Estratégia de testagem de Covid-19 na UFSCar visa à detecção precoce de casos e ao controle interno do vírus

Testes já foram realizados com equipes da UAC, USE e bibliotecas

Com o avanço da retomada das atividades presenciais nos campi, as medidas de biossegurança para bloquear a transmissão da Covid-19 e permitir o controle interno da pandemia, preservando a saúde da comunidade universitária, são essenciais e só serão eficazes de fato se todas as pessoas estiverem comprometidas com o cuidado individual e coletivo.

Dentre elas, está a estratégia de testagem para a Covid-19 implementada pelo Grupo Técnico de Vigilância Epidemiológica (GTVE) do Núcleo Executivo de Vigilância em Saúde (NEVS) que, neste momento, está em fase piloto com a realização de testes em pessoas assintomáticas (sem sintomas de síndrome gripal) que já estão em atividade presencial nos campi, com destaque para as unidades consideradas de maior risco de transmissão e onde há maior circulação de pessoas, como a Unidade de Atendimento à Criança (UAC), a Unidade Saúde Escola (USE), o Restaurante Universitário (RU), as Bibliotecas, o Departamento de Atenção à Saúde (DeAS) e o Departamento de Assuntos Comunitários e Estudantis (DeACE), entre outros.

“No momento atual da pandemia, de diminuição de novos casos, a testagem é uma importante ferramenta no controle do vírus, pois colabora para a detecção precoce de casos de pessoas assintomáticas, possibilitando a ação imediata na contenção da transmissão nos campi, com o isolamento e monitoramento dos casos positivos e rastreamento dos contatos desses casos”, explicou a professora Rosely de Figueiredo, docente do Departamento de Enfermagem e integrante do NEVS.

A UFSCar já adquiriu 10 mil testes, que serão disponibilizados em etapas. A partir desta experiência e da demanda, novos testes podem ser solicitados.

O teste aplicado com a comunidade é o teste rápido de antígeno, que é capaz de detectar em menos de 15 minutos proteínas produzidas na fase de replicação viral. Ou seja, o exame determina se há presença do vírus na amostra, que é colhida por meio de swab nasal ou nasofaringe. No caso de resultado positivo, o servidor é afastado, a Vigilância Epidemiológica da UFSCar é notificada e são levantados todos os contactantes para testá-los também. “Essa política de contenção para tentar barrar um possível surto é um serviço de extrema importância”, ressalta José Nelson Martins Diniz, farmacêutico bioquímico e também integrante do NEVS.

Os testes começaram com a equipe da UAC que voltou a receber crianças que estão completando 5 e 4 anos, de forma escalonada. “Começamos pela UAC, onde todos os servidores foram testados, por causa das crianças de 4 anos que ainda não foram vacinadas e estão mais vulneráveis”, lembra Diniz.

Docentes e técnico-administrativos que atuam na Unidade Saúde Escola (USE), que presta atendimento a grupos vulneráveis de idosos e outros pacientes com fatores de risco, também passaram por testes. “Em ambos os locais, há um trânsito muito grande de professores e estudantes nesse momento”, destaca a professora Rosely de Figueiredo. A testagem já está agendada para a Unidade de Simulação de Saúde da Prática Profissional, utilizada por alunos para exercitarem habilidades e competências que serão aplicadas no atendimento aos pacientes, e também será realizada na equipe do Almoxarifado do Campus São Carlos.

Com o retorno de outras unidades, a intenção é aumentar a amplitude da análise. “É uma logística complexa. Dentro da nossa capacidade, queremos testar o maior número possível em todos os campi”, afirma a docente.

Para além deste panorama epidemiológico relacionado aos servidores que estão em atividade presencial, a UFSCar também presta apoio a pessoas da comunidade acadêmica com sintomas de Covid-19 ou que tenham tido contato com positivados. Nesse caso, uma equipe de Vigilância realiza um monitoramento da evolução do paciente, promove orientações para o tratamento e esclarece dúvidas.

Esse acompanhamento diferenciado e individualizado é iniciado a partir da notificação de sintomas de síndrome gripal pelo aplicativo Guardiões da Saúde, disponível gratuitamente para download, e pelo e-mail vigilanciaepidemiologica@ufscar.br que permite uma maneira instantânea de comunicação com os profissionais. “É muito importante notificar pelo aplicativo e pelo e-mail da vigilância diante de qualquer sintoma ou de contato com uma pessoa que tem um teste positivo. Quanto mais precoce foram direcionadas as medidas, menor o número de pessoas que podem se expor à situação de risco”, recorda Figueiredo.

Apesar da queda do número de casos e mortes há algumas semanas, a docente lembra que a pandemia ainda não acabou: “Devemos continuar seguindo os cuidados de biossegurança, usar máscara, higienizar as mãos com frequência, manter o distanciamento sempre que possível e a vacinação atualizada, com três ou quatro doses”. Mais informações estão disponíveis na 50ª edição do “Na Pauta”, no Canal UFSCar Oficial no Youtube.

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