Pluralizar, parceria entre UFSCar e Serrapilheira, visa a diversidade na pesquisa

Projeto, viabilizada pelo Serapilheira, é fruto de um intenso trabalho, iniciado em 2021

Pioneira e referência na implementação de políticas de Ações Afirmativas e apoio à permanência de estudantes na Educação Superior, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com o Instituto Serrapilheira, acaba de dar mais um importante passo para promoção da diversidade, voltado agora para o campo da pesquisa, com o lançamento do projeto Pluralizar.

O projeto tem como principal objetivo garantir a inserção no universo da pesquisa de estudantes de grupos sub-representados, desde a graduação, a partir da iniciação científica, até a pós-graduação, com o mestrado, acompanhando e, principalmente, dando condições materiais e incentivando pessoas desses grupos a trilharem sua carreira acadêmica. Em uma primeira iniciativa, o edital “Pluralizar: diversificando perspectivas, pluralizando conhecimentos” irá conceder quatro bolsas, de Iniciação Científica e Tecnológica, para pessoas transgênero, transexuais ou travestis, para o período 2023-2024, no valor de R$ 643,00 mensais cada.

“O projeto é motivo de muito orgulho, pois permitiu concretizar, pela parceria com o Instituto Serrapilheira, esta proposta de inclusão. Com o Pluralizar, queremos garantir que estudantes de grupos sociais sub-representados na Universidade tenham oportunidade de formação científica e de seguir na carreira acadêmica se for do seu interesse. Avançamos muito com a inclusão na graduação, mas ainda há muito a ser feito para que haja representatividade na pesquisa nacional”, afirma a Reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira.

Antón Castro Míguez, docente no Departamento de Letras e coordenador do projeto, lembra que na Universidade já há ações de extensão e ensino consolidadas no campo das ações afirmativas, e que com o Pluralizar será possível criar mecanismos que possibilitem maior inserção desses grupos na pesquisa e na pós-graduação, o que, futuramente, contribuirá para a diversificação do perfil de cientistas que recebem formação na Universidade e, com frequência, retornam a ela para a docência.

A Pró-Reitora Adjunta de Pesquisa, Diana Junkes Bueno Martha, alerta para a ainda insatisfatória representatividade na docência e na pesquisa, e que projetos como o Pluralizar são uma forma de viabilizar transformações para que haja, cada vez mais, estudantes da população negra, indígenas, com deficiência, travestis, transexuais, no universo da pesquisa e atuando para a construção da Ciência e do conhecimento na UFSCar e no Brasil.

“Permear o campo da pesquisa científica com a diversidade é fundamental para que tenhamos essa maior representatividade da diversidade da sociedade brasileira nos quadros de docentes”, complementa o Pró-Reitor de Assuntos Comunitários e Estudantis, Djalma Ribeiro Junior.

A implementação do projeto, viabilizada pelo Serapilheira, é fruto de um intenso trabalho, iniciado em 2021, das pró-reitorias de Assuntos Comunitários e Estudantis (ProACE), de Pesquisa (ProPq) e de Extensão (ProEx) e da Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAI) da UFSCar. Cristina Caldas, Diretora de Ciência no Instituto Serrapilheira, destaca que parcerias como esta permitem ampliar o escopo e a abrangência da atuação do Instituto em prol de uma Ciência mais diversa. “Aliamos a experiência da UFSCar em programas de cotas com a flexibilidade dos nossos recursos, podendo assim atender a demandas específicas dos cotistas que serão agraciados com as bolsas do programa”, destaca.

As inscrições na primeira chamada estão abertas e se estendem até o dia 30 de janeiro, pelo Sistema de Apoio à Gestão Universitária Integrada (SAGUI, aba Projetos, chamada Pluralizar). Cada proponente (docente) poderá submeter, no máximo, dois planos de trabalho, podendo solicitar uma bolsa por plano de trabalho, com possibilidade de concessão de apenas uma bolsa, de acordo com a classificação no processo seletivo. Podem concorrer, para orientação, servidoras e servidores docentes e técnico-administrativos, e, para as bolsas, discentes de cursos de graduação, desde que preencham os requisitos constantes no edital, disponível na página da Coordenadoria dos Programas de Iniciação Científica e Tecnológica (CoPICT).

“Inclusão e permanência não só atendem a uma necessidade histórica de justiça social, como contribuem para a renovação do pensamento e da produção de conhecimento científico na Universidade, por meio de um olhar mais plural, criativo e significativo, que articule o saber científico a outros saberes”, conclui Míguez.

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UFSCar e IFSP renovam acordo de cooperação

A UFSCar e o Instituto Federal São Paulo (IFSP) renovaram o acordo de cooperação que permite a utilização da infraestrutura de ambos os campi pelas duas instituições. O acordo anterior com a Universidade, que permitiu a implementação da unidade do IFSP na cidade, perdeu sua validade em 2017, e foi renovado pela atual gestão da Administração Superior da UFSCar, juntamente com a Direção-Geral do Campus e a Reitoria do IFSP.

A Reitora, Ana Beatriz de Oliveira, explica que o documento é a repactuação de um acordo feito para a implementação do IFSP, e a gestão, à época, compreendeu a importância do município receber um Campus do Instituto Federal. “Por sua vez, a universidade tinha uma estrutura que podia acolher esse projeto e dispunha de espaço. A parceria ficou suspensa na última gestão, mas assim que assumimos, voltamos a trabalhar para o seu restabelecimento, de forma amigável e colaborativa”, conta.

Além disso, ela sinaliza a possibilidade de ampliação desse acordo com novos projetos, “temos muitas áreas que podemos desenvolver, como a formação de professores, desenvolvimento tecnológico, e não apenas no Campus São Carlos, pois, atualmente, possuímos também uma parceria com o Campus Sorocaba; percebo, ainda, que conseguiremos avançar muito”, pontua.

Para o reitor do IFSP, Silmário Batista dos Santos, o acordo é um exemplo do uso racional de recursos com o compartilhamento, que vai além da infraestrutura, “trocamos ideias e conhecimentos, nossos laboratórios podem e devem ser utilizados pela força de trabalho da UFSCar, inclusive para a orientação e desenvolvimento de projetos de mestrado e doutorado, principalmente a nossa infraestrutura de aeronáutica, uma área que a UFSCar não tem; daí a importância de um projeto dessa natureza, em que somamos esforços para minimizar os recursos gastos e entregamos muito mais à sociedade”.

O diretor do Campus São Carlos do IFSP, Rivelli da Silva Pinto, comemora o restabelecimento da parceria. “Esse acordo traz um enorme benefício aos alunos, visto que eles poderão não só utilizar os refeitórios, bibliotecas, acesso ao Campus pela universidade, como também participar de projetos conjuntos entre as instituições”.

Com informações da assessoria de comunicação do IFSP

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UFSCar em defesa da Democracia e em repúdio aos atos terroristas contra o patrimônio público e os Três Poderes da República

Estarrecidos diante das notícias de atos golpistas nas últimas horas, que atacam violentamente o patrimônio público brasileiro e, ainda mais grave e simbólico, os Três Poderes da República e, assim, a própria democracia, Administração Superior e entidades representativas da Comunidade UFSCar – APG, ADUFSCar, SinTUFSCar e DCE Livre – vêm a público conjuntamente repudiar essas ações terroristas: invasão da Praça dos Três Poderes seguida de vandalismo no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal.

Estarrecidos, porém não surpresos. As movimentações foram planejadas e amplamente anunciadas nas redes sociais nas últimas semanas, sem a devida reação do Governo do Distrito Federal, por isso agora sob Intervenção Federal decretada pelo Presidente da República. Também há indícios de conivência de forças de segurança pública do DF e de congressistas fiéis ao ex-Presidente da República.

Essa movimentação, que busca repetir o que foi o ataque ao Capitólio nos Estados Unidos em 2020, é o ápice de um conjunto de ações golpistas que desrespeita o resultado das urnas e avança no seu objetivo de desmantelar os aparelhos institucionais. Ações não espontâneas, ou seja, fomentadas e financiadas por lideranças que precisam ser devidamente identificadas e responsabilizadas, que não representam a vontade da população brasileira.

Essa população, portanto, deve se reunir em torno da defesa do Governo legitimamente eleito e empossado, da Constituição Federal e do Estado Democrático de Direito. Devem ser investigadas e devidamente responsabilizadas todas as pessoas envolvidas, com destaque a gestores e outros servidores públicos coniventes e, também, àqueles que financiam esses atos terroristas. Deve, por fim, ser concluída com celeridade a ação de encerramento de acampamentos e bloqueios viários antidemocráticos.

Tem se tornado frequente a utilização do termo “baderna” para qualificar o momento triste de nossa história que vem se desenrolando nas últimas horas e, embora sejam, de fato, baderneiros, que depredam também o patrimônio que é de todos os brasileiros e todas as brasileiras, precisam ser caracterizados adequadamente como inimigos da Democracia e da própria liberdade que tanto afirmam defender.

Ver as forças de segurança pública subindo a rampa do Palácio do Planalto para conter os golpistas apenas uma semana após a emblemática imagem do Presidente da República recém-empossado subindo a mesma rampa ladeado pelo povo brasileiro representado por um conjunto diverso e significativo de pessoas deve, ao mesmo tempo, causar, claro, indignação, mas também nos motivar ainda mais à luta e ao trabalho pela superação dos imensos desafios que temos à frente, para unificação e reconstrução de nosso país.

A UFSCar está alerta e a postos para combater esses ataques.

Democracia sempre, Ditadura Nunca Mais!

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Mensagem de final de ano e votos de Boas Festas da Reitoria da UFSCar

O ano de 2022 chega ao fim com desafios superados pela UFSCar. Foi um ano marcado pela retomada presencial total das atividades nos campi, realizada de forma bastante planejada e segura, a partir da gestão da pandemia, com a forte colaboração da comunidade universitária para que as atividades ocorressem de forma segura para todas e todos.

Sem dúvida, o principal desafio de 2022 foi a situação orçamentária da UFSCar que, assim como todas as universidades e institutos federais, sofreu muito com um orçamento insuficiente, com os cortes e bloqueios no orçamento para a realização das atividades administrativas, de Ensino, Pesquisa e Extensão. Mesmo diante deste enorme desafio, a Universidade, com intensa atuação das pró-reitorias, conseguiu assegurar os recursos para o atendimento das bolsas dos programas de assistência e permanência estudantil e o cumprimento dos contratos com as empresas prestadoras de serviço. A mobilização da Universidade, através da Reitoria e da sua comunidade, a partir dos órgãos colegiados e das entidades de representação dos estudantes e servidores, foi fundamental para a reversão do bloqueio e recuperação dos recursos financeiros neste final de ano.

As conquistas também marcaram o ano de 2022, como os passos importantes dados na implementação da Política Institucional para Prevenção, Redução e Mitigação dos Danos da Violência e da Política de Saúde Mental; a premiação e outras formas de reconhecimento a inúmeros integrantes da Comunidade UFSCar, das mais diversas áreas do conhecimento; a retomada das obras do Ciclo Básico do Campus Lagoa do Sino, dentre outras.

A experiência de gestão até aqui nos dá a certeza de que juntas e juntos pela UFSCar podemos superar dificuldades e ir além. A Reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira, junto com a Vice-Reitora, Maria de Jesus Dutra dos Reis, e em nome de toda a equipe da Administração Superior da Universidade, agradece o comprometimento de toda a comunidade com a UFSCar e deseja um 2023 de muitas realizações e de esperança para a Universidade, nossa comunidade e o Brasil.

Boas Festas!

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Construção de Política de Saúde Mental avança entre universidades

A Vice-Reitora, MAria de jesus Dutra dos Reis, no fórum da Andifes (Foto: Divulgação)

O Conselho de Assuntos Comunitários e Estudantis (CoACE) da UFSCar aprovou a proposta de criação da Comissão Permanente para a Promoção, Prevenção e Cuidados em Saúde Mental para a Instituição. O documento propõe que a Comissão seja uma nova unidade da Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (ProACE), com protagonismo no planejamento do cuidado, na promoção da saúde e na implementação da política de saúde mental aprovada pela UFSCar em abril de 2021. Essa Proposta foi sistematizada e apresentada para apreciação do colegiado pela Comissão de Saúde Mental exarada no Conselho Universitário (ConsUni). “Além de buscar articular mecanismos e estruturas internas que viabilizem a implementação institucional da Política de Saúde Mental nos quatro campi, buscamos concomitantemente estabelecer diálogos em rede com outras instituições de ensino superior sobre este tema”, explica Maria de Jesus Dutra dos Reis, Vice-Reitora da UFSCar.

Em conjunto com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e com as universidades públicas do Estado de São Paulo, a Universidade vem atuando em duas frentes complementares, visando à construção de uma Política Pública de Saúde Mental voltada para toda a comunidade universitária brasileira. Em novembro, a Vice-Reitora participou de uma mesa sobre o tema no Encontro do Fórum Nacional de Pró-Reitores e Pró-Reitoras de Assuntos Comunitários e Estudantis (FONAPRACE/ANDIFES). No evento, foram analisados a conjuntura nacional e os desafios para as instituições. “A Andifes criou um Grupo de Trabalho sobre Saúde nas Universidades Federais após a realização do Seminário Cuidando da Saúde de Todos na Universidade Federal, promovido a partir de uma proposta da Reitoria da UFSCar”, relata a gestora.

O grupo, que conta com a participação de vários representantes de diferentes regiões do País, tem a Coordenação da Pró-Reitora de Assuntos Estudantis da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coordenadora geral do FONAPRACE, Maria Rita de Assis César, do Pró-Reitor de Assuntos Estudantis da UNIFESP, Anderson da Silva Rosa, e da Vice-Reitora da UFSCar. A reunião nesse Fórum da Andifes teve como objetivo delinear algumas diretrizes e ações desse GT que deve apresentar seu trabalho até fevereiro de 2023.

“A Andifes deve articular com o novo Governo Federal caminhos para que a saúde mental seja uma das prioridades nas universidades. Estamos levantando dados e escrevendo um documento que fundamente essa Política de Saúde Mental. É importante que tenhamos um conceito unificado sobre o que entendemos como saúde mental e qual o papel das universidades na promoção da saúde, na qualidade de vida e na prevenção. Temos que fortalecer o Sistema Único de Saúde e atuar em parceria, funcionando em redes. É fundamental implementar diferentes ações em prol de estudantes e servidores que estão nas universidades”, ressalta a Vice-Reitora.

Na avaliação de Djalma Ribeiro Junior, Pró-Reitor da ProACE, o sofrimento mental, de uma forma geral, foi acentuado com a pandemia e com o empobrecimento da sociedade. “Temos notado um aumento do sofrimento mental relacionado à ansiedade excessiva e a quadros de depressão. A universidade deve ser um ambiente que promova a saúde em vez de colaborar com esse adoecimento. Temos que repensar atitudes para que a gente possa trabalhar em uma perspectiva menos competitiva e com mais flexibilidade e solidariedade, buscando mais acolhimento, respeitando e valorizando as diferenças e as diversidades”, defende Ribeiro Junior.

Além da construção de uma Política Nacional de Saúde Mental, em uma outra frente, a UFSCar tem estabelecido diálogo com todas as instituições públicas de Ensino Superior do Estado de São Paulo: Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade Federal do ABC (UFABC) e Instituto Federal de São Paulo (IFSP). “Foi um movimento que começou na Unicamp e se estendeu para todas as universidades públicas do estado. Ao longo de 2022, tivemos algumas reuniões e, no início de dezembro, ocorreu o Seminário ?Saúde Mental nas Universidades Públicas do Estado de São Paulo?, em Campinas. O evento reuniu profissionais de saúde dessas instituições para trocar conhecimento e discutir estratégias que promovam o bem-estar, a qualidade de vida e a saúde mental”, lembra Maria de Jesus Dutra dos Reis.

Ao final do encontro, foi elaborada uma carta de intenções, que será entregue ao novo Governador do Estado de São Paulo e ao futuro Ministro da Saúde para que tenham ciência do que vem sendo realizado e para que o documento sirva de inspiração às demais instituições ao redor do País. Para Ana Beatriz de Oliveira, Reitora da UFSCar, o trabalho com as outras universidades ajudará a enfrentar os desafios. “A UFSCar está bastante otimista com esse trabalho que se inicia e que certamente renderá bons frutos”, conclui.

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