CoAd: Conselho aprova diretrizes para elaboração de modelo de distribuição de vagas docentes

O Conselho de Administração (CoAd) da UFSCar, reunido na última sexta-feira (10/4), apreciou e aprovou um conjunto de diretrizes para a continuidade da elaboração do novo modelo de cálculo do esforço docente da Universidade, que será utilizado para a distribuição, entre os departamentos, das vagas de docentes que são criadas no quadro de pessoal da Instituição. O modelo está sendo construído por uma comissão formada pelos pró-reitores de Gestão de Pessoas (que preside a comissão), de Graduação e de Pós-Graduação e pelos diretores dos sete Centros Acadêmicos da UFSCar.

O modelo anterior de cálculo de esforço docente parou de ser utilizado durante o processo de implantação do Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), a partir de 2009, período em que as novas vagas docentes eram destinadas a finalidades específicas, de acordo com o projeto da UFSCar para o Reuni. Agora, com os novos cursos já implantados, vislumbrou-se a oportunidade de aperfeiçoar o modelo antigo, visando contemplar as características próprias do momento atual. “As diferentes áreas do conhecimento têm histórias distintas, foram constituídas em contextos bastante diferentes e, assim, contam com quantidades relativas de docentes que, em alguns casos, são bastante díspares. Esse quadro foi se mantendo ao longo do tempo, uma vez que não tínhamos um fluxo de professores entrando e saindo da Universidade. Nos próximos anos, por outro lado, esse fluxo deve ser bastante intenso, devido a um volume grande de aposentadorias previstas, o que gera a oportunidade de corrigirmos eventuais distorções e buscarmos um equilíbrio entre essas áreas, considerando e respeitando suas especificidades”, explica Mauro Rocha Côrtes, Presidente da Comissão.

“A definição de diretrizes era fundamental para que pudéssemos dar continuidade à elaboração do modelo e, posteriormente, fazer simulações de sua aplicação para que fiquem claras as implicações das escolhas feitas. Esses resultados serão compartilhados com a comunidade universitária, para apreciação e debate e, quando for o caso, alterações. É imprescindível o amadurecimento dessas decisões, para que a definição do modelo possa ser fruto de um consenso entre as diferentes áreas do conhecimento”, complementa o Pró-Reitor de Gestão de Pessoas.

Diretrizes

A primeira diretriz estabelecida define que o modelo valerá para todas as unidades acadêmicas da UFSCar. Estabeleceu-se também que todas as vagas docentes – tanto aquelas originadas no quadro docente já existente, por aposentadorias, exonerações, vacâncias etc., quanto as novas vagas adicionadas ao quadro – deverão ser distribuídas com a aplicação do modelo. Exceções são as vagas direcionadas por pactuação, como, por exemplo, aquelas destinadas à instalação de um novo campus, como é o caso, no momento, do Campus Lagoa do Sino. No entanto, também há a diretriz de que um percentual das vagas será destinado ao atendimento de especificidades das diferentes áreas do conhecimento, como já acontecia no modelo anterior. Esta, inclusive, foi uma das principais discussões feitas no CoAd, já que há a preocupação de que a capacidade de ensino, pesquisa e extensão já instalada na Universidade não seja prejudicada.

“Esta é uma preocupação que tem norteado o trabalho da comissão. Nosso grande desafio é conseguir, ao mesmo tempo, contemplar as necessidades das áreas já consolidadas, com grupos de docentes que desenvolvem atividades de pesquisa e extensão que são referência nacional e internacionalmente, e as demandas das novas áreas, dos grupos que iniciam sua trajetória na Instituição”, afirma Côrtes. Nesse sentido, outra das diretrizes aprovadas estabelece que o modelo deve “apontar para a garantia de condições para que o esforço de trabalho dos grupos de docentes (em suas atividades de ensino presencial e a distância/pesquisa/extensão), nos departamentos, tenha condições de atingir e manter níveis de excelência acadêmica”.

Como já registrado anteriormente, também há a meta de que o modelo permita a equidade entre as diferentes áreas do conhecimento, o que também está configurado como uma diretriz, bem como que os dados utilizados no modelo sejam auditáveis, ou seja, que sejam caracterizados pelo máximo de objetividade possível. Outra diretriz aprovada estabelece que a vaga surgida dentro do estágio probatório de um determinado docente será mantida no departamento e/ou unidade acadêmica de origem. Por fim, o CoAd aprovou também a diretriz de que o modelo, uma vez elaborado e aprovado, seja objeto de revisões periódicas, para que possa ser alvo de aprimoramentos constantes e, assim, atender às necessidades da Universidade em diferentes momentos de sua trajetória.

CoAd

Além das diretrizes relacionadas ao modelo de cálculo de esforço docente, a 29ª Reunião Ordinária do CoAd também apreciou e aprovou um novo convênio de cooperação institucional entre a UFSCar e sua fundação de apoio (FAI); o relatório da Ouvidoria da UFSCar referente às atividades realizadas em 2014; e o laudo técnico das condições de trabalho no Centro de Ciências Agrárias (CCA), dentre outros tópicos. As pautas, atas e deliberações do CoAd podem ser acompanhadas na página da Secretaria de Órgãos Colegiados da UFSCar.

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