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UFSCar avança em debate e planejamento da curricularização da extensão em 2022

Tema foi assunto na edição 49 da live semanal Na Pauta

Ao longo de 2022, a UFSCar deve intensificar o debate e ações voltadas à curricularização das atividades de extensão, visando atender a necessidade de sua inclusão nos projetos pedagógicos dos cursos de graduação até dezembro deste ano. A exigência consta nas Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira (Resolução nº 7 CNE/CES de 2018) e nas novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), com data de implantação prorrogada para dezembro de 2022 por despacho ministerial publicado no final de 2020.

O início deste processo se deu no dia 22 de março, na edição 49 da live semanal Na Pauta, que contou com a participação da Pró-Reitora de Graduação Adjunta da UFSCar, Luciana Coutinho. Na ocasião, ela resgatou o histórico deste trabalho, com o encaminhamento de uma proposta de minuta ao Conselho de Graduação (CoG) ainda na gestão anterior, em 2020, posteriormente retirada devido à permanência de muitas dúvidas sobre a operacionalização nos diferentes cursos de graduação.

Em 2021, com a posse da nova equipe de Administração Superior, foi criada Comissão Mista das pró-reitorias de Graduação (ProGrad) e de Extensão (ProEx), com representantes destas pró-reitorias, seus conselhos (CoG e CoEx) e dos diferentes centros acadêmicos. “Este não é um assunto novo, mas estamos, em 2022, conferindo uma nova dimensão a este trabalho na UFSCar”, situou Coutinho.

Assim, para este ano, a Comissão previu, como principais frentes de trabalho, o mapeamento de experiências e normativas em instituições que já estão mais adiante neste processo e, de outro lado, o conhecimento de experiências internas à UFSCar.

Histórico
Em sua participação em Na Pauta, a Pró-Reitora registrou como o debate sobre o compromisso social da universidade e, a partir daí, todo o arcabouço legal relativo à extensão universitária e a sua integração aos processos de formação de pessoas e de produção de conhecimento, têm como ponto de partida o processo de redemocratização do Brasil, na década de 1980, e a construção coletiva de um projeto de nação que visasse qualidade de vida com equidade social.

Neste contexto, a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão é inscrita como princípio na Constituição Federal de 1988. Como foi recuperando Luciana Coutinho em sua apresentação, posteriormente a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) coloca a extensão como finalidade da universidade e, no Plano Nacional de Educação 2001-2011, aparece a indicação de inclusão dos 10% de extensão nos currículos de graduação, transformada em obrigatoriedade no PNE 2014-2024 e detalhada no próprio Plano e nas Diretrizes. “Cabe sempre destacar que todo esse processo diz respeito à expressão do compromisso social da universidade e, sobretudo, da universidade pública”, concluiu Coutinho.

Na mesma edição de Na Pauta, foram apresentadas experiências já implantadas em cursos de graduação da UFSCar. Maria Carolina Leme Joly, docente do curso de Música da Universidade, compartilhou a história da graduação, cuja origem está em atividades de extensão na área desenvolvidas desde o final da década de 1980. Rodolfo Figueiredo, Vice-Coordenador do curso de Gestão e Análise Ambiental, contou como o projeto pedagógico, de 2011, contempla, entre quatro núcleos básicos, o de Projetos Interdisciplinares, que, a cada semestre, busca integrar em uma disciplina obrigatória os conhecimentos sendo abordados juntos aos estudantes, a partir de situações reais. Já Fred Valente, Coordenador do curso de Engenharia da Computação, falou dos Projetos Integradores Extensionistas, também voltados à oferta de experiências do mundo real aos profissionais em formação. Todos esses depoimentos podem ser conferidos na gravação do programa, no canal UFSCar Oficial.

Também como resultado dos trabalhos da Comissão Mista, o XII Seminário de Graduação da UFSCar (SEGrad), realizado de 25 a 27 de abril, foi dedicado à reflexão sobre a curricularização, com o tema “Extensão universitária na graduação: história, diretrizes e experiências”. Neste caso, houve a participação de convidados de outras instituições. Um resumo do evento pode ser conferido em matéria nesta mesma edição do Boletim da Reitoria, e as gravações das mesas estão disponíveis no canal UFSCar Oficial no YouTube.

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UFSCar debate inclusão de atividades de extensão no currículo de cursos de graduação

A Reitora, Ana Beatriz de Oliveira, participou da abertura do evento (Reprodução)

O 12º Seminário de Ensino de Graduação (SEGrad) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) debateu o processo de inclusão de atividades de extensão no currículo dos cursos de graduação. Até o final de 2022, todas as Instituições Federais de Ensino Superior devem atualizar os seus projetos pedagógicos com a inserção de pelo menos 10% de atividades desse tipo, prioritariamente, em áreas de grande pertinência social, como estabelecido por resolução do Conselho Nacional de Educação. Desde 2021, a UFSCar conta com uma Comissão conjunta das pró-reitorias de Graduação (ProGrad) e de Extensão (ProEx) para debater o tema e construir uma minuta para atender à demanda.

O SEGrad foi uma oportunidade de trocas de experiências entre docentes dos cursos de graduação da UFSCar e de outras instituições. “Estamos trabalhando juntos nessa minuta, que até o final do ano será apreciada nos nossos Conselhos. Esse evento representa um salto no nosso acúmulo de discussão”, ressaltou o professor Daniel Leiva, Pró-Reitor de Graduação da UFSCar. “Estamos conseguindo fazer uma construção coletiva, consciente e efetiva”, complementou Ducinei Garcia, Pró-Reitora de Extensão da Universidade.

A Reitora, Ana Beatriz de Oliveira, participou da mesa de abertura do evento e lembrou que o atual Programa de Gestão inclui, dentre tantas outras missões, estabelecer normativas para inserir as atividades de extensão nos projetos pedagógicos dos cursos de graduação. “Essa é uma discussão muito importante. A UFSCar tem uma tradição muito forte na extensão e é fundamental que avancemos nesta construção coletiva para concluir esse trabalho, que certamente vai demandar aprimoramentos ao longo do caminho”, disse a Reitora.

Logo após a abertura, a mesa-redonda sobre “Extensão Universitária na Graduação: História, Diretrizes e Experiências” contou com a participação das professoras Olgamir Amancia Ferreira, Pró-Reitora de Extensão da Universidade de Brasília (UnB), e Maria do Socorro de Lima Oliveira, Pró-Reitora de Graduação da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Ambas são coordenadoras nacionais dos colegiados de suas respectivas áreas, na Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

“A maioria das Instituições Federais de Ensino Superior do Brasil não alcança nem 30% de seus alunos envolvidos em atividades de extensão. Precisamos pensar em uma formação nessa perspectiva integral. A inserção curricular de extensão vem para fazer essa modificação, que não é apenas de metodologia. Ela implica a indissociabilidade de ensino-pesquisa-extensão. A universidade produz conhecimento para responder às demandas sociais, e as atividades de extensão colocam o ensino e a pesquisa em diálogo com os interesses da sociedade. Dessa maneira, a Universidade se torna mais democrática, inclusiva e comprometida com a realidade onde ela se insere”, defendeu Olgamir Amancia.

Já a professora Maria do Socorro Lima lembrou que o trabalho para fazer a curricularização da extensão não é simples. “É um desafio, pois traz para gente uma nova perspectiva sobre o que é o entendimento da Universidade e qual a Universidade que nós queremos. É preciso um entendimento comum entre graduação e extensão. Sem essa parceria, não é possível fazer esse trabalho, que tem muitas camadas e requer muita atenção e diálogo. É uma grande oportunidade de pensar novos currículos. Precisamos aproximar o currículo da graduação da realidade e, por isso, a flexibilização é necessária. Temos que repensar a própria finalidade do ensino superior e pensar sobre o ensino de graduação flexível, contextualizado, inter, multi e transdisciplinar. A extensão permite que façamos isso com muita leveza e de uma forma bastante tranquila”, destacou.

O SEGrad, desde 2007, constitui o Programa de Formação Continuada dos Docentes da UFSCar, a gravação do encontro deste ano – o 12º SEGrad – está disponível no Canal UFSCar Oficial no Youtube.

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Projeto Fazenda Escola Lagoa do Sino completa um ano com avanços na gestão

Iniciativa visa contribuir com a consolidação do Campus Lagoa do Sino (foto: Alexandre Martensen)

O projeto de extensão “Fazenda Escola Lagoa do Sino da UFSCar (FELS): promovendo o desenvolvimento regional do sudoeste paulista por meio do ensino, pesquisa, extensão e inovação” acaba de completar um ano de atividades, cumprindo o seu propósito de fortalecer a integração das atividades produtivas da fazenda com as de ensino, pesquisa e extensão do Centro de Ciências da Natureza (CCN) e contribuindo, assim, para a consolidação do Campus Lagoa do Sino como um importante ator de fomento do desenvolvimento regional.

Alberto Carmassi, Diretor de Campus de Lagoa do Sino, conta que a implementação da Fazenda Escola é um dos grandes projetos da gestão e que veio para adequar a fazenda às reais necessidades do Campus, promovendo sua integração à academia e contribuindo com a excelência na formação profissional dos estudantes.

“Fizemos um diagnóstico inicial das condições administrativas, financeiras, de infraestrutura e dos sistemas produtivos da fazenda, para traçarmos o plano de trabalho para este primeiro ano. A reestruturação organizacional da fazenda, para ser de fato uma fazenda escola, com a presença de servidores técnico-administrativos de diferentes áreas e expertises, foi o ponto de partida do nosso trabalho. Parabenizo e agradeço toda a equipe do projeto que tem se empenhado muito na construção da Fazenda Escola”, destaca.

Tecnologia, transparência, investimento e melhorias em infraestrutura foram algumas das frentes nas quais o projeto atuou. Dentre os avanços, estão a aquisição do software Agrogestão, que traz mais agilidade, segurança e qualidade nas atividades operacionais da FELS; atualização da medição das áreas de produção, possibilitando aos profissionais estimar com mais precisão os dados de produção, evitando desperdícios em insumos; migração para um sistema de monitoramento próprio; implantação de novos procedimentos internos de gestão e controle; e treinamento da equipe administrativa nos sistemas da Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAI•UFSCar).

A implantação do Programa Institucional de Estágios da FELS é um dos destaques do primeiro ano do projeto. Direcionado aos estudantes dos cinco cursos de graduação do Campus, o programa permite aos estudantes interação com todas as etapas do processo produtivo.

Outra grande conquista foi a destinação de recursos para a licitação da obra do novo laboratório multiusuário, destinando um espaço específico para a pesquisa, em construção modular. Serão 256m² de área construída, com laboratórios e uma sala de reunião.

No que diz respeito à produção da fazenda, foi implementada a diversificação produtiva, com a destinação de algumas áreas apenas para a produção de soja, milho e trigo, e para a produção de culturas alternativas (feijão, soja não transgênica e aveia branca), contribuindo para que os estudantes do Campus tenham contato com uma variedade maior de culturas.

Os investimentos neste primeiro ano do projeto foram inúmeros. Para a produção, com base no diagnóstico inicial, foram feitos investimentos para o bom funcionamento dos sistemas produtivos, como a aquisição de duas plantadeiras, que otimizaram em 32% o tempo de plantio e em 10% a produtividade, a aquisição de uma carreta graneleira, para o transporte de grão ao secador, e a reforma do caminhão.

Foram realizadas ainda a revitalização dos açudes e a reforma do silo 3, do escritório e da casa para os estagiários. Para dar transparência às ações desenvolvidas e aos recursos investidos, foi desenvolvido o site da FELS, a publicação de boletins informativos mensais e a criação de páginas oficiais da FELS nas redes sociais com informações referentes às atividades em andamento, prestação de contas e gestão.

No boletim de um ano da Fazenda Escola Lagoa do Sino (disponível neste link), estão essas e todas as informações do balanço deste primeiro ano de atividade do projeto. O tema será abordado também na live “Na Pauta”, no episódio do dia 3 de maio, a partir das 14h15, nos canais UFSCar Oficial no Facebook e YouTube, com a participação de representantes do Campus.

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Reitora participa de reunião com CONCEN para fortalecer a relação entre a Universidade e a região central do Estado

A Reitora e a Chefe de Gabinete da Reitoria da UFSCar em reunião com os diretores da CONCEN

A Reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira, acompanhada da Chefe de Gabinete da Reitoria, Lourdes de Sousa Moraes, participaram de uma reunião com a diretoria do Consórcio de Municípios da Região Central (CONCEN) com o objetivo de fortalecer a interação entre a Universidade e os municípios da região, a partir da realização de parcerias.

A partir deste encontro, ficou definido que o CONCEN vai formalizar uma proposta de acordo de intenções, que será apresentada à UFSCar para efetivar a parceria. Com isso, será possível definir projetos a serem implementados a partir das necessidades encontradas.

“Essa parceria amplia a interação da Universidade com a sociedade e vai permitir que possamos contribuir com o desenvolvimento regional, bem como envolver os estudantes neste movimento, o que está alinhado à curricularização das atividades de extensão, tema que está em debate, com ações a serem implementadas em breve”, explica a Reitora.

Ela destacou ainda que, com a parceria oficializada, a Universidade, a partir dos projetos que surgirem da parceria, poderá atuar junto aos municípios na captação de recursos para viabilização das propostas.

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Editais ProEx: prazo para tramitação pelas chefias das propostas submetidas termina no dia 11/2

Termina no dia 11 de fevereiro o prazo de admissibilidade das propostas aos editais da Pró-Reitoria de Extensão (ProEX) para o ano de 2022 e do Edital ACIEPE 2022/1. Portanto, é necessário que as etapas de análises, aprovação, e a ciência dos departamentos, setores e centros envolvidos no trâmite do Sistema ProExWeb estejam concluídas.
Considerando que não haverá prorrogação desse prazo, a ProEx solicita urgência às chefias dos departamentos e setores para realizar as devidas providências de tramitação dos processos para que não haja prejuízos às propostas já submetidas, mas que ainda aguardam a análise dos responsáveis, e para as que eventualmente sejam submetidas na data de hoje. Os editais e os cronogramas estão disponíveis na página da ProEx. Confira!

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