Grupo de trabalho inicia elaboração de proposta para o Instituto de Estudos Avançados da UFSCar

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Grupo de Trabalho é composto por pesquisadores com vasta e reconhecida experiência e das diferentes áreas do conhecimento (Foto: Mariana Pezzo / AECR-UFSCar)

Aconteceu ontem a primeira reunião do Grupo de Trabalho que deverá, até o início do próximo semestre, apresentar uma proposta para a implantação do Instituto de Estudos Avançados da UFSCar. A constituição do Grupo – formado pelo Vice-Reitor da Universidade, Adilson de Oliveira, e agora coordenado por Paulo Cesar de Camargo, Professor Senior da Universidade Federal do Paraná que atua como assessor da Vice-Reitoria – buscou reunir docentes com vasta e reconhecida experiência em diferentes áreas do conhecimento. Assim, participam da empreitada Sérgio Mascarenhas, um dos fundadores da UFSCar e, desde 1997, coordenador do Instituto de Estudos Avançados da USP em São Carlos, que foi convidado a assessorar a UFSCar no processo de implantação de seu IEA; Deisy das Graças de Souza, Professora Titular do Departamento de Psicologia da UFSCar; Edson Roberto Leite, Professor Titular do Departamento de Química; José Eduardo dos Santos, Professor Titular do Departamento de Hidrobiologia; Maria da Graça Nicoletti Mizukami, Professora Titular do Departamento de Metodologia de Ensino da UFSCar, hoje aposentada; Odete Rocha, Professora Titular do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva; Tânia Salvini, Professora Titular do Departamento de Fisioterapia; e Wolfgang Leo Maar, Professor Titular do Departamento de Filosofia e Metodologia das Ciências da UFSCar, hoje aposentado. Também participou da primeira reunião do grupo a Pró-Reitora de Pesquisa da UFSCar, Heloisa Sobreiro Selistre de Araújo.

“É com grande satisfação e expectativa que começamos a concretizar a ideia do Instituto de Estudos Avançados, um projeto concebido ainda na gestão anterior, sob coordenação dos professores Pedro Galetti e Claudio Kiminami, então Vice-Reitor e Pró-Reitor de Pesquisa, respectivamente. É claro que estamos muito felizes com a possibilidade de conclusão do edifício do IEA, que será importante na concretização do Instituto, mas o projeto acontece independentemente do prédio. O IEA é, antes de tudo, uma ideia, um espaço para que formulemos projetos avançados de pesquisa, fundamentalmente multidisciplinares e que surjam da interface com as grandes questões e problemas da sociedade”, afirma o Vice-Reitor. “A primeira reunião foi marcada pela grande convergência de ideias, no sentido de olharmos para os grandes desafios do Século XXI, de buscarmos superar a dicotomia entre Ciência e Cultura, de promovermos as relações entre Universidade, Governo e Empresas e, assim, de juntarmos pessoas e ideias para a estruturação de estratégias que nos permitam abordar os grandes temas da atualidade. O Instituto deverá ser também um espaço importante de formação de pesquisadores, mas, mais do que isso, ele deverá reunir as futuras gerações, desde crianças até os jovens pesquisadores, uma vez que ele é voltado justamente para o futuro”, avalia, por sua vez, o coordenador do Grupo de Trabalho.

Em sua próxima reunião, o grupo deverá definir a missão do Instituto. Também neste mês de maio, deverá ser entregue a primeira etapa do edifício que irá sediar o IEA, com uma área total de 1.242,50 m2, divididos em dois pavimentos nos quais serão instalados laboratórios, gabinetes, salas administrativas e um auditório. “A ideia é que os laboratórios sejam provisórios, que o Instituto funcione como uma espécie de incubadora de projetos diferenciados de pesquisa que, uma vez consolidados, possam continuar se desenvolvendo em outros espaços”, relata Oliveira. “É muito importante destacarmos que o IEA não vem competir com aquilo que já está estabelecido na Universidade, e sim somar. O Instituto buscará justamente fomentar o surgimento de iniciativas em áreas em que a Universidade poderia – ou, até mesmo, deveria – estar atuando, mas ainda não está”, complementa Camargo.

Nessa primeira etapa do edifício – que fica na área Norte do Campus São Carlos, próximo à Fundação de Apoio Institucional (FAI) –, foram investidos R$ 1.497.468,67, oriundos de projeto aprovado em edital do Fundo Setorial de Infraestrutura (CTInfra). Para a conclusão da obra, a Universidade aguarda agora o resultado da chamada pública feita pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) no início deste ano, para destinação de recursos para a conclusão de obras contempladas em edições anteriores do CT Infra. Porém, a expectativa é que atividades relacionadas ao Instituto comecem a ser desenvolvidas já no segundo semestre deste ano, independentemente do espaço físico destinado especificamente ao IEA. Mais informações sobre o andamento da proposta podem ser obtidas pelo e-mail vicereitoria@ufscar.br.

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