UFSCar comemora 100 anos de Florestan Fernandes

No centenário de aniversário do sociólogo, a UFSCar prepara evento e participa de livro sobre a vida do intelectual.

Na última quarta-feira, dia 22 de julho, o nascimento de um dos maiores sociólogos e intelectuais brasileiros, Florestan Fernandes, completou 100 anos. Para comemorar a data, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), por meio da Unidade Multidisciplinar de Memória e Arquivo Histórico da UFSCar (UMMA), está organizando, para este segundo semestre, um evento virtual.

“Florestan Fernandes foi um dos maiores sociólogos brasileiros, reconhecido internacionalmente. Sua trajetória de vida chama nossa atenção para a resistência, coragem e persistência, tanto na prática da ciência quanto na vida pessoal. Vivemos tempos de esquecimento e rememorar Florestan Fernandes é relembrar a importância da história da Sociologia no Brasil e também de sua militância política sempre em busca de um ideal por uma sociedade melhor”, diz Claudia de Moraes Barros Ramalho, Diretora da UMMA.

Por meio da UMMA, a UFSCar integra o webnário “Florestan Fernandes: 100 anos de um pensador brasileiro”, realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), entre os dias 17 e 19 de agosto. Além disso, Ramalho, com a colaboração da equipe da UMMA, escreveu um capítulo do livro “Florestan Fernandes: 100 anos de um pensador brasileiro” que será lançado também pela Unifesp nas próximas semanas, com versão gratuita e digital.

Desde 1996, a UFSCar mantém, na Biblioteca Comunitária (BCo) do Campus São Carlos, o acervo Fundo Florestan Fernandes (FFF). A coleção adquirida pela Universidade, um ano após a morte do sociólogo, reúne um conjunto de documentos composto por fichas manuscritas das pesquisas acadêmicas de Florestan, trabalhos de alunos, artigos publicados, correspondências trocadas com seus correligionários, recortes de jornais, cadernos e cadernetas de pesquisas, fotografias, cartazes, panfletos de campanha eleitoral, diversos objetos, entre outros itens.A organização do FFF segue as orientações do Projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos (CPBA), a Norma Internacional de Registro de Autoridade Arquivística para Entidades Coletivas, Pessoas e Famílias (Isaar-CPF) e a Norma Brasileira de Descrição Arquivística (Nobrade).

O acervo é mantido exatamente como Florestan o deixou, ou seja, com a organização feita por ele nas estantes e prateleiras em seu apartamento em São Paulo. Além de livros e dos documentos pessoais, o acervo do FFF tem vários objetos pessoais, totalizando 133 peças. A maior parte desses objetos, aproximadamente 79 peças, fica exposta no que ficou conhecido como “Museu Florestan Fernandes”, com visitação aberta ao público (exceto neste período de pandemia). No local, é possível conhecer a beca utilizada por Florestan para receber o prêmio Honoris Causa na Universidade de Coimbra, sua máquina de datilografar, seus óculos, placas de homenagem, um retrato em forma de quadro pintado pelo amigo Bernardino de Souza Pereira, diversos ornamentos de origem indígena, etc.

Em 2009, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) reconheceu o Fundo Florestan Fernandes como patrimônio da Memória do Mundo, identificando o arquivo como um dos conjuntos documentais de maior relevância para a humanidade. Desde 2015, a Unesco criou e disponibilizou uma logomarca do FFF que autentica a importância do Fundo.

O acervo está disponível para pesquisa no site da BCo. Os pesquisadores podem solicitar documentos por meio deste formulário online. Outras informações podem ser solicitadas pelos e-mails memoriadaufscar@gmail.com, umma@ufscar.br ou colesp.bco@gmail.com.

Foto: Fundo Florestan Fernandes (UMMA)

Foto: Fundo Florestan Fernandes (UMMA)

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