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UFSCar inicia entrega de propostas para políticas de Educação e CT&I

A Administração Superior da UFSCar iniciou hoje (9 de junho) uma programação de entrega de pauta de reivindicações para políticas – nos âmbitos federal e estadual – de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação a dirigentes partidários, pré-candidatos e/ou, futuramente, candidatos, e outros atores relevantes no contexto do processo eleitoral que se concretizará em 2022.
A pauta traz 11 temas considerados fundamentais para que a UFSCar e as demais instituições públicas de Ensino Superior possam cumprir sua missão de promover o ensino, a pesquisa e a extensão com excelência e compromisso social.
As reivindicações presentes no documento dizem respeito à implementação de políticas públicas que tenham compromisso com a garantia da autonomia universitária, com o Ensino Superior gratuito e com as ações de democratização do acesso e de permanência estudantil na graduação e pós-graduação. Os tópicos incluem financiamento adequado; ampliação dos quadros de pessoal; investimentos em pesquisa e inovação; manutenção da indissociabilidade entre formação e produção do conhecimento; ampliação e aprimoramento contínuo da relação com os órgãos de fomento; oferta de políticas de indução que fortaleçam o papel das universidades no desenvolvimento tecnológico, social e ambiental em suas regiões de atuação; estímulo à extensão universitária e reconhecimento de seu papel no fortalecimento das políticas públicas; e expansão do Hospital Universitário da UFSCar.
Nesta quinta-feira, a carta foi entregue pela Reitora, Ana Beatriz de Oliveira, a Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo, professor da Universidade de São Paulo (USP) e ex-ministro da Educação (2005 a 2012), que esteve em São Carlos em agenda que incluiu visitas à USP e à UFSCar.

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CoGePe cria Comissão de Conciliação para acompanhar e mediar situações referentes ao retorno presencial das atividades

Em reunião online, Conselho de Gestão de Pessoas (CoGePe) criou Comissão de Conciliação

O Conselho de Gestão de Pessoas (CoGePe) criou uma Comissão de Conciliação para acompanhar e mediar durante o retorno às atividades presenciais possíveis conflitos entre chefias e servidores do grupo de risco da Covid-19, com comorbidades, que não têm indicação médica de afastamento, mas não se sentem confortáveis para o retorno às atividades presenciais – mesmo com todos os protocolos de segurança, como máscaras e distanciamento. A Comissão conta com representantes docentes, técnico-administrativos e da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (ProGPe).

O encaminhamento para a criação do espaço de mediação surgiu na última reunião do Conselho Universitário (ConsUni), que definiu que qualquer pessoa que não se sentir segura em realizar atividades presenciais deve reportar a sua chefia. A comissão criada entra em ação para propor alternativas intermediárias quando não houver acordo entre as partes. O grupo será responsável por ouvir os envolvidos, analisar as situações, verificar possibilidades e tentar negociações e encaminhamentos, inclusive com os departamentos acadêmicos.

“O servidor não pode deixar de cumprir as suas obrigações, mas pode pensar em formas de fazer o seu trabalho e estar mais protegido. Com bom senso e com paciência, a ideia é acolher e tentar entender como podemos mediar para que essa pessoa consiga retomar gradualmente as suas atividades de uma forma que ela se sinta segura”, afirmou Jeanne Liliane Marlene Michel, Pró-Reitora de Gestão de Pessoas.

Considerando a ausência de dispositivo legal que viabilize o afastamento de pessoas com comorbidades de atividades presenciais, já que o Governo definiu que todo servidor tem que voltar à atividade presencial a partir do dia 6 de junho, a intenção é buscar ferramentas para viabilizar menos estresse e mais possibilidades, sem prejuízo para a atividade finalística da instituição. “Devemos proteger os servidores, mas sem desobedecer às normas. Alguns acordos entre servidores e chefias já têm ocorrido para redistribuição de tarefas que devem ser executadas de maneira presencial”, ressaltou a gestora.

“É louvável que tenhamos uma Comissão desse tipo. É uma tarefa que não é fácil, mas é muito importante o acompanhamento das pessoas com comorbidade que estejam com dificuldade na sua transição para o retorno das atividades presenciais”, avaliou o professor Daniel Vendruscolo, docente do Departamento de Matemática e integrante do CoGePe. Os acordos devem ser pensados até outubro, fim do primeiro semestre letivo de 2022. “Até lá já saberemos com mais certeza o rumo que essa pandemia vai tomar”, conclui a Pró-Reitora.

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Propostas de gestão da alimentação e de suprimentos e logística são apresentadas no CoAd

Presidida pela Reitora, Ana Beatriz de Oliveira, reunião terá segunda sessão na próxima sexta, às 14 horas

A segurança alimentar da comunidade universitária, um dos temas centrais da atual administração da Pró-Reitoria de Administração (ProAd), foi um dos pontos de pauta da 62ª Reunião Ordinária do Conselho de Administração (CoAd), realizada na última sexta-feira (6/5), a partir da apresentação da proposta de gestão da alimentação nos campi, desenvolvida pela Coordenadoria de Rede Integrada de Segurança Alimentar (CRISA).

A proposta foi apresentado pelo coordenador da CRISA, Fernando Henrique Donizeti Paganelli, que falou sobre o surgimento do projeto, em 2021, a partir da aprovação da coordenadoria que desenvolveu essa proposta, em conjunto com a Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (PRoACE). A proposta traz um conceito de sistema integrado de segurança alimentar que envolve os quatro campi na mesma estratégia de atuação, padronizando os serviços do Restaurante Universitário (RU), as atividades das lanchonetes, dos serviços de food trucks, a partir da instalação de praças de alimentação em locais e com estrutura adequadas, e dos vendedores autônomos por meio de capacitação e normativas para a realização das atividades de forma segura.

A proposta prevê também a criação de espaços para a agricultura familiar, de hortas comunitárias – com o envolvimento dos estudantes -, espaços comunitários para alimentação nos campi e a oferta de espaços com minimercado em containers.

Também foram apresentados os principais pontos do contrato do RU para o segundo semestre de 2022 que traz o diferencial de ser unificado para todos os campi, além da melhoria no cardápio, com a oferta de suco, duas opções de proteína e de desjejum.

Além disso, Paganelli destacou as ações de planejamento do retorno do atendimento presencial, como, por exemplo, a adaptações de espaços, com novos mobiliários, aumento do número de catracas e de balcões para os alimentos, para evitar filas e melhorar o fluxo. Para esse planejamento, foi montado o Grupo de Apoio à Gestão do Restaurante Universitário, que conta com a participação de representantes da CRISA, ProAd, ProACE e de estudantes para pensar nas estratégias para o RU, a partir de encontros semanais.

Paganelli tratou ainda da atuação do RU durante a pandemia no atendimento à comunidade universitária, principalmente dos estudantes, para garantir o acesso às refeições através de entrega de refeições, kits e do sistema de entrega em domicílio.

Outro importante ponto de pauta foi a apresentação da Coordenadoria de Suprimentos e Logísticas (CSLog) sobre a gestão de suprimentos, incluindo análise do fornecimento de máscaras entre os meses de janeiro e abril de 2022.

Fábio Zuccolotto Ferreira, coordenador da CSLog, destacou a implementação do novo sistema de requisições de materiais, a partir de um módulo dentro do Sistema de Apoio à Gestão Universitária Integrada (SAGUI) – SAGUI Suprimentos, com novas funções que incluem uma vitrine de produtos de fácil visualização, ferramentas para o levantamento de chamadas para exercícios seguintes e as modalidades de requisição: almoxarifado, ata de registro e licitação.

Outro ponto abordado foi o orçamento da ordem de R$ 581 mil para as demandas de materiais de estoque e do almoxarifado virtual e de 1,5 milhões para investimentos em equipamentos e mobiliários.

A aquisição de materiais para o retorno total das atividades presenciais nos campi, como máscaras e álcool 70%, bem como testes para a Covid-19, e os necessários para as aulas práticas foram também compartilhados com os conselheiros.

O conselho deliberou pela homologação das aprovações ad referendum de adesão de docentes aos programas de Professor Sênior e de Docência Voluntária, de aquisição de materiais para os departamentos de Física, Química e Engenharia de Materiais, bem como a prorrogação do Projeto de Desenvolvimento Institucional (ProDIn) “Ampliação do parque de usinas solares fotovoltaicas na UFSCar”.

A proposta de projeto de extensão que contempla ações voltadas à área de vegetação do Campus São Carlos e a análise do ProDIn “ Ensino-aprendizagem e formação de estudantes em contextos práticos”, submetido pela Secretaria de Educação a Distância (SEaD), serão apreciadas em reunião extraordinária do CoAd a ser realizada na próxima sexta-feira (13/5), às 14 horas, com transmissão ao vivo no canal UFSCar Oficial no YouTube.

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UFSCar avança em debate e planejamento da curricularização da extensão em 2022

Tema foi assunto na edição 49 da live semanal Na Pauta

Ao longo de 2022, a UFSCar deve intensificar o debate e ações voltadas à curricularização das atividades de extensão, visando atender a necessidade de sua inclusão nos projetos pedagógicos dos cursos de graduação até dezembro deste ano. A exigência consta nas Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira (Resolução nº 7 CNE/CES de 2018) e nas novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), com data de implantação prorrogada para dezembro de 2022 por despacho ministerial publicado no final de 2020.

O início deste processo se deu no dia 22 de março, na edição 49 da live semanal Na Pauta, que contou com a participação da Pró-Reitora de Graduação Adjunta da UFSCar, Luciana Coutinho. Na ocasião, ela resgatou o histórico deste trabalho, com o encaminhamento de uma proposta de minuta ao Conselho de Graduação (CoG) ainda na gestão anterior, em 2020, posteriormente retirada devido à permanência de muitas dúvidas sobre a operacionalização nos diferentes cursos de graduação.

Em 2021, com a posse da nova equipe de Administração Superior, foi criada Comissão Mista das pró-reitorias de Graduação (ProGrad) e de Extensão (ProEx), com representantes destas pró-reitorias, seus conselhos (CoG e CoEx) e dos diferentes centros acadêmicos. “Este não é um assunto novo, mas estamos, em 2022, conferindo uma nova dimensão a este trabalho na UFSCar”, situou Coutinho.

Assim, para este ano, a Comissão previu, como principais frentes de trabalho, o mapeamento de experiências e normativas em instituições que já estão mais adiante neste processo e, de outro lado, o conhecimento de experiências internas à UFSCar.

Histórico
Em sua participação em Na Pauta, a Pró-Reitora registrou como o debate sobre o compromisso social da universidade e, a partir daí, todo o arcabouço legal relativo à extensão universitária e a sua integração aos processos de formação de pessoas e de produção de conhecimento, têm como ponto de partida o processo de redemocratização do Brasil, na década de 1980, e a construção coletiva de um projeto de nação que visasse qualidade de vida com equidade social.

Neste contexto, a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão é inscrita como princípio na Constituição Federal de 1988. Como foi recuperando Luciana Coutinho em sua apresentação, posteriormente a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) coloca a extensão como finalidade da universidade e, no Plano Nacional de Educação 2001-2011, aparece a indicação de inclusão dos 10% de extensão nos currículos de graduação, transformada em obrigatoriedade no PNE 2014-2024 e detalhada no próprio Plano e nas Diretrizes. “Cabe sempre destacar que todo esse processo diz respeito à expressão do compromisso social da universidade e, sobretudo, da universidade pública”, concluiu Coutinho.

Na mesma edição de Na Pauta, foram apresentadas experiências já implantadas em cursos de graduação da UFSCar. Maria Carolina Leme Joly, docente do curso de Música da Universidade, compartilhou a história da graduação, cuja origem está em atividades de extensão na área desenvolvidas desde o final da década de 1980. Rodolfo Figueiredo, Vice-Coordenador do curso de Gestão e Análise Ambiental, contou como o projeto pedagógico, de 2011, contempla, entre quatro núcleos básicos, o de Projetos Interdisciplinares, que, a cada semestre, busca integrar em uma disciplina obrigatória os conhecimentos sendo abordados juntos aos estudantes, a partir de situações reais. Já Fred Valente, Coordenador do curso de Engenharia da Computação, falou dos Projetos Integradores Extensionistas, também voltados à oferta de experiências do mundo real aos profissionais em formação. Todos esses depoimentos podem ser conferidos na gravação do programa, no canal UFSCar Oficial.

Também como resultado dos trabalhos da Comissão Mista, o XII Seminário de Graduação da UFSCar (SEGrad), realizado de 25 a 27 de abril, foi dedicado à reflexão sobre a curricularização, com o tema “Extensão universitária na graduação: história, diretrizes e experiências”. Neste caso, houve a participação de convidados de outras instituições. Um resumo do evento pode ser conferido em matéria nesta mesma edição do Boletim da Reitoria, e as gravações das mesas estão disponíveis no canal UFSCar Oficial no YouTube.

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UFSCar debate inclusão de atividades de extensão no currículo de cursos de graduação

A Reitora, Ana Beatriz de Oliveira, participou da abertura do evento (Reprodução)

O 12º Seminário de Ensino de Graduação (SEGrad) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) debateu o processo de inclusão de atividades de extensão no currículo dos cursos de graduação. Até o final de 2022, todas as Instituições Federais de Ensino Superior devem atualizar os seus projetos pedagógicos com a inserção de pelo menos 10% de atividades desse tipo, prioritariamente, em áreas de grande pertinência social, como estabelecido por resolução do Conselho Nacional de Educação. Desde 2021, a UFSCar conta com uma Comissão conjunta das pró-reitorias de Graduação (ProGrad) e de Extensão (ProEx) para debater o tema e construir uma minuta para atender à demanda.

O SEGrad foi uma oportunidade de trocas de experiências entre docentes dos cursos de graduação da UFSCar e de outras instituições. “Estamos trabalhando juntos nessa minuta, que até o final do ano será apreciada nos nossos Conselhos. Esse evento representa um salto no nosso acúmulo de discussão”, ressaltou o professor Daniel Leiva, Pró-Reitor de Graduação da UFSCar. “Estamos conseguindo fazer uma construção coletiva, consciente e efetiva”, complementou Ducinei Garcia, Pró-Reitora de Extensão da Universidade.

A Reitora, Ana Beatriz de Oliveira, participou da mesa de abertura do evento e lembrou que o atual Programa de Gestão inclui, dentre tantas outras missões, estabelecer normativas para inserir as atividades de extensão nos projetos pedagógicos dos cursos de graduação. “Essa é uma discussão muito importante. A UFSCar tem uma tradição muito forte na extensão e é fundamental que avancemos nesta construção coletiva para concluir esse trabalho, que certamente vai demandar aprimoramentos ao longo do caminho”, disse a Reitora.

Logo após a abertura, a mesa-redonda sobre “Extensão Universitária na Graduação: História, Diretrizes e Experiências” contou com a participação das professoras Olgamir Amancia Ferreira, Pró-Reitora de Extensão da Universidade de Brasília (UnB), e Maria do Socorro de Lima Oliveira, Pró-Reitora de Graduação da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Ambas são coordenadoras nacionais dos colegiados de suas respectivas áreas, na Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

“A maioria das Instituições Federais de Ensino Superior do Brasil não alcança nem 30% de seus alunos envolvidos em atividades de extensão. Precisamos pensar em uma formação nessa perspectiva integral. A inserção curricular de extensão vem para fazer essa modificação, que não é apenas de metodologia. Ela implica a indissociabilidade de ensino-pesquisa-extensão. A universidade produz conhecimento para responder às demandas sociais, e as atividades de extensão colocam o ensino e a pesquisa em diálogo com os interesses da sociedade. Dessa maneira, a Universidade se torna mais democrática, inclusiva e comprometida com a realidade onde ela se insere”, defendeu Olgamir Amancia.

Já a professora Maria do Socorro Lima lembrou que o trabalho para fazer a curricularização da extensão não é simples. “É um desafio, pois traz para gente uma nova perspectiva sobre o que é o entendimento da Universidade e qual a Universidade que nós queremos. É preciso um entendimento comum entre graduação e extensão. Sem essa parceria, não é possível fazer esse trabalho, que tem muitas camadas e requer muita atenção e diálogo. É uma grande oportunidade de pensar novos currículos. Precisamos aproximar o currículo da graduação da realidade e, por isso, a flexibilização é necessária. Temos que repensar a própria finalidade do ensino superior e pensar sobre o ensino de graduação flexível, contextualizado, inter, multi e transdisciplinar. A extensão permite que façamos isso com muita leveza e de uma forma bastante tranquila”, destacou.

O SEGrad, desde 2007, constitui o Programa de Formação Continuada dos Docentes da UFSCar, a gravação do encontro deste ano – o 12º SEGrad – está disponível no Canal UFSCar Oficial no Youtube.

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