Ocupação de edifícios acadêmicos do Campus Sorocaba é rearranjada frente a mudanças organizacionais e conclusão de novos prédios

Foi concluído recentemente o trabalho da comissão que, desde fevereiro do ano passado, vem empreendendo um minucioso esforço de levantamento de informações, descrição do espaço físico e construção de propostas para um rearranjo da ocupação dos edifícios do Campus Sorocaba, necessário devido à criação de dois novos Centros Acadêmicos – os centros de Ciências Humanas e Biológicas (CCHB) e de Ciências em Gestão e Tecnologia (CCGT), que vieram se juntar ao Centro de Ciências e Tecnologias para a Sustentabilidade (CCTS) – e, também, à conclusão de três novos edifícios – conhecidos como AT2, PG1 e PG2 –, construídos com recursos conquistados pela Administração Superior da UFSCar junto ao Ministério da Educação, em um valor total de mais de R$ 20 milhões.

O trabalho da comissão – coordenada pelo Pró-Reitor de Gestão de Pessoas da UFSCar, Mauro Rocha Côrtes – foi iniciado com o levantamento e caracterização dos prédios já ocupados por atividades acadêmicas no Campus, conhecidos como Gestão Acadêmica, AT-LAB, LAB (Laboratórios) e AT1. Também foi realizado, paralelamente, levantamento dos laboratórios didáticos existentes, bem como das necessidades dos diferentes Centros e seus departamentos em relação a esses laboratórios, considerando: os projetos pedagógicos dos cursos de graduação; os relatórios das comissões que, no processo de reconhecimento e renovação de reconhecimento dos cursos, fazem a avaliação in loco da infraestrutura disponível para esses cursos; o levantamento dos laboratórios didáticos já existentes; e a identificação dos cursos que utilizam tais laboratórios. Outra etapa do trabalho foi a identificação dos espaços existentes nos novos edifícios e comparação desses espaços com as demandas e necessidades de cada Centro.

A partir desse processo de coleta de informações e da realização de diversas reuniões com todos os envolvidos, foram definidas, sempre por consenso, algumas diretrizes, como, por exemplo, a de agrupar espacialmente as atividades vinculadas a um mesmo Centro; prever, para os gabinetes de professores, uma área de cerca de 12 m2 por docente; e destinar alguns espaços extras para que os Centros possam lidar com suas peculiaridades, bem como com novas situações, dentre outras definições orientadoras do processo de redistribuição da ocupação do espaço físico que se seguiu. Uma outra definição foi a de que todas as atividades estritamente administrativas seriam alocadas no edifício de Gestão Administrativa, cuja ocupação final ainda está em discussão, em processo semelhante ao que foi realizado para os espaços de uso acadêmico.

Com a conclusão do processo relacionado aos edifícios acadêmicos, puderam ser equacionadas todas as demandas ainda pendentes relacionadas às atividades de graduação e pós-graduação. Espaços destinados às atividades de pesquisa também foram tratados e algumas questões puderam ser resolvidas; no entanto, neste caso, o equacionamento definitivo ainda depende da conclusão do edifício que está sendo construído com recursos da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), a partir dos editais do CTInfra (Fundo de Infraestrutura). “Este não foi um processo fácil, como em geral não são as negociações relacionadas a espaço físico. No entanto, foi um trabalho de extrema relevância, realizado de forma a deixar todas as decisões tomadas completamente transparentes. Agradeço todos os colegas que participaram da liderança desse esforço, pois de fato uma grande dedicação e disponibilidade foram necessárias”, avalia o Pró-Reitor de Gestão de Pessoas.

O relatório da comissão está sendo finalizado, com a anexação das plantas de todos os espaços em questão, e deve ser apresentado ao Conselho de Administração (CoAd) da UFSCar em sua próxima reunião, agendada para o mês de junho. No entanto, no âmbito do próprio Campus, a reorganização espacial já foi aprovada pelos conselhos dos três Centros Acadêmicos envolvidos.

Detalhamento

A comissão que coordenou os trabalhos voltados à redefinição da ocupação dos edifícios acadêmicos do Campus Sorocaba contou com a participação, além do Pró-Reitor de Gestão de Pessoas, dos três Diretores dos Centros Acadêmicos do Campus Sorocaba, Danilo Rolim D. de Aguiar (do CCGT), Kelen Christina Leite (do CCHB) e Sérgio Dias Campos (do CCTS); do Prefeito Universitário de Sorocaba, Carlos Marcassa; e da Chefe do Departamento de Ensino de Graduação do Campus, Ofir Paschoalick C. de Madureira. Também contribuíram com apoio técnico aos trabalhos o Diretor da Divisão de Desenvolvimento Físico e Obras do Campus (DiDFO), Cassio Barbosa Teixeira Martingo, e a servidora Suelen Cristiane Rodrigues, também da DiDFO, além de Ailton Bueno Scorsoline, Chefe da Seção de Desenvolvimento Pedagógico e Formação Docente.

Como registrado anteriormente, a destinação de áreas para os espaços didáticos dos cursos de graduação – salas de aula e laboratórios – foi objeto de um esforço específico. Tais espaços foram alocados nos edifícios AT2, LAB e AT-LAB. Além destes, foram partilhados entre os Centros os espaços destinados aos gabinetes de docentes, atividades de administração e de pós-graduação. Em relação a esses espaços, em linhas gerais, após o processo de reorganização, foi destinado ao CCGT o edifício PG1, em uma área útil total de 1.398,45 m2; e, ao CCTS, o edifício PG2, com a mesma área útil total. Ao CCHB foram destinados o edifício de Gestão Acadêmica, o piso superior do AT1 e as salas 1, 2 e 3 do piso inferior do mesmo edifício, em uma área útil total de 1.602,89 m2.

Além disso, ficou definido que os auditórios dos edifícios PG1, PG2 e AT-LAB serão compartilhados entre os três Centros, assim como os laboratórios de informática dos edifícios PG1, PG2 e AT1. Por fim, com a desocupação de espaços da Biblioteca (BSo) que vinham sendo utilizados para atividades de pós-graduação – frente à destinação de espaços para esse fim nos edifícios dos Centros –, tais áreas serão reintegradas à estrutura original da BSo.

O edifício destinado ao CCTS está sendo entregue e sua ocupação iniciada nesta semana. Já o edifício PG1, que abrigará o CCGT, deve ficar pronto em meados do mês de maio, com previsão de ocupação até o final do mês. Já os edifícios destinados ao CCHB passarão por reformas, cuja previsão de conclusão é no início do próximo ano.

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