Reitoria chama comunidade ao diálogo e à busca de união em defesa da Universidade

O movimento estudantil da UFSCar, reunido em assembleias na última quinta-feira (8/12), deliberou pela paralisação da categoria diante do sequestro, pelo Governo Federal, de recursos financeiros destinados, dentre outros fins, ao pagamento de bolsas. Neste contexto, a Administração Superior da UFSCar vem sendo procurada para se manifestar sobre a continuidade ou interrupção das atividades da Instituição.
Em primeiríssimo lugar, expressamos nossa compreensão histórica de que a ação política das diferentes categorias que compõem a Comunidade UFSCar é um direito e, especialmente diante dos ataques inéditos vivenciados nos últimos dias, reafirmamos que são absolutamente legítimas as manifestações decorrentes das decisões coletivas dos estudantes organizados.
Resgatamos, também, que a Administração Superior da UFSCar, em sua atribuição de manter as condições de funcionamento regular da Universidade, não tem medido esforços para, de um lado, obter junto aos órgãos governamentais a reversão dos cortes orçamentários e posterior calote financeiro e, de outro, construir internamente soluções emergenciais para buscar o pagamento de despesas prioritárias – dentre as quais o pagamento de bolsas voltadas à permanência é a prioridade máxima.
Esses esforços, articulados via Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das IFES) e somados aos movimentos de entidades sindicais e da sociedade como um todo, já resultaram na liberação de parte dos recursos – especificamente aqueles destinados ao Programa Nacional de Assistência Estudantil e às bolsas de pós-graduação -, mas ainda resta urgente a liberação do restante do orçamento para 2022 e a recomposição do orçamento para 2023.
Assim, a Reitoria segue mobilizada e atuante naquilo que é sua prerrogativa, bem como destacando a relevância da mobilização de todos os segmentos da comunidade universitária, cada qual no papel que lhe cabe.Não cabe à Reitoria, no entanto, deliberar sobre a paralisação ou não de atividades das demais categorias da comunidade universitária. Podemos, sim, e nos colocamos desde já à disposição para participar de oportunidades de diálogo entre essas categorias e destas com o Comitê de Crise nomeado pelo Conselho Universitário, no sentido de construirmos soluções pactuadas que nos fortaleçam enquanto comunidade.
Até lá, pedimos a todos – estudantes e servidores, docentes e técnico-administrativos – especial compromisso com os valores de respeito, solidariedade, tolerância, empatia e diálogo, de modo a evitarmos conflitos que, na direção oposta, só limitam a capacidade de lutarmos por nossa Universidade e em defesa da Educação Superior pública, de qualidade e gratuita e da Ciência e Tecnologia brasileiras.

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