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UFSCar renova autorização para FAI seguir apoiando IFSP e EMBRAPA

Fundação de Apoio gerencia 15 projetos vinculados à Embrapa e 39 projetos vinculados ao IFSP (Arquivo)

O Conselho Universitário (ConsUni) aprovou por unanimidade a renovação de autorização da Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAI) para continuar dando suporte a projetos de pesquisa, ensino e extensão desenvolvidos pelo Instituto Federal de Ciência, Tecnologia e Educação de São Paulo (IFSP) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “O aval da Universidade é necessário já que a Fundação é credenciada para apoiar a UFSCar. A renovação da autorização pelo Consuni é um dos requisitos para que a solicitação seja encaminhada ao Grupo de Apoio Técnico (GAT), junto aos Ministérios da Educação e Ciência, Tecnologia e Inovação. O Conselho Deliberativo da própria FAI também aprovou a decisão”, relata Marcelo Garzon, Gerente Jurídico da Fundação.

Hoje em dia, a Fundação de Apoio gerencia 15 projetos vinculados à Embrapa e 39 projetos vinculados ao IFSP. Criado em 2008, o Instituto oferta Educação Profissional e Tecnológica, com cursos de formação inicial e continuada (extensão), qualificações de nível técnico e superior, de forma presencial e a distância (licenciatura e bacharelado), além de programas especiais de formação pedagógica, sobretudo nas áreas de Ciências e da Matemática e pós-graduação lato sensu (especialização) e strictu senso (mestrado). São 37 campi ativos e mais de 62 mil estudantes matriculados.

Já a Embrapa, criada em 26 de abril de 1973, atua desenvolvendo pesquisas para superar as barreiras que limitam a produção de alimentos, fibras e energia no Brasil. Esse esforço ajudou a transformar o País, que tem hoje uma agropecuária que é uma das mais eficientes e sustentáveis do planeta, saindo de uma condição de importador de alimentos básicos para a condição de um dos maiores produtores e exportadores mundiais. Com foco em inovação, a Embrapa trabalha com uma extensa agenda de temas estratégicos, antecipando cenários e soluções. Trata-se de uma empresa de pesquisa, desenvolvimento e inovação focada na geração de conhecimentos que se traduzem em produtos, processos e serviços. A Embrapa ainda apoia tecnicamente a formulação, execução e monitoramento de políticas públicas de forma alinhada à sua missão.

“A FAI tem sido uma parceira estratégica para o Instituto Federal de São Paulo na concretização de projetos, muitos deles fechados em cooperação com outras entidades e empresas. A Fundação tem ajudado tanto na gestão dos recursos, quanto no ajustamento de termos jurídicos. O conhecimento que a equipe da FAI já possui nesse tipo de atividade tem sido um diferencial para encontrarmos os melhores caminhos. O IFSP tem a missão de promover o desenvolvimento territorial de onde está inserido e a Fundação de Apoio tem colaborado no cumprimento desse objetivo. Torcemos para que essa colaboração siga por um longo caminho”, afirma Eder Sacconi, diretor executivo da Agência de Inovação do IFSP.

“A FAI tem nos apoiado fortemente no desenvolvimento de projetos de inovação junto com empresas privadas, chamados de Tipo III na Embrapa. Como a parceria é recente, os processos estão sendo construídos em conjunto e a equipe da Fundação tem se mostrado sempre muito disponível para nos explicar as normas, realizar as adequações necessárias e buscar soluções que atendam às nossas necessidades, cumprindo todas as exigências legais. Tem sido uma experiência muito gratificante trabalhar com a FAI e esperamos que essa parceria prospere e gere ainda mais resultados de excelência”, conclui Suzane Ellen Bertoni, Supervisora do Núcleo de Apoio à Programação da Embrapa Instrumentação.

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Novo contrato do RU prioriza a segurança alimentar e padronização dos serviços nos quatro campi

Serão oferecidas mais de 550 mil refeições em todos os campi em seis meses (Foto: Analice Garcia)

Os Restaurantes Universitários (RUs) da UFSCar estão com um novo contrato – válido para os quatro campi – e que tem como base a sustentabilidade ambiental, social e econômica, atendendo à proposta da Coordenadoria da Rede Integrada de Segurança Alimentar (Crisa) de realizar um trabalho em rede, com foco no conceito de segurança alimentar ampla e estruturado em eixos: alimentação saudável, higiene, meio-ambiente, cultura alimentar e a solidariedade, fornecendo refeições acessíveis aos beneficiários subsidiados e adquirindo parte dos produtos da agricultura familiar. Representantes da Crisa e das pró-reitorias de Administração e Assuntos Comunitários e Estudantis deram detalhes sobre o projeto na edição #64 de Na Pauta. Assita!

O contrato é um projeto piloto e tem a validade de seis meses, enquanto o processo licitatório para um novo contrato é elaborado. A proposta é que esse contrato emergencial, válido entre julho e dezembro, seja avaliado e aprimorado conforme as necessidades dos usuários e o conceito da segurança alimentar. Durante o período, serão oferecidas mais de 550 mil refeições em todos os campi.

O novo contrato inclui a oferta de almoço e jantar, a inserção de proteína extra, suco, maior comprometimento com pratos vegetarianos e veganos, a opção de sopa, no lugar da salada, nos dias frios, entre outros.

Fernando Henrique Donizette Paganelli, coordenador da Crisa, explica que o contrato tem uma preocupação com a sustentabilidade dos Restaurantes Universitários, que envolve o aspecto ambiental, a partir do descarte responsável dos resíduos não orgânicos, da compostagem, da redução de desperdício de alimentos e do uso racional dos recursos naturais. Há preocupação também com os aspectos social e econômico, a partir de um contrato que protege os profissionais, respeitando os acordos coletivos da categoria, valorização da agricultura familiar e do comércio local, e uma atuação conjunta com a Universidade para desenvolver e implementar políticas voltadas para a diversidade e acessibilidade dos espaços, com a implementação do projeto Descobrindo Talentos e Potencialidades no Mundo do Trabalho que atua com a empregabilidade das pessoas com deficiência.

Outro ponto de destaque é a tecnologia dos serviços e processos de preparo, armazenamento e entrega dos alimentos, a partir do sistema de preparação cook chill, que consiste no cozimento do alimento, seguido imediatamente pelo resfriamento (ultracongelamento) para o armazenamento até o momento do consumo, proporcionando maior durabilidade, qualidade e padronização do prato.  

As melhorias contempladas na forma de gestão dos RUs, a partir da atuação da Crisa-ProAd em parceria com a Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (ProACE), têm grande influência da atuação do Grupo de Apoio à Gestão dos Restaurantes, que conta com a participação dos discentes, os principais usuários dos serviços dos RUs, de forma que contribuam com a construção coletiva das melhorias.

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CoGePe aprova edital de chamamento para adesão ao Programa de Gestão da UFSCar

Em Reunião Extraordinária, conselheiros aprovaram o 1º edital do Programa de Gestão

O Conselho de Gestão de Pessoas (CoGePe) aprovou, na terça-feira (12/7), o primeiro edital de chamamento para a adesão ao Programa de Gestão da UFSCar para as atividades a serem desempenhadas nas modalidades presencial, teletrabalho parcial ou teletrabalho integral, pelos servidores técnico-administrativos e para os docentes da carreira de magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) – que atuam na Unidade de Atendimento à Criança (UAC).

A partir da data de publicação do edital, os servidores devem optar entre a adesão ao programa de gestão, com a elaboração do seu plano de trabalho, ou a permanência no modelo de registro de folha de frequência (e posteriormente registro eletrônico de ponto), para a mensuração do trabalho realizado. A pessoa que não quiser aderir ao Programa de Gestão deve sinalizar no formulário próprio a opção de continuar a ter seu trabalho mensurado pelo registro de frequência.

Definida a forma de mensuração do trabalho, o servidor que aderir ao Programa de Gestão deverá registrar a sua modalidade preferencial (trabalho presencial total ou teletrabalho, parcial ou total), a depender da atividade desempenhada e da pactuação com sua chefia, que deverá definir com a equipe quais as possibilidades de implementação de cada modalidade na sua unidade.

Neste primeiro edital, a adesão dos servidores poderá ser realizada a partir de 15 de julho com o preenchimento dos formulários de inscrição de servidores e dos formulários de autorização de vagas pela chefia imediata. O edital prevê também a possibilidade de adesão em fluxo contínuo, ou seja, quem não aderir na primeira chamada que se inicia em 15 de julho, poderá negociar com a sua chefia e inserir a sua adesão no período de 1º a 10 de cada mês. Para os servidores que decidirem aderir ao Programa de Gestão nos meses subsequentes, nas modalidades teletrabalho parcial ou integral, ao ser aprovado, o tempo de vigência da sua modalidade será proporcional ao prazo restante de validade do presente edital, que finda em 15 de janeiro de 2023.

A Pró-Reitora de Gestão de Pessoas, Jeanne Liliane Marlene Michel, destacou que a atividade da Universidade é prioritariamente presencial, portanto, a realização do teletrabalho, parcial ou total, deverá ser aplicada apenas para os casos especiais em que as atividades possam ser desempenhadas a distância e sem prejuízo à Universidade.

“O Programa de Gestão concretiza uma concepção mais moderna da gestão do trabalho no serviço público e traz mais flexibilidade. A partir deste edital, que será um modelo, será possível aprimorar os novos editais com base na experiência que teremos com esta primeira edição. Tenho confiança na capacidade da comunidade UFSCar de se organizar dentro desta nova cultura que começamos a implementar a partir de hoje, de forma a contemplar uma flexibilidade possível no trabalho dos servidores, mas garantindo a qualidade do trabalho realizado e os resultados para a sociedade, que constituem a nossa obrigação maior”, destacou.

Todo o trâmite para a adesão ao Programa de Gestão e à modalidade de teletrabalho, parcial ou integral, está descrito no edital que está disponível na página da ProGPe, e se dará pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI), conforme as instruções contidas no documento.

A cada seis meses a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (ProGPe) vai lançar o edital de chamamento para a adesão ao Programa de Gestão da UFSCar, para que servidores que ainda não integram ao programa possam aderir, e para os que já tenham aderido ao Programa de Gestão possam optar pelas modalidades de teletrabalho, parcial ou total, ou presencial total.

O edital foi elaborado pela Câmara Técnica de Monitoramento do Programa de Gestão do CoGePe e traz as diretrizes para os planos de trabalho. A Câmara vai acompanhar a implantação do Programa de Gestão na Universidade e auxiliar o CoGePe em análises e pareceres de processos, criando mecanismos de acompanhamento, mediando conflitos administrativos, bem como auxiliando na elaboração dos planos de trabalho, quando necessário.

Na próxima terça-feira (19/7) representantes da ProGPe e da Câmara Técnica de Monitoramento do Programa de Gestão participam de Na Pauta, a partir das 14h15 com transmissão ao vivo nos canais UFSCar Oficial no Facebook e YouTube, para dar detalhes do edital e esclarecer as dúvidas da comunidade.

Confira o cronograma do 1º edital de chamamento para a adesão ao Programa de Gestão da UFSCar:

Período de inscrições (preenchimento do formulário 2 pelos servidores e formulário 3 pela chefia imediata): 15 a 21/7/2022
Análise pela UVR (mediação de conflitos e preenchimento do formulário 7): 22 a 27/7 de 2022
Publicação dos resultados pela ProGPe: 28 a 29/7/2022
Interposição de recursos: 1 a 5/8/2022
Resultado dos recursos interpostos: 15/8/2022

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Crise orçamentária: ConsUni aprova criação do Comitê de Crise e agenda de mobilização

Reunião foi realizada online com representantes do Conselho de Curadores e convidados externos

A crise de financiamento das Universidades e Institutos Federais e o impacto do corte de 7,2% no orçamento 2022 da UFSCar foram o tema único da 262ª Reunião Ordinária do Conselho Universitário (ConsUni), na sexta-feira (1/7). Com o corte, a UFSCar perdeu R$ 4.638.021,02 para 2022, com o orçamento para o funcionamento das atividades de manutenção na Universidade caindo de R$ 41.303.882,00 para R$36.665.881,79.

A partir do crítico cenário orçamentário apresentado, que vem sofrendo restrições sistêmicas desde 2016, o ConsUni aprovou a criação de um Comitê de Crise institucional para organizar agenda permanente de mobilização e luta, a realização de um evento público online organizado pela gestão da UFSCar e com a participação de outras universidades e institutos federais e o apoio à manifestação do Conselho de Curadores da UFSCar sobre a situação atual para a imprensa regional (assista à gravação da reunião do Conselho).

Foi aprovada também uma moção do ConsUni e do Conselho de Curadores da UFSCar – Em defesa da Educação, da Ciência e Tecnologia, de nossas Universidades e Institutos Federais e de um outro Brasil possível.

A Reitora, Ana Beatriz de Oliveira, abriu a reunião contextualizando a comunidade sobre o cenário deficitário e como o mesmo tem sido denunciado pela gestão desde a aprovação da Lei Orçamentária Anual de 2022, em que o orçamento da UFSCar para este ano já estava deficitário em R$ 14 milhões. Ela destacou que a falta de normalidade na gestão das universidades e institutos federais de todo o País, a partir dos últimos cortes realizados em junho, fez urgente trazer a crise ao ConsUni, para entender, avaliar e traçar estratégias de mobilização para a recomposição orçamentária.

O Pró-Reitor de Assuntos Comunitários e Estudantis, Djalma Ribeiro Júnior, destacou a preocupação com todos os avanços já alcançados ruma à democratização do acesso ao Ensino Superior Público de qualidade e a uma universidade diversa, a partir da implementação de políticas públicas como o Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), a Política de Ações Afirmativas e o programa de bolsa permanência para os estudantes indígenas e quilombolas, que representaram um cenário de avanço e conquistas.

“A universidade pública hoje é um espaço mais democrático e diverso que foi construído a partir de muita luta. Com as políticas públicas, cerca de 70% da universidade é composta por estudantes com renda familiar abaixo de 1,5 salários, negros, indígenas e pessoas com deficiência. Esta universidade que foi se transformando e se tornando mais democrática e diversa está, desde 2016, sendo ameaçada a partir dos cortes no orçamento que limitam a permanência e o crescimento dos programas de assistência e permanência estudantil”, alertou o Pró-Reitor.

Devido à gravidade do momento e à necessidade de ampla mobilização, além dos membros do ConsUni, participaram da reunião representantes do Conselho de Curadores da UFSCar e convidados externos que trouxeram informações sobre o impacto do corte orçamentário em outras IFES, na Ciência e Tecnologia, além de discussão sobre o cenário político e econômico e movimentos que estão sendo organizados pela reversão do cenário. Participaram da reunião Marcus Vinicius David, Reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Presidente da Associação Nacional de Dirigentes das IFES (Andifes); Dácio Roberto Matheus, Reitor da Universidade Federal do ABC (UFABC); Eduardo Raupp de Vargas, Pró-Reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e Tania Mara Francisco, Pró-Reitora de Administração da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Acompanhe as últimas notícias divulgadas pela Universidade sobre os cortes no orçamento:

Na Pauta Edição Especial corte orçamentário

Nota da Reitoria: Governo Federal tira mais de R$ 220 mi da Educação

Reitoria da UFSCar informa sobre bloqueio de R$ 9,3 milhões no orçamento

Dirigentes de Instituições Federais de Educação de SP fazem alerta

Orçamento para 2022 e planejamento dos custos da UFSCar são apresentados na reunião do CoAd

Acompanhe as últimas notícias divulgadas pela imprensa sobre os cortes no orçamento da UFSCar:

TV Globo – Bom Dia São Paulo – Bloqueio de verba pelo MEC: UFSCar vê situação ‘preocupante’ e vai priorizar bolsas e terceirizados

TV Globo –  Bom Dia Cidade – Bloqueio de verba põe em risco manutenção e serviços na UFSCar

Portal G1 – MEC faz novo corte de R$ 2,3 milhões no orçamento da UFSCar: ‘limite muito crítico’, diz reitora

Apesar de aumento no orçamento, UFSCar estima déficit de R$ 14 milhões em 2022

Rádio CBN – Giro CBN – UFSCar não tem dinheiro para despesas até o fim do ano

Congelamento de verbas na UFSCar pode chegar a R$ 10 milhões

Portal A Cidade On – Após corte do MEC, orçamento da UFSCar tem queda de R$ 2,3 milhões

Jornal Primeira Página – Com novo corte, UFSCar terá atividades comprometidas a partir de outubro

São Carlos Dia e Noite – Novo corte faz UFSCar perder mais R$ 2,3 milhões do orçamento

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Moção do ConsUni e do Conselho de Curadores da UFSCar – Em defesa da Educação, da Ciência e Tecnologia, de nossas Universidades e Institutos Federais e de um outro Brasil possível

(Arte: Matheus Mazini)

O Conselho Universitário (ConsUni) da UFSCar, em sua 262ª Reunião Ordinária, que contou com a participação também do Conselho de Curadores da Instituição e teve como pauta única a crise de financiamento das Universidades e Institutos Federais, aprovou por unanimidade manifestar-se conclamando toda a sociedade brasileira a se erguer em defesa dessas instituições e da Educação Superior pública, gratuita e de qualidade, bem como da produção autônoma de conhecimento que possa seguir subsidiando e permitindo o enfrentamento dos principais desafios enfrentados pela população brasileira.

Em 2016, a partir da Emenda Constitucional do Teto dos Gastos, já havia expectativa de congelamento do orçamento das universidades, corrigido apenas pelos índices inflacionários. No entanto, a partir de 2019, a situação, que já não era simples, foi se complicando com perdas nominais nesses valores. Desde então, a luta de reitoras e reitores vinha sendo pela recomposição orçamentária a este nível mínimo de 2019, último ano de operação presencial das instituições. No entanto, não só não houve recomposição ao nível mínimo como, no último dia 24 de junho, concretizou-se corte definitivo de 7,2% no orçamento do Ministério da Educação destinado às universidades, com destinação de cerca de metade desses recursos ao Programa de Garantia de Atividade Agropecuária (Proagro). Na UFSCar, isto representa o valor total de R$ 4.638.021,02 e a falta de recursos para manutenção da Universidade por cerca de um mês e meio no final do período.

Como qualificado durante a reunião do Conselho, os progressivos ataques às Universidades e Institutos Federais e, especificamente, o corte orçamentário atual, é cruel. É cruel pois se deu em cima de orçamentos já bastante deficitários, sem mais possibilidade de malabarismos para economia de recursos e pagamento de contas tão básicas quanto água e luz, e em um momento em que os recursos já estavam liberados, o planejamento estabelecido e os pagamentos em execução. Mas é cruel, sobretudo, porque não é fortuito, mas sim voltado à asfixia de um projeto de Educação inclusiva, democrática, que permita o acesso de parcelas da população historicamente afastadas dessa possibilidade e, assim, da possibilidade de mobilidade social, sua e de suas famílias, da atual e, mais importante, das futuras gerações. É voltado, à destruição de um projeto de País, soberano, menos desigual, para a implantação de outro, contra o qual é preciso lutar com todas as nossas forças, e já.

Na UFSCar, está criado para tanto, a partir deste momento, um Comitê de Crise, que deverá organizar agenda permanente de mobilização e luta.

Junto a isso, ConsUni e Conselho de Curadores alertam que o Brasil vive uma situação de emergência e chamam toda a comunidade universitária e a sociedade brasileira a defender esta que é um de seus maiores patrimônios, sem a qual não haverá futuro possível. Levantemo-nos em defesa da Educação, da Ciência e Tecnologia, de nossas Universidades e Institutos Federais e de um outro Brasil possível!

São Carlos, 1º de julho de 2022.

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