Docentes da UFSCar vão elaborar questões para o ENEM

A partir de chamada pública realizada no primeiro semestre de 2011, a UFSCar foi selecionada para elaborar questões para inclusão no Banco Nacional de Itens (BNI) do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). A chamada teve o objetivo de aumentar a participação da comunidade acadêmica brasileira nos processos de avaliação educacional desenvolvidos pelo INEP. Na UFSCar, uma equipe de docentes já foi formada para trabalhar na elaboração das questões que farão parte do BNI e, eventualmente, das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). O convênio tem a duração inicial de um ano, mas a intenção é que as Instituições de Ensino Superior (IES) permaneçam em parceria com o INEP, podendo inclusive colaborar com outros exames.
Gladis Maria de Barcellos Almeida, docente do Departamento de Letras da UFSCar e coordenadora geral do acordo de cooperação com o INEP, explica a relevância da participação da UFSCar na elaboração do ENEM. “Fomos uma das primeiras universidades a adotar o ENEM como único processo seletivo, e o caráter inclusivo do Exame é um ponto fundamental para a Universidade. Para uma instituição como a nossa, que tem uma história de valores democráticos desde a seleção de seus alunos, é uma grande satisfação participar da construção do Exame.”
Para cada uma das quatro áreas de conhecimento avaliadas no Exame – Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; e Ciência da Natureza e suas Tecnologias –, um coordenador, docente da Universidade, foi selecionado. Esses coordenadores passaram por capacitação oferecida pelo INEP e estão preparados para treinar os demais docentes que irão elaborar as questões. A UFSCar cumpriu uma série de requisitos do INEP para firmar a parceria, incluindo normas rígidas de segurança. As questões elaboradas por um professor são revistas por mais três docentes, para então serem submetidas à aprovação do BNI. Uma vez aprovadas, elas passam a fazer parte do Banco e, eventualmente, poderão ser usadas no Exame. Quanto maior o banco de itens, menor a possibilidade de haver vazamento de informações, já que, entre muitas questões, é difícil precisar em qual prova determinada questão constará. Além disso, cada questão que entra no BNI fica vinculada aos nomes dos professores responsáveis por sua elaboração e revisão, e também às IES de origem, o que facilita a responsabilização por possíveis fraudes ou erros.

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