Daily Archives: 4 de maio de 2022

UFSCar avança em debate e planejamento da curricularização da extensão em 2022

Tema foi assunto na edição 49 da live semanal Na Pauta

Ao longo de 2022, a UFSCar deve intensificar o debate e ações voltadas à curricularização das atividades de extensão, visando atender a necessidade de sua inclusão nos projetos pedagógicos dos cursos de graduação até dezembro deste ano. A exigência consta nas Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira (Resolução nº 7 CNE/CES de 2018) e nas novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), com data de implantação prorrogada para dezembro de 2022 por despacho ministerial publicado no final de 2020.

O início deste processo se deu no dia 22 de março, na edição 49 da live semanal Na Pauta, que contou com a participação da Pró-Reitora de Graduação Adjunta da UFSCar, Luciana Coutinho. Na ocasião, ela resgatou o histórico deste trabalho, com o encaminhamento de uma proposta de minuta ao Conselho de Graduação (CoG) ainda na gestão anterior, em 2020, posteriormente retirada devido à permanência de muitas dúvidas sobre a operacionalização nos diferentes cursos de graduação.

Em 2021, com a posse da nova equipe de Administração Superior, foi criada Comissão Mista das pró-reitorias de Graduação (ProGrad) e de Extensão (ProEx), com representantes destas pró-reitorias, seus conselhos (CoG e CoEx) e dos diferentes centros acadêmicos. “Este não é um assunto novo, mas estamos, em 2022, conferindo uma nova dimensão a este trabalho na UFSCar”, situou Coutinho.

Assim, para este ano, a Comissão previu, como principais frentes de trabalho, o mapeamento de experiências e normativas em instituições que já estão mais adiante neste processo e, de outro lado, o conhecimento de experiências internas à UFSCar.

Histórico
Em sua participação em Na Pauta, a Pró-Reitora registrou como o debate sobre o compromisso social da universidade e, a partir daí, todo o arcabouço legal relativo à extensão universitária e a sua integração aos processos de formação de pessoas e de produção de conhecimento, têm como ponto de partida o processo de redemocratização do Brasil, na década de 1980, e a construção coletiva de um projeto de nação que visasse qualidade de vida com equidade social.

Neste contexto, a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão é inscrita como princípio na Constituição Federal de 1988. Como foi recuperando Luciana Coutinho em sua apresentação, posteriormente a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) coloca a extensão como finalidade da universidade e, no Plano Nacional de Educação 2001-2011, aparece a indicação de inclusão dos 10% de extensão nos currículos de graduação, transformada em obrigatoriedade no PNE 2014-2024 e detalhada no próprio Plano e nas Diretrizes. “Cabe sempre destacar que todo esse processo diz respeito à expressão do compromisso social da universidade e, sobretudo, da universidade pública”, concluiu Coutinho.

Na mesma edição de Na Pauta, foram apresentadas experiências já implantadas em cursos de graduação da UFSCar. Maria Carolina Leme Joly, docente do curso de Música da Universidade, compartilhou a história da graduação, cuja origem está em atividades de extensão na área desenvolvidas desde o final da década de 1980. Rodolfo Figueiredo, Vice-Coordenador do curso de Gestão e Análise Ambiental, contou como o projeto pedagógico, de 2011, contempla, entre quatro núcleos básicos, o de Projetos Interdisciplinares, que, a cada semestre, busca integrar em uma disciplina obrigatória os conhecimentos sendo abordados juntos aos estudantes, a partir de situações reais. Já Fred Valente, Coordenador do curso de Engenharia da Computação, falou dos Projetos Integradores Extensionistas, também voltados à oferta de experiências do mundo real aos profissionais em formação. Todos esses depoimentos podem ser conferidos na gravação do programa, no canal UFSCar Oficial.

Também como resultado dos trabalhos da Comissão Mista, o XII Seminário de Graduação da UFSCar (SEGrad), realizado de 25 a 27 de abril, foi dedicado à reflexão sobre a curricularização, com o tema “Extensão universitária na graduação: história, diretrizes e experiências”. Neste caso, houve a participação de convidados de outras instituições. Um resumo do evento pode ser conferido em matéria nesta mesma edição do Boletim da Reitoria, e as gravações das mesas estão disponíveis no canal UFSCar Oficial no YouTube.

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CoPG anuncia Política de Ações Afirmativas, novo convênio de bolsas e autoavaliação

Reunião foi presidida pelo Pró-Reitor de Pós-Graduação, Rodrigo Constante Martins

O Conselho de Pós-Graduação (CoPG), na sua136ª Reunião Ordinária, anunciou novidades de extrema relevância para atuais e futuros pesquisadores da Universidade. A UFSCar acaba de elaborar diretrizes para a implementação Política de Ações Afirmativas nos processos seletivos dos Programas de Pós-Graduação stricto sensu, nos cursos de mestrado e doutorado para as modalidades acadêmico e profissional.


A resolução foi aprovada pelos CoPG e Conselho Universitário (ConsUni) e, agora, os programas têm até 18 meses para atender a política. Vale ressaltar, que alguns Programas de Pós-Graduação já trabalham há algum tempo com ações afirmativas em editais, como os da área de Sociologia, Educação – em São Carlos e Sorocaba, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, dentre outros.

Também foi informado durante a reunião que a UFSCar está prestes a firmar um convênio com a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) para destinar bolsas aos pós-graduandos. A expectativa é que neste primeiro ano sejam, pelo menos, de 120 a 200 bolsas nos mesmos valores das de Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) para pesquisadores da UFSCar que atuem como facilitadores nos cursos de graduação da Univesp. O contrato estabelece quatro horas semanais em atividades de monitoria e acompanhamento das turmas e outras oito horas dedicadas a Cursos de Formação de Docentes de Educação a Distância. A ideia é que essas bolsas possam ser utilizadas já a partir do segundo semestre deste ano, em agosto.

“Nós já recebemos uma minuta de proposta de convênio, mas estamos negociando essa minuta com a Reitoria da Univesp para tentar chegar em números que sejam adequados para as demandas da UFSCar. Isso depende do orçamento da Univesp. Desde que assumimos a Pró-Reitoria, um dos grandes desafios que nossa equipe de gestão tem enfrentado é o corte de bolsas. Por isso, em 2021, iniciamos vários diálogos e tentamos criar várias pontes para construir possibilidades de financiamento”, explicou o professor Rodrigo Constante Martins, Pró-Reitor de Pós-Graduação da UFSCar. Uma comissão será criada para desenvolver o processo seletivo destas bolsas. A proposta é que, no mínimo, 50% delas sejam destinadas a estudantes ingressantes por ações afirmativas. O convênio, que pode atingir até 600 bolsas concedidas, tem duração de três anos e pode ser renovado por igual período.

Dentre outros assuntos, também foi comunicada a formação de uma Comissão de Autoavaliação da Pós-Graduação da UFSCar. A Comissão terá como referência o Plano de Desenvolvimento Institucional da UFSCar e irá realizar uma primeira autoavaliação a partir de dados coletados no ano passado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação (ProPG) e por meio de questionários que serão aplicados as coordenações dos programas de pós-graduação. Ainda há a possibilidade de questões serem destinadas para estudantes. Desde 2021, a Pró-Reitoria tem discutido com os integrantes do Conselho sobre a necessidade de uma avaliação institucional da área, que ainda pode servir como um importante parâmetro para que os programas realizem suas respectivas autoavaliações. Até então, apenas os próprios programas realizam autoavaliações, processo que deve seguir ocorrendo.

A Comissão é composta pela professora Eli Ângela Vitor Cozo, coordenadora multicampi da ProPG, pelo professor Alceu Gomes Alves Filho, docente do Departamento de Engenharia de Produção e especialista em planejamento estratégico, pela professora Fabiana de Oliveira, do Departamento de Sociologia e especialista em métodos quantitativos, pela professora Maria Silvia de Assis Moura, do Departamento de Estatística, pela professora Kellen Christina Leite, docente do Departamento de Ciências Humanas e Educação, e pelo técnico-administrativo Robson Lopes dos Santos.

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UFSCar debate inclusão de atividades de extensão no currículo de cursos de graduação

A Reitora, Ana Beatriz de Oliveira, participou da abertura do evento (Reprodução)

O 12º Seminário de Ensino de Graduação (SEGrad) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) debateu o processo de inclusão de atividades de extensão no currículo dos cursos de graduação. Até o final de 2022, todas as Instituições Federais de Ensino Superior devem atualizar os seus projetos pedagógicos com a inserção de pelo menos 10% de atividades desse tipo, prioritariamente, em áreas de grande pertinência social, como estabelecido por resolução do Conselho Nacional de Educação. Desde 2021, a UFSCar conta com uma Comissão conjunta das pró-reitorias de Graduação (ProGrad) e de Extensão (ProEx) para debater o tema e construir uma minuta para atender à demanda.

O SEGrad foi uma oportunidade de trocas de experiências entre docentes dos cursos de graduação da UFSCar e de outras instituições. “Estamos trabalhando juntos nessa minuta, que até o final do ano será apreciada nos nossos Conselhos. Esse evento representa um salto no nosso acúmulo de discussão”, ressaltou o professor Daniel Leiva, Pró-Reitor de Graduação da UFSCar. “Estamos conseguindo fazer uma construção coletiva, consciente e efetiva”, complementou Ducinei Garcia, Pró-Reitora de Extensão da Universidade.

A Reitora, Ana Beatriz de Oliveira, participou da mesa de abertura do evento e lembrou que o atual Programa de Gestão inclui, dentre tantas outras missões, estabelecer normativas para inserir as atividades de extensão nos projetos pedagógicos dos cursos de graduação. “Essa é uma discussão muito importante. A UFSCar tem uma tradição muito forte na extensão e é fundamental que avancemos nesta construção coletiva para concluir esse trabalho, que certamente vai demandar aprimoramentos ao longo do caminho”, disse a Reitora.

Logo após a abertura, a mesa-redonda sobre “Extensão Universitária na Graduação: História, Diretrizes e Experiências” contou com a participação das professoras Olgamir Amancia Ferreira, Pró-Reitora de Extensão da Universidade de Brasília (UnB), e Maria do Socorro de Lima Oliveira, Pró-Reitora de Graduação da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Ambas são coordenadoras nacionais dos colegiados de suas respectivas áreas, na Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

“A maioria das Instituições Federais de Ensino Superior do Brasil não alcança nem 30% de seus alunos envolvidos em atividades de extensão. Precisamos pensar em uma formação nessa perspectiva integral. A inserção curricular de extensão vem para fazer essa modificação, que não é apenas de metodologia. Ela implica a indissociabilidade de ensino-pesquisa-extensão. A universidade produz conhecimento para responder às demandas sociais, e as atividades de extensão colocam o ensino e a pesquisa em diálogo com os interesses da sociedade. Dessa maneira, a Universidade se torna mais democrática, inclusiva e comprometida com a realidade onde ela se insere”, defendeu Olgamir Amancia.

Já a professora Maria do Socorro Lima lembrou que o trabalho para fazer a curricularização da extensão não é simples. “É um desafio, pois traz para gente uma nova perspectiva sobre o que é o entendimento da Universidade e qual a Universidade que nós queremos. É preciso um entendimento comum entre graduação e extensão. Sem essa parceria, não é possível fazer esse trabalho, que tem muitas camadas e requer muita atenção e diálogo. É uma grande oportunidade de pensar novos currículos. Precisamos aproximar o currículo da graduação da realidade e, por isso, a flexibilização é necessária. Temos que repensar a própria finalidade do ensino superior e pensar sobre o ensino de graduação flexível, contextualizado, inter, multi e transdisciplinar. A extensão permite que façamos isso com muita leveza e de uma forma bastante tranquila”, destacou.

O SEGrad, desde 2007, constitui o Programa de Formação Continuada dos Docentes da UFSCar, a gravação do encontro deste ano – o 12º SEGrad – está disponível no Canal UFSCar Oficial no Youtube.

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