Conselho Universitário aprova Plano de Retomada das Atividades Presenciais na UFSCar

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Plano de Retomada das Atividades Presenciais conta com cinco fases (Arte: CCS/UFSCar)

Construído coletivamente pelo Comitê Gestor da Pandemia (CGP) e pelo Núcleo Executivo de Vigilância em Saúde (NEVS) e debatido amplamente nas unidades e centros da Universidade, o Plano de Retomada das Atividades Presenciais na UFSCar foi aprovado na última sexta-feira (16/7), em reunião extraordinária do Conselho Universitário.

O Plano tem uma proposta de volta às atividades presenciais baseada na queda sustentada da curva epidêmica da Covid-19, com base nos critérios estabelecidos na Resolução ConsUni nº39 e na implementação de fases graduais que vão de zero a cinco, com diferentes tipos de atividades, prevendo um retorno paulatino e responsável da circulação de pessoas nos campi. O fluxograma do retorno foi delineado considerando premências acadêmicas, sem negligenciar critérios de saúde para uso dos espaços físicos e mobilidade nos campi, o alcance da vacinação, o distanciamento social e o uso de máscaras de proteção. Confira o documento na íntegra.

A Vice-Reitora e Presidente do Comitê Gestor da Pandemia (CGP), Maria de Jesus Dutra dos Reis, fez uma apresentação sobre o histórico da construção do documento, que planeja o retorno de forma estratégica, considerando a contingência epidemiológica da Covid-19 e a responsabilidade social da UFSCar, e sobre os principais pontos de cada fase. Na edição de hoje (20/7) do Na Pauta (do momento 3:48 ao 36:30), a Vice-Reitora explicou os principais pontos do plano.

“A comunidade universitária foi bastante ativa na construção do documento e, através dos conselhos de centros, trouxe contribuições importantes que foram incorporadas ao plano. Esse movimento mostra o comprometimento de toda a comunidade com o enfrentamento e controle da pandemia nos campi, que será essencial para o retorno gradativo e seguro. Peço a todos que mantenham esse envolvimento para evoluirmos sempre nas nossas ações”, comenta a Presidente do Comitê.

A dirigente destacou ainda que a pandemia da Covid-19 produz condições sociais, sanitárias e econômicas bastante instáveis e mutantes. Portanto, tanto o CGP quanto o Núcleo Executivo de Vigilância em Saúde (NEVS) estarão atentos e sensíveis a isso para realizar os ajustes e procedimentos necessários, além disso, o ConsUni está em convocação permanente para tratar do tema.

A Fase Zero do Plano é a que está em vigor no momento na Universidade e consiste na avaliação e aprovação prévia dos planos de contingência específicos das atividades consideradas essenciais, conforme a Resolução ConsUni nº 39, ou as previstas na GR 4862/2021 e GR 4874/2021.

Nessa fase, o NEVS recomenda o número mínimo de pessoas e pelo menor tempo possível no ambiente presencial, e o cumprimento de todas as recomendações dos planos de contingência, que devem contemplar todas as medidas contra a transmissão da Covid-19. O acesso aos campi está limitado às pessoas autorizadas a realizarem atividades presenciais emergenciais e aos estudantes residentes na moradia estudantil, e será controlado a partir de ferramenta a ser proposta pela Gestão Superior da UFSCar. Assim que essa ferramenta estiver delineada, deverá ter seu uso amplamente divulgado até uma semana antes de sua plena implementação.

A Fase 1 contempla a realização de atividades práticas presenciais e de pesquisa em laboratórios — exclusivamente dentro dos campi — que não exijam participação ou presença de outras pessoas que não sejam estudantes, docentes e técnicos de laboratórios envolvidos na atividade. A Fase 2 abrange o atendimento externo presencial das bibliotecas e outras atividades práticas de pesquisa dentro dos campi. Na Fase 3, serão permitidas as demais atividades de ensino, pesquisa e extensão, atividades administrativas, estágios e similares que envolvam práticas em serviço, dentro ou fora dos campi.

Na Fase 4, será permitido o atendimento presencial dos restaurantes universitários, cantinas e lanchonetes, mediante habilitação do plano de contingência pelo NEVS. Eventos em auditórios, anfiteatros e espaços similares serão permitidos na Fase 5. Em todas as fases, deverá ser respeitada a densidade de uma pessoa para cada 6,25 m2, com submissão de plano de contingência ao NEVS, em formulário que deverá ser adaptado e adequado conforme as demandas das diferentes fases.

Critérios para as mudanças de fases – A retomada das atividades e o avanço de fase ocorrerá a partir do 21º dia de queda sustentada da curva epidêmica nacional, estadual e local, que será acompanhada pelo NEVS a partir dos dados oficiais do Ministério da Saúde, da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo e das Secretariais Municipais de Saúde dos locais onde estão localizados os campi da UFSCar (São Carlos, Araras, Sorocaba, Buri, Campina do Monte Alegre e Angatuba).

Mensalmente, os dados serão compartilhados com a comunidade universitária para que fique sempre atualizada e possa seguir as diretrizes estabelecidas. Como os dados da curva epidêmica podem variar entre as cidades, há a possibilidade de que os campi retornem em fases diferentes entre si.

Os indicadores de queda sustentada da curva epidêmica, baseados na Resolução ConsUni nº 39, são:

  • Declínio sustentado de pelo menos 50% na incidência ao longo de três semanas contínuas;
    Percentual de testes positivos menor que 5% nas últimas duas semanas em caso de realização de um ou mais testes por 1 mil habitantes por semana;
  • Menos de 5% das amostras positivas para Covid-19 nas últimas duas semanas em casos de síndrome gripal;
  • Declínio no número de mortes nas últimas três semanas;
  • Incidência diária menor que um caso por 100 mil habitantes;
  • Taxa de transmissibilidade menor que 1,00 (1,2,3,4);
  • Número de novos casos por 100 mil pessoas nos últimos 14 dias menor que 5 (5);
  • Alteração percentual em novos casos por 100 mil habitantes durante os últimos sete dias, em comparação com os sete dias anteriores, menor que -10%.

O Plano de Retomada das Atividades Presenciais na UFSCar prevê ainda que, em caso de interrupção na queda da curva epidêmica entre uma fase e outra, a fase anterior terá que ser revogada e a próxima não poderá ser iniciada até que a curva retorne para a queda sustentada durante, ao menos, 21 dias.

O docente do Departamento de Medicina (DMed) e integrante do Vencendo a Covid-19, Bernardino Geraldo Alves Souto, destacou que o controle da pandemia é o critério para a flexibilização e que, para que o Vencendo a Covid-19 seja eficaz no enfrentamento e controle da pandemia nos campi, além do retorno escalonado, é fundamental, em todas as fases, o cumprimento das medidas sanitárias que incluem a higienização pessoal e do ambiente de forma regular, o uso correto de máscaras, a vacinação em massa de todas as pessoas e o distanciamento mínimo de dois metros entre uma pessoa e outra.

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