Novos licenciamentos de patente pela Agência de Inovação da UFSCar disponibilizam tecnologias de vidros bioativos

Da esquerda para a direita, os pesquisadores Clever Chinaglia, Murilo Crovace e Marina Souza (Foto: Tatiane Liberato – AIn/UFSCar)

Da esquerda para a direita, os pesquisadores Clever Chinaglia, Murilo Crovace e Marina Souza (Foto: Tatiane Liberato – AIn/UFSCar)

A UFSCar, por meio de sua Agência de Inovação (AIn) realizou mais dois contratos de licenciamento de patente, visando disponibilizar tecnologias desenvolvidas na Universidade. Os contatos se somam aos outros 17 já realizados pela Agência até o momento, e foram mais uma vez estabelecidos com uma empresa spin-off da Universidade. A spin-off, empresa criada a partir de atividades desenvolvidas na UFSCar e apoiada, em seu processo de estabelecimento, pela Agência de Inovação, foi fundada em 2014 por três pesquisadores ligados ao Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PPGCEM). Interessados em criar tecnologias que combinam propriedades como biodegradabilidade, bioatividade, sustentabilidade, e alta atividade bactericida, Murilo Camuri Crovace, Clever Ricardo Chinaglia – ambos doutores pelo PPGCEM e atualmente pesquisadores de pós-doutorado do Programa-, e Marina Trevelin Souza, estudante de doutorado no mesmo Programa, integram o grupo do Laboratório de Materiais Vítreos (LaMaV), do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) da Universidade. 

As novas tecnologias referem-se a vidros bioativos que podem ser utilizados com diferentes finalidades na área da Saúde, como cirurgias médicas e odontológicas, atuando na regeneração. Os inventos “Fibras e tecidos vítreos” e “Material bioativo e bioabsorvível” foram criados para suprir a necessidade de materiais bioativos mais versáteis que os disponíveis no mercado. O primeiro é uma composição vítrea com baixa tendência à cristalização e alta bioatividade, possibilitando obter fibras e tecidos para serem utilizados no tratamento de úlceras, queimaduras, e lesões cutâneas, e ainda na regeneração de ossos. O segundo tem aplicação no recobrimento de implantes metálicos médicos e odontológicos, com baixo potencial de rejeição, o que acelera a integração com o osso.

Segundo Chinaglia, os pesquisadores perceberam que criar a spin-off reuniria os resultados dos trabalhos que começaram na UFSCar, suprindo a ausência de uma empresa nesta área, e apoiados pela grande aplicabilidade das invenções geradas no Laboratório. “Criamos a empresa com um modelo de negócio baseado em nossas experiências em fornecer produtos. Na área da Engenharia de Materiais, é necessário ter essa visão mais comercial da invenção”, aponta o pesquisador. Para Souza, essa é a principal característica da empresa. “O que apresentamos é uma gama de possibilidades aliadas a materiais cuja produção respeita o meio ambiente, o que acreditamos ser extremamente importante. Nossa vantagem competitiva é a inovação”, ressalta. Os pesquisadores afirmam ainda que as novas descobertas já atraíram o interesse de empresas nacionais e internacionais que atuam com aplicações médicas e odontológicas, além do ramo cosmético. Também há potencial de interesse de empresas de ortopedia e na área de construção civil, embalagens e medicina veterinária.

 

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