).

No dia 12, às 15h30, o Fórum acontece no Campus Lagoa do Sino, com a presença da professora Petronilha Gonçalves e Silva. No dia 13, às 19 horas, Silva e Cabral participam da edição no Campus São Carlos (no Teatro de Bolso). No dia 14, também às 19 horas, o Campus Sorocaba receberá Toni Reis, no auditório do ATLab. E, no dia 15, a programação será encerrada no Campus Araras, novamente com a participação de Toni Reis, no auditório do Prédio Central.

A programação detalhada, currículos dos convidados e, também, todo o processo de construção da Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade podem ser conferidos no Blog da Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (Saade), responsável pela coordenação do processo.

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