Atualização sobre a ocupação do Campus Sorocaba da UFSCar

Apenas os prédios AT2 e ATLab e a administração central continuam ocupados. Foto: Banco de Imagens

Desde a ocupação das instalações do Campus, ocorrida no dia 8 de maio, representantes da gestão no Campus Sorocaba realizaram 6 reuniões com os manifestantes. Também foi realizada vídeo conferência com a Reitora Wanda Hoffmann, na sexta-feira dia 11. Na terça feira 15/5/2018 o reitor em exercício Walter Libardi esteve em Sorocaba, e encontrou-se com os estudantes. Após a reunião com o reitor em exercício, foi realizada assembleia no campus Sorocaba, que deliberou pela desocupação de parte dos prédios. Permanecem ocupados os prédios de aula (AT2 e ATLab) e a administração central.

 

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Relato sobre desocupação do prédio da Reitoria e situação no Campus Sorocaba

A desocupação do prédio da Reitoria aconteceu na noite de sexta-feira, dia 11 de maio. Foto: São Carlos Agora.

O diálogo sobre a gestão dos restaurantes universitários começou há mais de 1 ano, com a criação de uma comissão, pelo Conselho de Administração, com representantes de todas as categorias. Este diálogo foi intensificado no período de deliberação sobre o reajuste do preço das refeições, pelos conselhos superiores da UFSCar, com 7 reuniões setoriais, além de 2 reuniões públicas e uma reunião com os diretores de centro.

O reajuste no preço dos restaurantes universitários da UFSCar não foi definido pela reitoria. Foi aprovado, democraticamente, pelos colegiados superiores da UFSCar. O Conselho Universitário aprovou o orçamento da UFSCar para 2018, na 231a Reunião Ordinária, ocorrida no dia 23/02/2018. Na mesma reunião do ConsUni foi aprovado preço R$0,00 (zero) aos alunos bolsistas. A partir da decisão do referido Conselho, passou a ser discutido no âmbito do Conselho de Administração como o valor aprovado no ConsUni para subsídio aos não bolsistas seria utilizado: quais categorias teriam qual valor de subsídio, etc. O debate no CoAd ocorreu em 4 (quatro) sessões, sendo a primeira delas em 9/3/2018 e a última delas em 27/4/2018. Em todas as sessões do CoAd, todos os presentes puderam se manifestar, ainda que não fossem membros do colegiado.

O reajuste foi necessário devido a severas restrições orçamentárias, e para que fosse garantido o funcionamento das atividades regulares da Universidade. A proposta aprovada pelos Conselhos Superiores da UFSCar privilegia a permanência estudantil, ao manter a custo R$0,00 (zero) as refeições de 2.500 bolsistas, ao estipular o preço de R$1,80 para estudantes membros de famílias com renda de até 1,5 salários mínimos per capta, e o valor de R$4,00 para os demais estudantes.

Em 2018 a UFSCar recebeu R$ 8,7 milhões do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), valor insuficiente para as necessidades assistenciais. Após grande esforço da equipe de gestão, foi possível alocar montante superior a R$14 milhões para assistência estudantil: R$7,5 milhões para bolsas assistenciais, R$6,2 milhões para subsidio a restaurantes universitários e R$600 mil para aluguel de moradias e outras despesas.

Após a aprovação do reajuste do preço dos RUs nos Conselhos Superiores, um grupo de manifestantes passou a ocupar e bloquear o uso de prédios de aula e administrativos no campus Sorocaba, inviabilizando boa parte das atividades no campus. Um segundo grupo de manifestantes ocupou o prédio da reitoria, em São Carlos, impedindo a entrada dos funcionários, e causando sérios prejuízos e riscos à Universidade. Todo o setor administrativo da Universidade (ProAd) foi paralisado, impedindo, inclusive, o pagamento de contas, pagamento de bolsas, salários de servidores, pensões e aposentadorias. Haveria ainda em risco de perda de prazo para ingresso em editais, assinaturas de contratos, risco de pagamento de multas devido a atrasos em pagamentos, etc.

Na pauta de reivindicações entregue pelos manifestantes de São Carlos não consta assinatura de entidade alguma. A pauta não menciona sua aprovação em assembleia de categoria, não indica nomes de manifestantes, apoiadores ou líderes. Não foi possível identificar uma liderança única do movimento; o diálogo teve que ser realizado em separado com os manifestantes em Sorocaba e com os manifestantes em São Carlos. Essas características do movimento dificultaram bastante a interlocução.

Desde o início da ocupação ao prédio da reitoria, no campus São Carlos, a reitoria buscou a desocupação voluntária, através de diversas conversas realizadas diretamente com os manifestantes, inclusive pela própria reitora. Sem sucesso nas negociações para desocupação voluntária, e para evitar uma situação de caos na Universidade, não restou outra opção a não ser recorrer à justiça, visando a reintegração de posse. A justiça entendeu a pertinência e a absoluta urgência da solicitação, e determinou a desocupação imediata. Acionados por oficial de justiça e pela polícia federal, os manifestantes desocuparam pacificamente o prédio, sem necessidade de uso de força. Após a desocupação, não foi constatada nenhuma depredação ao patrimônio, e nenhum ato de violência física, por parte de qualquer dos envolvidos.

Com relação às ocupações dos prédios do campus Sorocaba, apesar das diversas tentativas de diálogo, inclusive através de webconferência entre a reitora e os manifestantes, estes ainda não concordaram com a desocupação voluntária. A reitoria reconhece o direito a manifestação, desde que seja garantido o direito de acesso as aulas e aos locais de trabalho, o funcionamento regular da Universidade, e a preservação do estado democrático de direito. A reitoria solicita, assim, aos manifestantes, a imediata desobstrução às atividades regulares da Universidade, e reafirma o compromisso de continuidade do diálogo democrático, visando aprimorar as políticas de permanência estudantil.

Uma proposta apresentada aos manifestantes foi a inclusão imediata de outros estudantes na categoria que pagará R$1,80 pelas refeições. Seriam enquadrados nesta categoria os estudantes na faixa de renda familiar até 1,5 salários mínimos per capta que não ingressaram pelos grupos 1 e 2 do SISU. Até o momento a proposta não foi aceita.

O diálogo visando aprimoramento das políticas de permanência continuará sempre aberto. É possível lutar contra o corte de verbas, e é possível lutar por permanência, sem obstrução das atividades regulares da Universidade. Com a Universidade funcionando, com diálogo, respeito à diversidade de opiniões, e respeito as instituições democráticas, certamente conseguiremos superar nossos maiores desafios.

 

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Informe Sobre Ocupação da Reitoria e de Prédios no Campus Sorocaba

Foto: G1 São Carlos e Região

Ocupação da reitoria – Campus São Carlos
O prédio da reitoria foi ocupado por um grupo de cerca de 30 manifestantes, na tarde do dia 9/5/2018. Estes pernoitaram no prédio da reitoria, e na manhã do dia 10/5/2018 não permitiram a entrada da reitora, do vice-reitor, e dos demais funcionários. Ao longo da manhã do dia 10/5/2018 a reitora e diversos membros da gestão da UFSCar solicitaram aos manifestantes a desocupação do prédio, para que os funcionários pudessem trabalhar, e também para que pudesse ocorrer um diálogo entre reitoria e manifestantes, visando melhor compreensão de suas reivindicações. Mas, infelizmente, o prédio não foi desocupado.

Os Prejuízos e os Riscos.
Nenhuma das unidades que funcionam no prédio da reitoria estão podendo desempenhar suas atividades, o que acarretará prejuízos a toda a comunidade UFSCar. Por exemplo, a Pró-Reitoria de Administração não está conseguindo realizar nenhum pagamento, inclusive de bolsas. Outras unidades possuem editais cujos prazos estão se encerrando. Há risco de perda de participação em editais devido a essa ocupação.

Situação no Campus Sorocaba
No campus Sorocaba prédios de salas de aula foram ocupados, além de outros prédios, o que está inviabilizando a execução de atividades acadêmicas e administrativas.

As Reivindicações dos Manifestantes
Após insistência por parte da reitoria, os manifestantes do campus São Carlos entregaram uma pauta de reivindicações, com 16 (dezesseis) itens. Por exemplo, o item é “Revogação do aumento do RU…”, o item 12 é “Contra o desmonte da universidade pública”, e o item 14 é “Contra o corte de verbas…”, entre outros mais amplos. O documento não indica os nomes dos que assinam a pauta de reivindicações, nem informam sua aprovação em assembleia de qualquer categoria.

Providências
A reitoria está tomando as medidas necessárias para defender a UFSCar destas ocupações, e manterá a comunidade sempre informada.

Convite
Não é apenas a UFSCar que está passando por um momento de corte de verbas. Todas as universidades estão passando por esse momento difícil. E em momentos difíceis o melhor caminho é a união e não a divisão. Se a UFSCar lutar unida, o resultado certamente será muito melhor. Em nome da UFSCar, a reitoria se dirige aos estudantes, servidores docentes, e servidores técnico administrativos que estiverem envolvidos com esse movimento, para lutarmos juntos, por melhores condições para UFSCar e para o ensino superior público e gratuito.

 

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Nota da Reitoria: Democracia e Respeito aos Direitos

(1) Você considera válido defender suas ideias constrangendo pessoas, ou ainda impedindo pessoas de exercerem seus direitos?

(2) Como você se sentiria se alguém simplesmente o impedisse de trabalhar, estudar, ou fazer o que você gosta, com a justificativa de defender suas ideias?

(3) Como você se sentiria se uma decisão democrática, pela qual você lutou, fosse desrespeitada e sabotada por um grupo que pensa diferente de você?

(4) Você acha aceitável passar por cima da democracia, por não concordar com uma decisão tomada democraticamente?

A Reitoria da UFSCar lamenta profundamente o bloqueio de entradas, bloqueio de prédios de aula, “pula-catraca” no restaurante e constrangimentos ocorridos no campus Sorocaba da UFSCar, nos dias 7 a 9 de maio de 2018.

São manifestos contrários a decisões tomadas democraticamente no Conselho Universitário e no Conselho de Administração da UFSCar, após ampla discussão. Estas atitudes, portanto, são um atentado contra a democracia, desrespeitam o direito das pessoas entrarem no campus, trabalharem, estudarem, e até mesmo se alimentarem.

A Reitoria reconhece o direito a manifestação e participação nas decisões, dado que a democracia seja respeitada, bem como os direitos das demais pessoas.

Em nome da UFSCar, a Reitoria pede desculpas a todos e a todas que se sentiram constrangidos ou impedidos de exercerem suas atividades acadêmicas ou profissionais, e informa que está tomando providências para restauração dos direitos, e das decisões democráticas.

Continuaremos defendendo e insistindo na democracia, no diálogo, e na preservação dos direitos. Como educadores, não poderíamos deixar de convidar os envolvidos no movimento a refletirem sobre as perguntas postadas no início deste texto.

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Reitora inaugura ambulatório do Campus Lagoa do Sino

O ambulatório do Campus Lagoa do Sino é uma conquista de toda a comunidade. Fotos: Stela Martins (AECR/UFSCar)

Na última quinta-feira, dia 3 de maio, a Reitora da UFSCar, Wanda Hoffmann, o Pró-Reitor de Assuntos Comunitários e Estudantis, Leonardo de Andrade, e a Pró-Reitora Adjunta de Assuntos Comunitários e Estudantis, Francy Mary Alves Back, inauguraram o ambulatório do Campus Lagoa do Sino. Na ocasião, Hoffmann destacou a importância do novo espaço. “Esse ambulatório é muito importante para a comunidade universitária local, já que o Campus fica afastado das cidades o que, muitas vezes, dificulta os atendimentos de saúde. A partir desse ambulatório, vamos ampliar os serviços à comunidade, inclusive com a atuação de um médico cujo concurso já foi realizado”, disse a Reitora.
O Campus Lagoa do Sino tem hoje 94 servidores – 50 docentes e 44 técnico-administrativos – e mais de 800 alunos de graduação que, agora, podem contar com mais qualidade durante os atendimentos de saúde. Além disso, a equipe multidisciplinar que atua no ambulatório terá mais conforto e melhores condições de trabalho. “Instalado em um prédio construído especificamente para abrigar o ambulatório, o novo equipamento de Saúde do Campus Lagoa do Sino garantirá as condições apropriadas, inclusive com privacidade, para as consultas psicológicas – individuais ou em grupo – e para os atendimentos médicos e de enfermagem. Temos espaço também para futuramente implantarmos o atendimento odontológico”, afirmou Leonardo de Andrade.
Tatiane Machado, enfermeira do Campus, participou da cerimônia de inauguração e comemorou a conquista: “É um ganho muito grande para a comunidade Lagoa do Sino da UFSCar. A infraestrutura do prédio é ótima e aqui vamos poder atender com melhor qualidade os alunos e os servidores”. Também estiveram presentes na solenidade o Diretor de Campus, Rafael Henriques Longaresi; o Prefeito Universitário, Alex Elias Carlino; o Diretor do Centro de Ciências da Natureza, Luiz Manoel de Moraes Camargo Almeida, além professores, técnicos e estudantes.

A infraestrutura do Campus
O Campus Lago do Sino conta várias edificações, algumas adaptadas da antiga fazenda e outras construídas, para atender às demandas dos cursos implantados. Hoje, são 11 salas de aula, 10 laboratórios didáticos, uma sala de informática, 35 gabinetes docentes, estrutura administrativa, biblioteca e restaurante universitário, dentre outras instalações. No entanto, ainda é preciso avançar bastante. “De certa forma, houve uma quebra do processo de implantação do Campus Lagoa do Sino, por conta de medidas tomadas pelo Governo Federal. Mas, nós conseguimos restabelecer esse processo, buscando recursos para construir os prédios necessários e complementar a equipe de docentes e servidores técnico-administrativos”, concluiu a Reitora Wanda Hoffmann.

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