Conselho de Graduação aprova mudanças nos processos de seleção de candidatos indígenas e refugiados para os cursos de graduação da UFSCar

A 50ª Reunião Ordinária do Conselho de Graduação (CoG) da UFSCar, realizada na última segunda-feira (11/5), aprovou mudanças importantes nos processos específicos de seleção de candidatos indígenas e candidatos refugiados para os cursos de graduação da Universidade.

A alteração no processo seletivo para candidatos indígenas partiu de uma demanda do Centro de Culturas Indígenas (CCI) da Universidade que, junto com as coordenadorias de Ações Afirmativas e outras Políticas de Equidade (Caape) e de Ingresso na Graduação (CIG) da Pró-Reitoria de Graduação (ProGrad), avaliou os dados de inscrição e ingresso dos anos anteriores, bem como as demandas dos povos indígenas do País. Com a aprovação do Conselho, o processo seletivo para o ano de 2016 será realizado em quatro capitais – Cuiabá, Manaus, Recife e São Paulo –, e não mais no Campus São Carlos, como nos anos anteriores. O objetivo da mudança é facilitar o deslocamento de candidatos de regiões do País que têm grande concentração de aldeias indígenas.

Para que a mudança possa ser viabilizada, o formato do processo seletivo será alterado, não compreendendo mais a avaliação oral realizada originalmente. Avaliou-se que a prova, concebida para valorizar a tradição oral dos povos indígenas, já não contribuía de forma significativa no resultado da seleção, e por isso optou-se por excluí-la em benefício da aplicação em diferentes capitais. A decisão foi subsidiada pelos números do processo seletivo para 2015, quando a UFSCar homologou a inscrição de 237 candidatos indígenas e pouco menos da metade compareceu às provas.

A Pró-Reitora de Graduação, Claudia Raimundo Reyes, destacou durante a reunião do CoG a importância da proposta encaminhada pelos estudantes indígenas e os impactos que se espera da mudança. “Depois de sete anos da implantação do processo seletivo específico para os indígenas, podemos amadurecer nossa visão do ingresso. Agora temos estudantes formados, estudantes que estão na Universidade com grande capacidade de articulação e proposição, e em constante diálogo com a ProGrad. Essa proposta é baseada na experiência que acumulamos ao longo desses anos, e esperamos que aumente ainda mais o número de estudantes indígenas na UFSCar”, avaliou Reyes.

O CoG aprovou também alteração na portaria que rege o ingresso de refugiados na Universidade, que atribuía a seleção às coordenações dos cursos pleiteados. A partir de agora, tanto a elaboração do edital de seleção como a execução do processo seletivo serão de responsabilidade da ProGrad, com o objetivo de diminuir prazos e facilitar o ingresso dos candidatos capacitados. Outra mudança é a possibilidade de mais de uma tentativa de ingresso, o que não era possível anteriormente. A partir de agora, o candidato com status de refugiado (concedido pelo Comitê Nacional para os Refugiados do Ministério da Justiça) terá sua inscrição validada por três anos consecutivos, o que permitirá que ele use a nota obtida na seleção para se candidatar, nos anos seguintes à realização da prova, a qualquer outro curso de graduação, presencial ou a distância, da Universidade.

Durante a reunião, a Secretária Geral de Educação a Distância da UFSCar, Aline Maria de Medeiros Rodrigues Reali, também fez apresentação sobre as possibilidades que a EaD oferece para os cursos de graduação presenciais da Universidade. Reali destacou características como acessibilidade, flexibilização de horários, otimização de processos de ensino e aprendizagem e desenvolvimento de novas práticas pedagógicas. Os interessados no tema podem entrar em contato com a Secretaria Geral de Educação a Distância (SEaD) pelo e-mail sead@ufscar.br. Os conselheiros discutiram também formas de aumentar a participação dos representantes discentes, uma vez que há vagas ociosas no CoG para essa categoria. Foram avaliadas estratégias para fortalecer a eleição para o novo mandato dos representantes discentes, que será realizada em setembro.

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