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ConsUni debate proposta com as diretrizes para o planejamento da ampliação do retorno presencial

Ana Beatriz de Oliveira, Reitora da UFSCar, preside a reunião do ConsUni (Foto: Reprodução)

O Conselho Universitário (ConsUni), em reunião extraordinária realizada nesta segunda-feira (18/4), debateu a proposta do novo documento com orientações e diretrizes para o planejamento e a organização da ampliação do retorno seguro das atividades presenciais no cenário da pandemia da Covid-19 na UFSCar, elaborado pelo Comitê Gestor da Pandemia (CGP), com contribuições da comunidade universitária.
A versão final do documento (disponível neste link) será deliberada em nova reunião, no dia 25 de abril, às 9 horas, com transmissão ao vivo pelo canal UFSCar Oficial no YouTube. Ficaram pendentes de discussão e encaminhamento os artigos 10º, 38º e 39º.
O novo documento, quando aprovado, vai substituir a Resolução ConsUni nº 52, referente ao Plano de Retomada das Atividades Presenciais na UFSCar. A Reitora, Ana Beatriz de Oliveira, em sua apresentação (disponível neste link), contextualizou a comunidade sobre como se deu o processo de construção da nova proposta nas últimas semanas, discutida nas reuniões dos conselhos de centro, das entidades representativas de diferentes categorias, de representantes da comunidade e do CGP.
Ela apresentou também as motivações para a atualização, como o início do calendário acadêmico de 2022 no formato presencial completo a partir 30 de maio, diante da revogação da Lei 14.218, que permitia a realização do ensino remoto no período da pandemia; a eficiência comprovada das medidas de biossegurança contra a Covid-19; a diminuição de casos graves e de internações por Covid-19 nos últimos meses; e a necessidade de avançar no processo de transição, permitindo aos servidores e estudantes os ajustes necessários para a volta das atividades presenciais.
A partir da apresentação do documento, a Reitora esclareceu que ficam mantidas as deliberações anteriores do ConsUni, como a obrigatoriedade do esquema vacinal completo e do uso de máscara; o distanciamento físico máximo possível para as salas de aula de graduação e de 2 metros para demais ambientes; recomendação do uso do aplicativo Guardiões da Saúde (para informe diário sobre o estado de saúde); e o retorno presencial facultativo aos membros do Grupo de Risco, conforme os critérios sugeridos pelo Núcleo Executivo de Vigilância em Saúde (NEVS).
Na reunião, o Pró-Reitor de Graduação, Daniel Leiva, e a Pró-Reitora Adjunta, Luciana Coutinho, apresentaram como está o andamento das discussões sobre alternativas ao impacto da redução da força de trabalho pela impossibilidade de retorno presencial de todos os servidores (grupo de risco) e sobre a flexibilização para os estudantes. Eles apresentaram também todas as normas excepcionais para a Educação no contexto da pandemia (disponível neste link), com destaque para as que regem sobre o retorno à presencialidade.
Nesta terça-feira, o Conselho de Graduação (CoG), estará reunido, a partir das 8h30, para a apresentação da proposta do Grupo de Trabalho (GT) – Planejamento para a ampliação do retorno presencial, dentre outros temas.
Dentre os 39 artigos da proposta apresentada ao ConsUni, para alguns foram sugeridos ajustes para a deliberação na próxima reunião, como a tratativa de como proceder nos casos de pessoas não vacinadas sem justificativa médica, a partir da criação de uma comissão de mediação do ConsUni. A sugestão é que ela atue na promoção de normativas, definindo responsabilidades a todas as pessoas da comunidade, medidas educativas, orientações e acompanhamento, retirando a palavra “sanções” do documento, de forma que a própria comissão avalie e determine as deliberações para estes casos.
Outro novo ponto proposto foi a proposta de um período de transição maior que o previsto na minuta (23 de maio). Após discussão, foi considerado que seria razoável prever um período de transição que se estenda 45 dias após o retorno presencial pleno das atividades de graduação. Este período iria desde o momento de aprovação e publicação da resolução até o dia 14 de julho de 2022 (Artigo 10º).
A preocupação com o distanciamento obrigatório de 2 metros no Restaurante Universitário (RU), conforme citado no artigo 15º, diante da alta demanda com o total retorno presencial e a capacidade de atendimento a todos os usuários, foi apontada pelos conselheiros, ficando definida a atuação da Comissão de Retorno dos Espaços Físicos e da Comissão de Melhoria dos RU’s (criada pela Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis – ProACE – e pela Coordenadoria de Rede Integrada de Segurança Alimentar – CRISA), na elaboração de propostas que contemplem alternativas para o cumprimento do distanciamento, sem prejudicar o atendimento aos usuários.
A pauta deverá ser constantemente tratada no âmbito do Conselho Universitário para acompanhamento e deliberações que eventualmente se fizerem necessárias.

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UFSCar tem 400 novos estudantes em Programa de Assistência Estudantil

A partir de maio, os discentes se juntam aos outros 1.800 graduandos que já recebem algum tipo de apoio

A UFSCar aprovou 400 novos estudantes para serem atendidos pelo Programa de Assistência Estudantil (PAE), a maioria deles é de ingressantes em 2020 e 2021, com renda per capita familiar entre zero e um salário mínimo. A partir do mês de maio, os discentes se juntam aos outros 1.800 graduandos que já recebem algum tipo de apoio da Instituição, como bolsa moradia, por meio de vagas em imóveis ou R$ 350, alimentação – com almoço e jantar gratuitos nos Restaurantes Universitários -, além de auxílio de R$ 140 para ajudar no custeio de café da manhã e transporte, destinado aos estudantes do Campus Lagoa do Sino.

No total, o edital mais recente do PAE recebeu 638 inscrições. Além dos 400 selecionados, outros 90 estudantes que não atingiram os requisitos socioeconômicos terão desconto no Restaurante Universitário. A UFSCar, que já investia R$ 7.5 milhões anualmente em assistência estudantil, passa a investir R$ 9.3 milhões, sendo R$ 730 mil por mês. Todos esses estudantes ainda têm acesso a uma rede de apoio, por meio do Serviço Social e de Assistência à Saúde, e passam a estar aptos para participar de outros editais que concedem bolsas, como, por exemplo, o do Programa Institucional de Acolhimento e Incentivo à Permanência Estudantil (PIAPE).

Djalma Ribeiro Junior, Pró-Reitor de Assuntos Comunitários e Estudantis da UFSCar, explica que os estudantes de graduação presencial que ingressaram no PAE passaram por um processo de avaliação socioeconômica para verificação do perfil de vulnerabilidade estabelecido pelo programa. “Concebido há 10 anos, o PAE da UFSCar é fundamental. Antes de 2012, a gente não tinha dotação orçamentária exclusiva para a assistência estudantil. O financiamento do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) democratizou a permanência na universidade e, por consequência, ajudou a democratizar toda a sociedade, criando oportunidades para que todos possam se capacitar e ter condições de adentrar o mercado de trabalho”, celebra.

Hoje em dia, a UFSCar oferta moradia estudantil para estudantes cujas famílias residem em cidades nas quais não há campi da UFSCar. Em São Carlos, há 500 vagas distribuídas em 72 apartamentos. Em Sorocaba, são destinadas 80 vagas em imóveis alugados no próprio município e na cidade vizinha, em Salto do Pirapora. Os discentes dos campi Araras, Lagoa do Sino (Buri) e alguns alunos do Campus São Carlos recebem bolsa moradia no valor de R$ 350.

Em 2021, o contexto da grave crise sanitária da pandemia de Covid-19 exigiu que fossem reforçadas na UFSCar ações de assistência estudantil na segurança alimentar e na inclusão digital. Na área da segurança alimentar, foram mantidas as bolsas alimentação emergencial, criadas em 2020, e realizadas ações junto aos Restaurantes Universitários para adequação dos valores com o intuito de estimular a procura por refeições nutricionalmente mais saudáveis. Em relação à inclusão digital, foram intensificadas as ações de concessão de auxílio financeiro para a aquisição de materiais, equipamentos e serviços que tinham como foco o acesso qualificado à Internet.

Também em 2021, foi desenvolvido um Programa de Fomento à Permanência Estudantil junto à Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAI) da UFSCar. Chamada “Captação de Recursos para Investimento em Equidade” (CRIE), a iniciativa recebe doações de pessoas físicas e jurídicas para auxiliar ações de assistência estudantil. Para doações em valores de até R$ 500,00, basta usar o PIX crie@fai.ufscar.br. Para colaborações acima desse valor, basta acessar bit.ly/crieufscar. É possível ainda contribuir por débito automático, transferência bancária ou boleto. Por meio do CRIE, foi possível a concessão de Auxílio Inclusão e Acessibilidade para estudantes com deficiência e auxílio para suporte com cuidados relativos à saúde de estudantes em situação de sofrimento mental.

Em breve, será publicado novo edital para os ingressantes do ano letivo de 2022, que iniciam as aulas no dia 30 de maio. Serão cerca de 300 novas bolsas. Sendo assim, a previsão é de que o investimento da UFSCar em Assistência Estudantil, por meio do PAE e com a chegada dos novos calouros, seja de R$ 10.5 milhões por ano.

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Projeto Fazenda Escola Lagoa do Sino completa um ano com avanços na gestão

Iniciativa visa contribuir com a consolidação do Campus Lagoa do Sino (foto: Alexandre Martensen)

O projeto de extensão “Fazenda Escola Lagoa do Sino da UFSCar (FELS): promovendo o desenvolvimento regional do sudoeste paulista por meio do ensino, pesquisa, extensão e inovação” acaba de completar um ano de atividades, cumprindo o seu propósito de fortalecer a integração das atividades produtivas da fazenda com as de ensino, pesquisa e extensão do Centro de Ciências da Natureza (CCN) e contribuindo, assim, para a consolidação do Campus Lagoa do Sino como um importante ator de fomento do desenvolvimento regional.

Alberto Carmassi, Diretor de Campus de Lagoa do Sino, conta que a implementação da Fazenda Escola é um dos grandes projetos da gestão e que veio para adequar a fazenda às reais necessidades do Campus, promovendo sua integração à academia e contribuindo com a excelência na formação profissional dos estudantes.

“Fizemos um diagnóstico inicial das condições administrativas, financeiras, de infraestrutura e dos sistemas produtivos da fazenda, para traçarmos o plano de trabalho para este primeiro ano. A reestruturação organizacional da fazenda, para ser de fato uma fazenda escola, com a presença de servidores técnico-administrativos de diferentes áreas e expertises, foi o ponto de partida do nosso trabalho. Parabenizo e agradeço toda a equipe do projeto que tem se empenhado muito na construção da Fazenda Escola”, destaca.

Tecnologia, transparência, investimento e melhorias em infraestrutura foram algumas das frentes nas quais o projeto atuou. Dentre os avanços, estão a aquisição do software Agrogestão, que traz mais agilidade, segurança e qualidade nas atividades operacionais da FELS; atualização da medição das áreas de produção, possibilitando aos profissionais estimar com mais precisão os dados de produção, evitando desperdícios em insumos; migração para um sistema de monitoramento próprio; implantação de novos procedimentos internos de gestão e controle; e treinamento da equipe administrativa nos sistemas da Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAI•UFSCar).

A implantação do Programa Institucional de Estágios da FELS é um dos destaques do primeiro ano do projeto. Direcionado aos estudantes dos cinco cursos de graduação do Campus, o programa permite aos estudantes interação com todas as etapas do processo produtivo.

Outra grande conquista foi a destinação de recursos para a licitação da obra do novo laboratório multiusuário, destinando um espaço específico para a pesquisa, em construção modular. Serão 256m² de área construída, com laboratórios e uma sala de reunião.

No que diz respeito à produção da fazenda, foi implementada a diversificação produtiva, com a destinação de algumas áreas apenas para a produção de soja, milho e trigo, e para a produção de culturas alternativas (feijão, soja não transgênica e aveia branca), contribuindo para que os estudantes do Campus tenham contato com uma variedade maior de culturas.

Os investimentos neste primeiro ano do projeto foram inúmeros. Para a produção, com base no diagnóstico inicial, foram feitos investimentos para o bom funcionamento dos sistemas produtivos, como a aquisição de duas plantadeiras, que otimizaram em 32% o tempo de plantio e em 10% a produtividade, a aquisição de uma carreta graneleira, para o transporte de grão ao secador, e a reforma do caminhão.

Foram realizadas ainda a revitalização dos açudes e a reforma do silo 3, do escritório e da casa para os estagiários. Para dar transparência às ações desenvolvidas e aos recursos investidos, foi desenvolvido o site da FELS, a publicação de boletins informativos mensais e a criação de páginas oficiais da FELS nas redes sociais com informações referentes às atividades em andamento, prestação de contas e gestão.

No boletim de um ano da Fazenda Escola Lagoa do Sino (disponível neste link), estão essas e todas as informações do balanço deste primeiro ano de atividade do projeto. O tema será abordado também na live “Na Pauta”, no episódio do dia 3 de maio, a partir das 14h15, nos canais UFSCar Oficial no Facebook e YouTube, com a participação de representantes do Campus.

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Filed under Extensão, Gestão, Infraestrutura

Reitora participa de reunião com CONCEN para fortalecer a relação entre a Universidade e a região central do Estado

A Reitora e a Chefe de Gabinete da Reitoria da UFSCar em reunião com os diretores da CONCEN

A Reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira, acompanhada da Chefe de Gabinete da Reitoria, Lourdes de Sousa Moraes, participaram de uma reunião com a diretoria do Consórcio de Municípios da Região Central (CONCEN) com o objetivo de fortalecer a interação entre a Universidade e os municípios da região, a partir da realização de parcerias.

A partir deste encontro, ficou definido que o CONCEN vai formalizar uma proposta de acordo de intenções, que será apresentada à UFSCar para efetivar a parceria. Com isso, será possível definir projetos a serem implementados a partir das necessidades encontradas.

“Essa parceria amplia a interação da Universidade com a sociedade e vai permitir que possamos contribuir com o desenvolvimento regional, bem como envolver os estudantes neste movimento, o que está alinhado à curricularização das atividades de extensão, tema que está em debate, com ações a serem implementadas em breve”, explica a Reitora.

Ela destacou ainda que, com a parceria oficializada, a Universidade, a partir dos projetos que surgirem da parceria, poderá atuar junto aos municípios na captação de recursos para viabilização das propostas.

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Filed under Extensão, Gestão, Inovar

UFSCar decide renaturalizar paisagem onde estava o Lago do Campus São Carlos

Decisão ocorreu na 259ª Reunião Ordinária do ConsUni

O Conselho Universitário (ConsUni) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) aprovou em sua 259ª reunião ordinária, em 25 de março, encaminhamentos relativos à remoção da barragem do Rio Monjolinho e à renaturalização da paisagem no espaço antes ocupado pelo Lago da Universidade, na área Sul do Campus São Carlos. Agora, será iniciado o desenvolvimento de um Termo de Referência para contratação de empresa – ou realização de concurso arquitetônico – para apresentação de proposta e detalhamento de custos.

A barragem do Rio Monjolinho é monitorada pela Defesa Civil de São Carlos desde 2013, quando foram registrados altos índices de chuva. Em 2017, a partir de vistoria de técnicos de Segurança Pública e Defesa Civil do Município, foi identificada alta vulnerabilidade, o que motivou diversas ações de mitigação de riscos, como a interrupção do tráfego de veículos no local e a diminuição do volume de água represada. O Ministério Público também passou a acompanhar a situação. O problema se tornou ainda mais complexo a partir de setembro de 2020, com a nova Lei de Segurança de Barragens (motivada pelos desastres em Mariana e Brumadinho), que aumentou significativamente o rigor e as exigências apresentadas a gestores de barragens não só de rejeitos de mineração, mas também de água.

Em dezembro do ano passado, o Grupo Gestor da Barragem apresentou ao ConsUni a proposta de descomissionamento (remoção) da barragem e renaturalização da área, e desde então a proposta foi levada aos Centros Acadêmicos para discussão pela comunidade universitária, sendo agora aprovada a continuidade do processo pelo Conselho. Há compreensão do descomissionamento associado à renaturalização como alternativa para a qual há ambiente favorável no momento, que aproxima a Universidade do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) do estado de São Paulo, por também estar atuando nessa direção em todo o território estadual.

A UFSCar também está trabalhando em parceria com a Prefeitura Municipal de São Carlos, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação. Luciana Gonçalves, Secretária Geral de Gestão do Espaço Físico da UFSCar, ressaltou que as alternativas técnicas baseadas podem contribuir bastante para uma nova paisagem compatível com a realidade da Instituição e que, ao mesmo tempo, atenda as preocupações da gestão municipal no sentido da drenagem. “É uma visão bastante inovadora. A Prefeitura, que tem nos dado um apoio fundamental, vai construir conosco o Termo de Referência”, registrou.

A manutenção da possibilidade de realizar atividades de ensino, pesquisa e extensão no local e as questões afetivas e culturais associadas à paisagem são prioridades do projeto que será desenvolvido. Neste sentido, o ConsUni encaminhou a incorporação ao Grupo Gestor de pesquisador da área de Ecologia Aquática, a ser indicado pelo Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS).

A gravação da reunião do ConsUni está disponível no canal UFSCar Oficial no YouTube. As deliberações do Conselho quanto a esta e outras questões podem ser conferidas na página da Secretaria de Órgãos Colegiados (SOC).

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